sábado, 12 de novembro de 2011


Jon Korkes no Brasil
Jon Korkes, coordenador do Stella Adler Studio of Acting, em Nova York, vem ao Rio para promover workshops de estudo de cena e construção de personagem de 21 de novembro a 16 de dezembro no Espaço Move, novo local destinado a cursos recém-inaugurado na Barra da Tijuca. É a primeira vez que Jon Korkes, ator e diretor norte-americano, vem ao Brasil para compartilhar seus mais de 40 anos de carreira. Jon trabalhou com uma coleção extraordinária de autores e diretores, entre eles Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine), Mike Nichols (Closer- Perto Demais), Austin Pendleton (Uma Mente Brilhante), Buck Henry (Um Sonho Sem Limites), David Rabe (A Firma) e Tom Fontana (Serie-OZ). O workshop tem como objetivo ampliar a capacidade de percepção do ator em relação à cena e viabilizar a construção da personagem de forma objetiva e realista. Todas as turmas terão tradutor. As vagas são limitadas e somente para atores. Inscrições pelo telefone (21) 2484-0555 ou no site www.espacomove.com.br
SOBRE O DIRETOR:
 Jon Korkes teve a sorte de trabalhar com uma extraordinária coleção de escritores e diretores como: Jules Feiffer, Alan Arkin, Mike Nichols, Buck Henry, Billy Wilder, Herb Gardner, Mark Rydell, David Rabe, David Milch, Tom Fontana e Austin Pendleton.
 Começou sua carreira Off-Broadway em Little Murders Feiffer, dirigido por Mr. Arkin, que o dirigiu na versão do filme um ano depois. Em 1971, Walter Kerr citou-o como um dos atores mais promissores da temporada da Broadway, por seu trabalho em Unlikely Heroes de Philip Roth.
 Sua formação foi feita por grandes nomes da história da atuação como: Joan Darling, Peggy Feurie, Jack Poggi e ainda na American Academy of Dramatic Arts (AADA). Hoje em dia coordena dentro da Stella Adler Studio of Acting em Nova Iorque todos os níveis de Estudo de Cena Contemporânea e também ensina no HB Studios, para profissionais.
 Outros créditos incluem: (Broadway) Conversations With My Father, The  Penny Wars, (Off-Broadway) The Carpenters, A family Man, Goose and Tomtom, Jazz Poets at the Grotto, (Yale Rep) Exact Change, Rum and Coke, ( Longwharf) Not Quite Jerusalem, (East Carolina) Our Country’s Good.

 Principais Filmes:
 ·         Catch 22
·         Cinderella Liberty
·         The Front Page
·         Between the Lines
·         The Day Of The Dolphin
·         Riding in Cars With Boys

Seriados:
 * Oz
* The Jury
* Law and Order
* Big Apple
* The Beat
* Homicide
* Larry Sanders
* The Storyteller
* The Word

“Jon Korkes é um dos melhores atores que eu já trabalhei. Ele tem uma inteligência brilhante e excepcional versatilidade” Alan Arkin (ator e diretor, ganhador do Oscar por “Pequena Miss sunshine”, publicado no New yok Times).
 Sobre o Espaço Move:
 Trabalhar o potencial, desenvolver a vocação para as artes, aprimorar e revelar um talento e até mesmo oferecer uma forma de terapia são algumas das inúmeras possibilidades que o Espaço Move chega para oferecer às pessoas de todas as idades: dos três anos à terceira idade. As aulas ministradas no Espaço Move contam com um time de professores de alto gabarito, passando por profissionais que atuam em grupos como Nós do Morro, Tablado, CUFA, Escola Parque, Coachs e diretores renomados. Os cursos são divididos por faixa etária: as crianças de três a oito anos, por exemplo, têm o reforço da equipe do Tabladinho, que faz uma parceria com o Espaço Move para trazer para a região o consolidado trabalho que desenvolvem há 50 anos na unidade da Lagoa. O Espaço também oferece cursos  dedicados às demais faixas-etárias: crianças de 9 a 11 anos, adolescentes de 12 a 14 anos, grupos para jovens entre 15 e 17 anos e turmas para o público acima de 18 anos, tendo inclusive aulas exclusivas para a terceira idade.
 Endereço: Avenida Armando Lombardi, 949, Loja C, Barra da Tijuca, Tel: 2484-0555          


·  Leandro Gomes
·  Tel: 55 21 2178 2101
·  Cel: 55 21 9628 7718



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Entre quatro paredes

Eric Bentley


Esta peça apresenta uma situação forte. Três pessoas, mortas recentemente, estão no inferno. Apesar de não terem se conhecido nesta vida, são condenadas a passar a eternidade juntas num quarto. Cada uma delas tenta descobrir uma forma de felicidade com uma das duas outras; mas não existe qualquer esquema no qual as três possam ser felizes. Até mesmo a que fica de fora da felicidade dupla encontrável no sexo pode arruinar a felicidades das outras duas por sua eterna presença. No final, as três percebem que a idéia de colocar três pessoas completamente diferentes num quarto, apesar de aparentemente inócua e feita ao acaso - além de que nem o sono, nem as lágrimas poderiam jamais quebrar a tensão - resultava sendo um inferno tão terrível quanto cadeias eternas e o fogo incessante.

Naturalmente, não existe nada em tudo isto que nos surpreenda. As peças Outward Bound, britânica, e Hotel Universe, americana, de longa data vinham agradando platéias convencionais com sua habilidosa mistura de teatro de boulevard e pretensa interpretação do outro mundo. Escritores de peças de boulevard como H. R. Lenormand e J. B. Priestley, impressionavam as platéias de teatro com a proposição de que o tempo não existe. E não só pelo assunto que a peça de Sartre terá conotação com elas. Sua técnica não apresenta segredos para aqueles que já admiravam Ibsen e Strindberg.

É uma peça altamente concentrada de um ato só, transmitindo emoção crescente; até mesmo alguns de seus aspectos sobrenaturais podem parecer strindberguianos. Já sua carpintaria teatral poderia mais apropriadamente ser denominada ibseniana, pois consiste preincipalmente em não deixar a platéia tomar conhecimento dos fatos cedo demais.

Em outras palavras, para caracterizar mais positivamente esta apreciação, consiste em fazer com que as descobertas explodam como bombas-relógio cuidadosamente ajustadas para determinados momentos da ação. Trata-se de uma bem-construída peça de sala-de-estar, que revela seus segredos com toda a finesse e o aplomb que as platéias parisienses - mais freqüentadoras dos boulevards que do Vieux Colombier - esperavam há muito tempo.

O diálogo é estruturado em prosa urbana esmeradamente polida na melhor tradição naturalista francesa. A história apresenta várias cenas picantes que se pode costumeiramente associar a peças e novelas francesas, bem como a filmes franceses, bons ou maus. Adultério, infanticídio, lesbianismo, acidente de tráfego, suicídio duplo na cama, recusa de lutar pela França, morte diante de um pelotão de fuzilamento - o que mais poderia desejar um diretor de cinema francês? O cenário, para envolver todas essas idéias, é uma sala-de-estar do Segundo Império; e é muito agradável de se perceber que as unidades dramáticas são escrupulosamente observadas mesmo no inferno.

Depois de reunir todos os elementos de uma peça ruim e profundamente convencional, Sartre consegue fazer uma boa peça com eles. Ele usa a literatura de consumo como material bruto para a sua arte. Se Entre Quatro Paredes é uma peça de sala-de-estar, isso é a candente ironia do inferno. O cenário do Segundo Império, que enfeitou as peças de Sardou, de Dumas e de Augier é transferido para as profundas, ou mais terrível ainda, são essas regiões infernais que se transferem para ele. Evidentemente o dramaturgo tinha intenções muito sérias.

Sim: Entre Quatro Paredes é uma peça moralista. É uma peça de caráter, de acordo com a definição de Aristóteles: "Caráter é o que revela uma intenção moral, mostrando o que um homem pode fazer e evitar". Mostra o tipo de coisa que três pessoas escolheram e evitaram para merecer a danação eterna. E mostra o tipo de coisas que escolhem e evitam mesmo no inferno. O que é o inferno? É ser uma pessoa mal-acabada e viver eternamente aprisionada com outras pessoas mal-acabadas. Quando um personagem de Sartre observa que não existe um carrasco na colônia penal eterna, outro responde: "Fizeram isso para economizar em pessoal, eis tudo. São os fregueses que se servem, como nas cafeterias...Cada um de nós é o carrasco dos outros dois".

Sartre resolve seu problema triangular com grande habilidade. A ação apressa, diminiu, vira, torce para outro lado, à medida que cada um dos personagens esteja em evidência. Ajunta-se a B contra C, depois B abandona C para ficar contra A, depois...as possibilidades psicológicas e histriônicas dessa fórmula são exploradas ao extremo. Naturalmente, se Sartre desse a mesma importância para A, B e C, a peça perderia sua concentração e uma atenção vivamente dirigida, que é obviamente o que procura.

Portanto, ele coloca o homem no meio; duas mulheres ficam na periferia. Um antigo padrão parisiense. Mas Sartre possui intenções modernas. Suas três pessoas são três espelhos de uma ação; estão ali para dar forma, variedade e significado para o que poderia facilmente ser outra peça boêmia. Falando a respeito do quarto modernismo dos anos 20, Fergussom escreve: "Vemos agora alguns dos perigos da nova linha. Vamos precisar, é o que me parece, ficar contra o virtuosismo teatral de Cocteau, e a moldura teológica abstrata de Eliot, e a imagem popular luxuriante de Lorca, e colocar em seu lugar a concepção clássica de uma Ação de Henry James, vista redondamente, vista de muitos ângulos". Sartre, neste casao, tenta satisfazer os desejos do senhor Fergusson.

Os três personagens de Entre Quatro Paredes são: Garcin, um jornalista pacifista que morreu quando tentava fugir do serviço militar; Inês, uma funcionária lésbica dos correios, que seduzira a mulher de seu primo, Florence, e, quando o primo morreu num desastre de bonde, induziu Florence a cometer suicídio; e Estelle, uma nascisista mulher de sociedade que se casara por dinheiro, teve uma filha de relação adúltera, matara a criança e com isso levara o amante a suicidar-se.

Dos três, aparentemente, Garcin parece o menos culpado; ele bancara o herói durante toda a sua vida e continua durante algum tempo a querer fazer a mesma coisa no inferno; mas existem alguns fatos, inicialmente escondidos até mesmo de nós, que continuam a atormentá-lo. O moralista e herói tratava sua mulher muito mal. Mandava que ela lhe trouxesse o café na cama, quando ali se refestelava com sua amante mulata. Seu heroísmo é dúbio. Ele não enfrentara o castigo que lhe fora imposto e tentara fugir para o México. Quando quer se defender com a pergunta: "Poderia alguém julgar uma vida inteira somente por uma ação?" Inês força a aparição de algumas duras verdades diante dele:

GARCIN - Poderia alguém julgar uma vida inteira somente por uma ação?

INÊS - Por que não? Você sonhou durante 30 anos que tinha coragem; e se permitiu milhares de coisas porque aos heróis tudo é permitido. Como era conveniente! E então, na hora do perigo, quando descobriram tudo...você pegou o trem para o México.

GARCIN - Eu não sonhei com o heroísmo. Eu o escolhi. Somos o que desejamos ser.

INÊS - Prove então. Prove que não foi um sonho. Os fatos também decidem o que se desejou.

GARCIN - Eu morri cedo demais. Não tive tempo para executar meus atos.

INÊS - Sempre se morre cedo demais - ou tarde demais. Mesmo assim, uma vida é encerrada; o tiro é disparado, e temos que acertar nossas contas. Você é a sua vida e nada mais.

Quase que eu afirmava que esta passagem é o clímax tanto do enredo quanto da discussão. Mas não é verdade. É o clímax da discussão mas não do enredo. Trata-se de um clímax aparente que proporciona - de uma forma altamente dramática - um clímax ainda maior, depois do qual existe uma queda súbita e a peça termina com uma calma apavorante. 

A ação é a seguinte: depois que as palavras de Inês lhe tiraram algumas ilusões, Garcin decide finalmente satisfazer os desejos de Estelle de dormir com um homem, embora isto tenha que ser feito diante do olhar de Inês. Ele se atira sobre ela. Mas Inês persegue o casal com os olhos e a língua, gritando: "Covarde! Covarde!", e Garcin agora sabe que teve medo de ser soldado. Afasta-se de Estelle e conclui: "O inferno são os outros". Enfurecida, Estelle golpeia Inês com o cortador de papel. Tudo em vão. "Isso já foi feito, você não compreende?" Inês grita, "e nós ficaremos juntos para sempre". Um riso histérico sacode os três. Depois, um silêncio repentino. Todos percebem a situação instantaneamente. "Muito bem, continuemos", diz Garcin.

Essa é a fábula quase gótica de Sartre. É um melodrama, naturalmente. Mesmo que a casa assombrada seja chamada de inferno, mesmo que o criado kafkiano seja um demônio, mesmo que a campainha não toque nos momentos cruciais (ou a porta se abra magicamente ou não abra) e tudo isto seja interpretado com pompas alegóricas, não precisamos ser totalmente solenes em nossa aceitação da peça. Não mais do que no caso de Strindberg - cuja estrutura, em um longo ato e imagens morais, seja invocada aqui por Sartre - seria um insulto interpretar as intenções do autor excentricamente.

A pergunta: estaria ele falando seriamente? é bastante ambígua. Todas as obras de arte são sérias. Sartre escreveu uma peça com idéias sobre as quais ele é perfeitamente honesto e, como essas idéias estão cuidadosamente integradas com a ação, somos obrigados a tomá-las "seriamente". Mesmo assim, sem pretgender fazer uma distorção, eu chamaria Entre Quatro paredes de melodrama filosófico. 

Certamente não é uma tragédia - não existe a dignidade trágica, não existe um protagonista trágico, não existe nada trágico - a menos que se queira discursar oracularmente sobre a tragédia da vida humana como um todo. Não é uma comédia - não existem risos nem aceitação nesse ataque inqualificável e quase demoníaco sobre a natureza humana. Se Strindberg misturou as formas da comédia e da tragédia, aqui não existe qualquer indicação de que Sartre esteja tentando juntar essas formas novamente.

Entre Quatro Paredes, como tantos outros ótimos trabalhos pós Strindberg, pertence a um novo gênero intermediário. E se esta designação é vaga demais, ofereço a descrição de "melodrama filosófico" para caracterizar esta combinação do histrionismo com o pensamento sério, esta última experiência do drama antinaturalista francês, esta última análise da escrutinidade do olho interno.

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Trecho extraído do livro O dramaturgo como pensador, Editora Civilização Brasileira, tradução de Ana Zelma Campos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011







um curso de
DOMINGOS OLIVEIRA


A ARTE DE REPRESENTAR
                                                         
curso intensivo
prático e teórico
um final de semana


SÁBADO E DOMINGO
19 E 20 DE NOVEMBRO
das 10h às 14h

DOIS ENCONTROS INESQUECÍVEIS COM DOMINGOS OLIVEIRA
NO TEATRO DOS 4
SHOPPING DA GÁVEA
  
TEORIA E FILOSOFIA DO TEATRO / CINEMA / TV DE DOMINGOS

EXERCÍCIOS COM OS ALUNOS, BASEADOS EM CENAS DE SEUS FILMES E OUTROS


O que você vai fazer neste fim de semana?

Informações: teatroilustre@gmail.com

Teatro/CRÍTICA

"Mulheres sonharam cavalos"

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Contundente metáfora de um país


Lionel Fischer


"Seis personagens atuam em um pequeno ambiente - a sala de um apartamento - deixando entrever um recorte de suas vidas, onde surgem mais fios soltos do que explicações e respostas. As peças deste tabuleiro, no qual todos se converterão em perdedores, são três mulheres casadas com três irmãos. O que desencadeia o conflito é o encerramento de um negócio familiar, a cargo de um dos irmãos. Com a intenção de transmitir esse fato ao resto da família, um almoço foi marcado. Como resultado, revelações devastadoras acabam desestruturando completamente a família, chegando-se a um inesperado final".

Extraído do ótimo release que me foi enviado pela assessora de imprensa Daniella Cavalcanti, o trecho acima sintetiza o enredo de "Mulheres sonharam cavalos", do argentino Daniel Veronese, em cartaz no Teatro Poeirinha. Ivan Sugahara assina a direção, estando o elenco formado por Analu Prestes, Elisa Pinheiro, Letícia Isnard, Isaac Bernat, José Karini e Saulo Rodrigues.

Como explicitado no parágrafo inicial, estamos diante de uma família em inexorável processo de desagregação. Mas também podemos encarar o texto como uma metáfora de um país - no caso, a Argentina - esfacelado pela brutal ditadura militar. A expressiva cenografia de Flávio Graff (no programa este profissional é nomeado diretor de arte, mas suponho ser de sua autoria o cenário) nos mostra um ambiente decadente e claustrofóbico, um pequeno apartamento de um prédio desabitado, o que pode sugerir a grande quantidade de argentinos que deixaram o país em busca de um recomeço para suas vidas. E há também a clara alusão à famigerada prática dos militares de adotar os filhos recém nascidos de terroristas mortos, que passavam a criar como se fossem seus prórpios filhos.

Mas seja qual for a leitura que cada espectador decida fazer, o que realmente importa ressaltar é qualidade do texto, sua original estrutura narrativa, a contundência dos diálogos e a capacidade de Daniel Veronese de criar personagens magnificamente estruturados, ainda que sem entrar em maiores detalhes a respeito da psicologia de cada um. Ou seja: é como se o autor apresentasse ao público uns poucos fragmentos, deixando à sua fantasia a tarefa de preencher propositais lacunas. 

Com relação ao espetáculo, Ivan Sugahara exibe aqui um de seus melhores trabalhos de direção. Impondo à cena uma dinâmica em total sintonia com os principais conteúdos propostos pelo autor e valendo-se de marcas cuja expressividade transcende o realismo, o encenador também possui o mérito suplementar de haver extraído excelentes atuações de todo o elenco.

Sob todos os aspectos, os profissionais que estão em cena ratificam nossa crença de que este país pode carecer de tudo, menos de grandes intérpretes. Todos demonstram notável capacidade de entrega, inteligência cênica e uma mais do que evidente comprensão do contexto em que seus personagens estão inseridos. Assim, só nos resta parabenizar, com total entusiasmo, Analu Prestes, Elisa Pinheiro, Letícia Isnard, Isaac Bernat, José Karini e Saulo Rodrigues.

No complemento da ficha técnica, considero irrepreensíveis as colaborações de todos os profissionais envolvidos nesta mais do que oportuna empreitada teatral - Letícia Isnard (tradução), Paula Maracajá (preparação corporal), Rose Gonçalves (preparação vocal), Paulo César Medeiros (iluminação) e Ivan Sugahara (trilha sonora).

MULHERES SONHARAM CAVALOS - Texto de Daniel Veronese. Direção de Ivan Sugahara. Com Analu Prestes, Elisa Pinheiro, Letícia Isnard, Isaac Bernat, José Karini e Saulo Rodrigues. Teatro Poeirinha. Sexta e sábado, 21h30. Domingo, 20h.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Parte superior do formulário
I ENCONTRO QUESTÃO DE CRÍTICA REUNIRÁ A CLASSE TEATRAL, JORNALISTAS E CRÍTICOS NO GALPÃO GAMBOA, EM NOVEMBRO
 A programação é gratuita e os encontros serão transmitidos ao vivo pela internet
                                                                                                                  

Visando ampliar as discussões sobre o cenário teatral, o que já vem acontecendo online e offline, a Revista Questão de Crítica promoverá o I Encontro Questão de Crítica, no Galpão Gamboa, a partir do dia 12 de novembro. A entrada é gratuita.

O objetivo do I Encontro Questão de Crítica é despertar a atenção da classe artística e do público, “agora que a Internet aparece como suporte alternativo para essa atividade”, explica Daniele Avila. “Consideramos que a crítica é parte importante da dinâmica de produção teatral da cidade, mas não tem sido foco de ações concretas no que diz respeito a novas mídias e à formação de novos profissionais”, conclui. O evento será transmitido pela Internet via live streaming, de modo que possa ser assistido de qualquer lugar do Brasil e do mundo.

O encontro reunirá profissionais e estudantes de teatro para discutir a crítica teatral. A palestra de abertura, com Fátima Saadi, homenageará o crítico Yan Michalski. Outros temas serão discutidos ao longo da semana, em debates com artistas, críticos e pesquisadores das Artes Cênicas.

Além de promover o debate, o Encontro tem um caráter formativo com oficinas para estudantes de teatro, com o objetivo fomentar o interesse por exercer a atividade da crítica, oferecendo informação, técnica e, principalmente, estímulo. A expectativa dos curadores é desenvolver futuros críticos e novas vozes. “Mais ainda, de uma pluralidade de vozes para a cena cultural carioca”,

Os interessados em experimentar a escrita de crítica e se profissionalizar nessa área já podem se inscrever através do e-mail contato@questaodecritica.com.br. A oficina será realizada em dois módulos, para que os participantes tenham oportunidade de amadurecer e aprender ao longo destes meses. O primeiro módulo será ministrado por Luciana Romagnolli, curitibana residente em Belo Horizonte, e o segundo por Valmir Santos (SP).

PROGRAMAÇÃO
Transmissão ao vivo pela internet – http://justin.tv/encontro_qdc

12 de novembro
14h: Palestra de abertura – Homenagem a Yan Michalski com Fátima Saadi

16h: Debate: Crítica e curadoria. Com Sidnei Cruz, Micheline Torres e curadores convidados da Plataforma Rio.
Mediação: Christianne Jatahy

14 de novembro
19h: Debate: Crítica jornalística - história e atualidade. Com Ana Bernstein, Christine Junqueira e Daniel Schenker. Mediação: Marina Vianna

15 de novembro
19h: Debate: O papel da Universidade no pensamento crítico. Com Alessandra Vanucci, Vitor Lemos e Antonio Guedes. Mediação: Moacir Chaves

16 de novembro
19h: Debate: A relação da crítica com a interdisciplinaridade nas artes cênicas.
Com Tania Alice, José Luiz Rinaldi e Felipe Ribeiro. Mediação: Jefferson Miranda

17 de novembro
19h: Debate: Reflexão e produção de conteúdo sobre a arte na Internet. Com Luciana Romagnolli, Cezar Migliorin e Adiana Schneider. Mediação: Michelle Nicié


OFICINA DE CRÍTICA DE TEATRO
Informações sobre horários e procedimentos de inscrição pelo e-mail contato@questaodecritica.com.br. Os interessados devem enviar breve currículo para seleção.

1º Módulo
De 14 a 17 de novembro das 15h às 18h
Ministrado por Luciana Romagnolli

Nesse primeiro módulo, propõe-se a reflexão e o debate sobre a crítica teatral contemporânea como base para o exercício prático da produção crítica textual. Tópicos abordados: O que é crítica? A função da crítica. A crítica no contexto da indústria cultural. Diálogos com a obra, diálogos com o espectador. Breve história da crítica teatral no Brasil. Modelos de análise de espetáculo. A crítica da crítica: análise comparada da produção brasileira atual. Prática de produção de textos críticos.

2º Módulo – Valmir Santos


FICHA TÉCNICA

COORDENAÇÃO GERAL Daniele Ávila

CURADORIA Revista Questão de Crítica: Daniele Ávila, Dinah Cesare e Humberto
Giancristofaro

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Humberto Giancristofaro

PROGRAMAÇÃO VISUAL CriaReal: Denize Barros e Marcelo Gava

REALIZAÇÃO Revista Questão de Crítica e Instituto Galpão Gamboa


SERVIÇO
I ENCONTRO QUESTÃO DE CRÍTICA
Dias 12, 14, 15, 16 e 17 de novembro.
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279, Zona Portuária.
Capacidade: 80 pessoas
Entrada Gratuita.






Outras informações:
Astrolábio Comunicação - (21) 3065-1698
Bianca Senna - bianca@astrolabiocom.net
Sabrina Schemberg – Sabrina@astrolabiocom.net


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

FITA 2011

Menções Especiais do Júri:

Joseph Chasilew - visagismo de Outside

Marisa Bentivegna - iluminação de Música para cortar os pulsos

Marcos Daud - tradução de Cyrano de Bergerac