terça-feira, 1 de março de 2016

OFICINA

Oficina Prática de Dramaturgia
Com Renata Mizrahi

De 12 a 26 de março na Sede das Cias

Uma oficina prática que visa estimular a escrita dramatúrgica para teatro através de cenas curtas pautadas por temas contemporâneos, em diferentes gêneros. A proposta é, através de leituras de textos clássicos e contemporâneos, discussão sobre a dramaturgia universal e exercícios  de dramaturgia em aula, cada aluno produzir uma curta, incentivando a reflexão sobre a estrutura clássica, motivação da personagem e a importância de diálogos criativos. O objetivo da oficina é dar noções básicas de dramaturgia, afim de estimular a escrita. Com o estudo e discussão, cada aluno produzirá uma cena curta, ou esquetes, orientada por Renata.

SOBRE RENATA MIZRAHI
Renata Mizrahi é dramaturga, roteirista e diretora. Formada em Artes Cênicas pela UNIRIO, integra a companhia Teatro de Nós. No teatro, ganhou o Prêmio Shell 2014 de melhor texto por Galápagos. Pela mesma peça foi indicada ao Prêmio APTR 2014 e ao Prêmio Cesgranrio 2014. Em 2015 a peça doi lida em Nova York, na Cuny University, através do Evento, Brazilians Contemporary Dramas. Escreveu “Silêncio!” e também foi indicada ao Prêmio Cesgranrio 2014, ao Prêmio FITA 2014 e ao Prêmio do Site Botequim Cultural.

Ganhou os prêmios Zilka Salaberry de Melhor Texto em 2012 e 2010 pelas peças “Coisas que a gente não vê” e “Joaquim e as estrelas”. Foi indicada aos prêmios FITA 2013 e Cesgranrio 2013 de Melhor Texto pela sua peça adulta “Os sapos.” Pela mesma peça também foi indicada na FITA 2013 ao prêmio Revelação de Melhor Direção ao lado de Priscila Vidca. A peça recebeu os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante no mesmo festival. A peça também recebeu uma versão para curta metragem em 2011, com direção de Clara Linhart. Em 2013, também foi indicada ao Prêmio Zilka Salaberry 2013 pelo texto “Nadistas e tudistas”, com direção de Daniel Herz. Em outubro 2014, sua peça curta “Isso é Apenas Uma Cena Curta” é encenada em Londre no Theatre503, dentro do Festival Red Likes Embers. Em 2015 estreou WAR, com direção de Diego Molina.

Escreveu, com Jô Bilac, a comédia “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”, da Companhia Teatro de Nós, com direção de Diego Molina, que estreou em 2012. Nesse mesmo ano, estreou “Caixa de Phósphorus”, com direção de Susanna Kruger. Outras peças encenadas: “O Jardim secreto”, direção de Rafaela Amado e Mariah Stuart; “Sarau das putas”, direção de Ivan Sugahara; “Momo e o senhor do tempo”, direção de Cristina Moura; “Nada que eu disser será suficiente até que o sol se ponha”, direção de Diego Molina (2006-2008); “Um dia Anita” (com Julia Spadaccini), direção de Diego Molina (2007-2009); “Rua dos sonhadores”, direção de Diego Molina (2007/2008); “Lar…” (com Fernando Caruso e César Amorim), direção de Diego Molina e Vinícius Arneiro (2007-2008). Fez a adaptação dos livros “Uma janela em Copacabana” de Luiz Alfredo Garcia Rosa, com direção de José Joffily. Fez adaptação de “Memórias de um rato” de João do Rio; e da peça “As you like it”, de Shakespeare, ambas com direção de César Augusto. É professora e orientadora de dramaturgia do projeto “Manguinhos em cena”, na Biblioteca Parque de Manguinhos, coordenado pela Companhia do Gesto.

SERVIÇO
Período: 12 a 26/03
Horário: Sábados das 14h às 18h
Local: Sede das Cias (Rua Manuel Carneiro, 12 - Escadaria Selarón – Lapa)
Informações: (21) 2137-1271 (a partir de 14 horas)
Valor: R$200,00
Participantes: mínimo 10



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OFICINA

Oficina Gratuita de Corpo
Com Claudia Mele

De 13 de março a 03 de abril na Sede das Cias

A oficina propõe uma pesquisa prática por diferentes estados de presença, para que o ator, individualmente ou no coletivo, possa adquirir maior domínio e consciência destes estados. Através dos conceitos básicos do Sistema de Chakras e exercícios específicos para o trabalho do ator, a oficina estimulará o aluno a adquirir consciência dos seus canais de energia, para maior atenção, escuta e criatividade, assim como, maior entendimento de seus padrões físicos, emocionais e mentais. Cada chakra será trabalhado individualmente motivando o aluno à criação de sequências de movimentos e cenas a partir da compreensão destes pontos energéticos.

Os chakras são centros organizacionais, distribuídos pelo corpo, para recepção, assimilação e transmissão de energia vital. Em sua pesquisa de dissertação de mestrado em Artes Cênicas, Claudia Mele elaborou sequências de exercícios para a estimulação de cada chakra e a harmonização dos sete chakras principais - que passam pelo centro corpo, na extensão da coluna vertebral - responsáveis pela nossa saúde física, mental e espiritual.


SOBRE CLAUDIA MELE
Claudia Mele  Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) com o tema:“Práticas para estado de presença do ator-performer”, Graduada em Licenciatura em Dança e pós-graduada em Preparação Corporal nas Artes Cênicas pela Faculdade Escola Angel Vianna, é também formada, como atriz, pela CAL, em Dança Contemporânea e Recuperação Motora e Terapia Através da Dança pela Escola Angel Vianna. Professora do curso de formação de ator e da Faculdade da CAL e da Pós-Graduação Lato Sensu em Preparação Corporal nas Artes Cênicas da Faculdade Angel Vianna.

Público alvo: estudantes, profissionais de teatro, cinema ou literatura ou ator/diretor.
Idade indicativa: 17 anos
Material solicitado: currículo, carta de intenção e foto


SERVIÇO
Período: 13/03 à 03/04
Horário: Domingos das 14h30 às 17h30
Local: Sede das Cias (Rua Manuel Carneiro, 12 - Escadaria Selarón – Lapa)
Informações: (21) 2137-1271 (a partir de 14 horas)
Valor: Gratuito
Participantes: 30 no máximo


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OFICINA

Oficina ‘Narrativa Física Solo’
Com Julio Adrião

De 21 a 25 de março na Sede das Cias

De 21 a 25 de março a Sede das Cias oferece a Oficina “Narrativa Física Solo” com Julio Adrião, ator do espetáculo solo A descoberta das Américas, de Dario FoPrêmio Shell 2005 de melhor ator. A oficina traz uma pesquisa prática sobre o trabalho de criação do ator no solo narrativo, com enfoque na expressão física. Uma metodologia para a fabulação, com corpo e voz em função da narração, onde mais importante que decorar o texto é conhecer a estória. O ator conta e faz a ação, tornando-se autor do texto falado e das ações que narram a estória.

Público-alvo: Para atores interessados em uma experimentação desarmada, sob uma observação generosa e autodisciplina.


SOBRE JULIO ADRIÃO
É carioca, ator, produtor e diretor teatral.
Formado pela CAL em 1987, trabalhou seis anos na Itália com treinamento físico do ator. Desde sua volta ao Brasil, dirigiu espetáculos e integrou o trio cômico Cia. do público até 2002. Com diversas participações em longas no cinema e séries na TV, ganhou o Prêmio Shell/RJ de melhor ator em 2005, com o solo narrativo A descoberta das Américas, de Dario Fo. Desde 2007, ministra a oficina Narrativa física solo.

SERVIÇO
Período: 21 a 25/03
Horário: Segunda a sexta das 09h às 13h
Local: Sede das Cias (Rua Manuel Carneiro, 12 - Escadaria Selarón – Lapa)
Informações: (21) 2137-1271 (a partir de 14 horas)
Valor: R$300,00
Participantes: 20 no máximo



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OFICINA

Oficina de Interpretação
Com Daniel Herz

De 07 a 17 de março na Sede das Cias

De 07 a 17 de março a Sede das Cias oferece a Oficina de Interpretação ministrada por Daniel Herz.  O ator, diretor e dramaturgo, fez seu primeiro trabalho como ator profissional na peça “Doente imaginário”, de Molière, em 1984. Desde então atua em diversas montagens como: “Graffite Coração”, de Bernardo Horta; “Nossa Senhora das Flores”, de Jean Genet; “A Geração Trianon”, de Anamaria Nunes; “Perigo de vida”, de Regina Miranda; “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Celso Lemos; “A Cada vez que se Conta Dele”, de Bruno Lara Rezende; “O Jovem Torless”, de Robert Musil, entre outras. Em 1988, recebeu indicação para o Prêmio MINC Troféu Mambembe como melhor ator por sua atuação em “João e Maria”, de Anamaria Nunes. Desde 1988 dá aulas de teatro na Casa de Cultura Laura Alvim. Desde 1992 dirige a Cia. Atores de Laura, que em 2000 passa a administrar o Teatro Miguel Falabella.

Destaca-se como encenador nas últimas duas décadas, tendo recebido prêmios de melhor direção pelos espetáculos “Romeu e Isolda” (1996), “Decote” (1997), “A flauta mágica” (2000), “As artimanhas de Scapino” (2002). Em 2000 encenou no CCBB “Esplêndidos”, peça rejeitada por Jean Genet, que até então só havia sido montada na França e na Inglaterra.
É responsável igualmente pela direção de “Zastrozzi”, de George Walker, que compartilhou com o protagonista Selton Mello (2002), “Otelo da Mangueira”, de Gustavo Gasparani (2006) e “Tom e Vinicius – o musical”, de Daniela Pereira e Eucanaã Ferraz, em cartaz no Rio de Janeiro em 2009.

Prêmios e indicações:
1988- Indicação para o Prêmio MINC Troféu Mambembe de melhor ator
1995- Indicação para o Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem na categoria melhor texto e de melhor direção. Espetáculo “Cartão de embarque”
1996– Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem na categoria melhor direção Espetáculo “Romeu e Isolda”
1997– Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem nas categorias de melhor direção, melhor texto e melhor espetáculo – “Decote”
1997– Prêmio de melhor direção no IV Festival de Teatro de Resende
2000– Indicado para o Prêmio Coca-Cola de Teatro na categoria de melhor direção. Espetáculo “A flauta mágica”
2000– Prêmio Coca-Cola de Teatro nas categorias melhor espetáculo infantil e melhor produção
2002– Prêmio Qualidade BR de melhor direção e de melhor espetáculo
2002– Indicado no Prêmio Shell de melhor direção
Livros publicados
A Entrevista seguido de Cartão de Embarque. Editora Relume-Dumará
Decote seguido de Romeu e Isolda. Editora Garamond.

SERVIÇO
Período: 07 a 17/03 (8 encontros)
Horário: Segunda a quinta das 10h às 13h
Local: Sede das Cias (Rua Manuel Carneiro, 12 - Escadaria Selarón – Lapa)
Informações: (21) 2137-1271 (a partir de 14 horas)
Valor: R$400,00
Participantes: 30 no máximo
Ouvintes: 20 no máximo



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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Teatro/CRÍTICA

"Depois do Amor - Um encontro com Marilyn Monroe"

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A mulher por trás do mito



Lionel Fischer


Em 1962, durante as filmagens de Something's got to give, Marilyn Monroe recebe em sua casa a assistente de figurino Margot Taylor, que lhe traz alguns vestidos para serem provados. Ambas se conheceram dez anos antes e tornaram-se amigas, até o momento em que Marilyn roubou o namorado de Margot, o jogador de baseball Joe DiMaggio, com quem ficaria casada nove meses. Em meio às provas de roupas, o passado acaba vindo à tona e ambas promovem um acerto de contas.

Eis, em resumo, o enredo de "Depois do Amor - Um encontro com Marilyn Monroe", em cartaz no Teatro Vannucci. Fernando Duarte assina o texto e Marília Pêra a direção, seu último trabalho no teatro. Em cena, Danielle Winits (Marilyn) e Maria Eduarda de Carvalho (Margot).

Mesclando realidade e ficção, o texto oferece um retrato sensível e pertinente da mulher por trás do mito, explicitando todas as carências e fragilidades de Marilyn, que provavelmente a levavam a conquistar todos os homens à sua volta, tamanha era sua ânsia de ser amada e respeitada. Cumpre também ressaltar o bom trabalho dramatúrgico feito por Fernando Duarte no que diz respeito à personalidade de Margot, cuja eventual ironia é quase sempre anulada por dolorosa mágoa. 

Com relação ao espetáculo, Marília Pêra impôs à cena uma dinâmica elegante e sóbria, priorizando ao máximo os conteúdos implícitos. Estes, por sinal, materializados de forma irretocável pelas atrizes. Na pele de Marilyn, Danielle Winits evidencia sua clara disposição de não copiar o que se conhece do esteriótipo da mais sensual atriz da história do cinema, mergulhando de forma visceral nos meandros de uma personalidade ao mesmo tempo divertida e atormentada. Sem dúvida, uma de suas mais sólidas performances no teatro. A mesma eficiência se faz presente na atuação de Maria Eduarda de Carvalho (uma das melhores intérpretes de sua geração), convincente tanto nas passagens mais irônicas quanto naquelas em que a amargura predomina. 

Na equipe técnica, Sônia Soares assina figurinos belíssimos, a mesma beleza presente na cenografia de Natália Lima. Vilmar Olos e Paula Leal respondem, respectivamente, por corretas iluminação e trilha sonora. 

DEPOIS DO AMOR - UM ENCONTRO COM MARILYN MONROE - Texto de Fernando Duarte. Direção de Marília Pêra. Com Danielle Winits e Maria Eduarda de Carvalho. Teatro Vannucci. Quinta a sábado, 21h30. Domingo, 20h30.




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Teatro/CRÍTICA

"Estudo para Missa para Clarice - Um espetáculo sobre o homem e seu Deus"

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Belo e visceral encontro com a dúvida



Lionel Fischer



"Sei que o mundo não vai mudar por minha causa, nem por causa do meu Teatro, mas prefiro acreditar que sim. Vivo melhor assim. Os artistas que conheço, todos, têm uma chama visceral de dizer algo a alguém. Um desejo ingênuo de perpetuar. Para que vivemos? Onde estamos? Para onde vamos?. Desde Sófocles, o Teatro existe para comungar essas dúvidas. Assim o entendo. 'Missa para Clarice' é uma celebração do Sim. Um projeto que nasce do impulso e da necessidade. Puro afeto. Pelo Teatro, pela Clarice, por mim, pela investigação, pelo gosto bom. Nasce da necessidade de se reinventar a profissão. De gritar pro mundo. O grito de Munch. De sobreviver 'apesar de'. Nasce de uma angústia que insatisfeita é a criadora de nossa própria obra".

Extraído do release que me foi enviado, o trecho acima, de autoria de Eduardo Wotzik, sintetiza sua relação com o teatro - e, portanto, com a vida e com tudo que pode transcendê-la - e seu objetivo com o presente espetáculo, baseado na obra de Clarice Lispector. Em cartaz no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil, "Estudo para Missa para Clarice - Um espetáculo sobre o homem e seu Deus" leva a assinatura de Wotzik (também responsável pela edição final do texto), que divide a cena com Cristina Rudolph e Natally do Ó. O trabalho dramatúrgico foi efetuado por Vittorio Provenza.

O contexto é o de uma missa. Mas não uma missa no sentido convencional, já que no lugar do sacerdote temos um Arauto e no lugar dos coroinhas, duas Beatas Claricianas. O espetáculo não despreza a oração, mas a prioridade é a reflexão. E o que aqui se celebra é a dúvida que, como todos sabemos, é o que faculta a possibilidade do Não se converter em Sim. Muitas perguntas permanecem sem resposta, mas isso é irrelevante, pois o essencial - e isso o espetáculo deixa muito claro - não é o ponto de chegada, mas o percurso. E se algum espectador acreditar que, diante de tantas questões levantadas, melhor seria não levá-las em consideração, já que poderia se sentir como um louco que se perde em um deserto pleno de indagações, a esses o espetáculo parece perguntar: não será preferível eventualmente se perder, mas ainda assim chegar a traçar uma pista?  

Acredito que, em sua essência, "Missa para Clarice" nos propõe traçarmos pistas, as nossas próprias pistas, ainda que muitas vezes angustiados, ainda que eventualmente nos sentindo como se fôssemos órfãos de nós mesmos, ainda que não raro sejamos acossados pela sensação de que nada faz sentido, que um vazio irremediável será nosso eterno companheiro. Mas aqui cabe perceber que, se existe um vazio, é porque existe algo que pode ser preenchido. "Missa para Clarice" aposta nisso: na possibilidade de preenchermos os nossos próprios vazios. 

Impondo à cena uma dinâmica que, sem renunciar ao ritual, propõe uma visceral comunhão entre quem faz e quem assiste, Eduardo Wotzik exibe aqui um dos melhores trabalhos de sua brilhante carreira de encenador, cabendo também destacar sua fortíssima presença cênica e as seguras participações de Cristina Rudolph e Natally do Ó. Minha única ressalva fica por conta de alguns momentos em que imaginei que o espetáculo iria terminar e ele prossegue. Alguns exemplos: a cena em que são distribuídos papéis com pensamentos proferidos; ou a passagem em que, estimulados pelo Arauto, todos repetem algumas frases enquanto dançam; e finalmente, no mais belo momento do espetáculo, quando o Arauto, no altar, ergue as mãos e delas escorre, lentamente, uma grande quantidade de grãos de areia, espécie de oferenda ao Sagrado de todas as nossas fragilidades. 

De qualquer forma, e mesmo considerando este pequeno senão, não resta a menor dúvida de que "Missa para Clarice" é um dos espetáculos mais marcantes e significativos da atual temporada, que contou com a preciosa contribuição de todos os profissionais da equipe técnica - Analu Prestes (direção de arte), irmãos Mantovani (iluminação), Vittorio Provensa (dramaturgia) e Gorecki, este responsável por belíssima música.

ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE - UM ESPETÁCULO SOBRE O HOMEM E SEU DEUS - Texto de Clarice Lispector. Edição, texto final e direção de Eduardo Wotzik. Com Wotzik, Cristina Rudolph e Natally do Ó. Teatro III do CCBB. Quinta a domingo, 19h30.



   


sábado, 13 de fevereiro de 2016

FÓRUM DE PSICANÁLISE E CINEMA
PROGRAMAÇÃO DE 2016-1
SEMPRE ÀS ÚLTIMAS SEXTAS-FEIRAS DO MÊS, DAS 18 h ÀS 22 h,
LOCAL: SALA VERA JANACÓPULOS – UNIRIO.
FILMES ANALISADOS PELOS PSICANALISTAS:
NEILTON SILVA e WALDEMAR ZUSMAN
E PELA MUSEÓLOGA E PROFESSORA DA UNIRIO:
ANA LÚCIA DE CASTRO
25/03 – PALAVRAS E IMAGENS (Words and Pictures) 2013.
Um escritor consagrado, porém decadente e angustiado, passa a lecionar em uma escola preparatória como professor de Inglês. Quando é contratada uma artista plástica e professora de Arte, o vigor de Jack pela escrita se reforça, não só pela paixão despertada como pela disputa travada entre a força da palavra e o significado da imagem abstrata.
DIREÇÃO: Fred Schepisi. 116 min.
29/04 – A EXPERIÊNCIA (Das Experiment2001.
Filme alemão, baseado em romance de Mario Giordano,  no qual vinte homens são selecionados para participarem de uma experiência inédita que pretende investigar o comportamento humano agressivo em uma prisão simulada, mediante um valor monetário atraente. Oito deles atuam como ‘guardas’ e doze como ‘prisioneiros’. Com o passar dos dias, o ambiente fica cada vez mais agressivo e sem controle.
DIREÇÃO: Oliver Hirschbiegel. 114 min.
27/05- O HOMEM IRRACIONAL (The irrational man)2014. Abe, um professor de filosofia mergulhado em uma crise existencial, reencontra a vontade de viver em uma universidade de pequeno porte. Ao se envolver com uma colega e com sua melhor aluna, a quem fascina por sua cultura, começa a mostrar sinais de desequilíbrio mental, desencadeando uma série de situações que afetará a todos.
DIREÇÃO: Woody Allen. 94 min.
24/06 – PELOS MEUS OLHOS (Te doy mis ojos) 2003.
Após anos de maus tratos, uma mulher foge de casa levando o filho e alguns pertences, pedindo abrigo na casa de sua irmã. Apavorada pela possibilidade do marido procurá-la, pois ela é tudo para ele, Pillar resolve começar a trabalhar em uma loja de um museu, experiência que a torna mais fortalecida e corajosa de superar a violência e a dor conjugal.
DIREÇÃO: Icíar Bollaín. 100 min.

SERVIÇO:
SEMPRE ÀS ÚLTIMAS SEXTAS-FEIRAS DO MÊS, DAS 18H ÀS 22H.
LOCAL – SALA VERA JANACOPOLUS / REITORIA DA UNIRIO
ENDEREÇO: AVENIDA PASTEUR, 296 – URCA.
ENTRADA FRANCA E ESTACIONAMENTO. FILME: 18H; DEBATE: 20H
PEQUENO HISTÓRICO DO FÓRUM DE PSICANÁLISE E CINEMA
FÓRUM DE PSICANÁLISE E CINEMA FOI CRIADO PELOS PSICANALISTAS DR. WALDEMAR ZUSMAN E DR. NEILTON SILVA. A PARTIR DE 2004, PASSA A CONTAR COM A PARTICIPAÇÃO DA MUSEÓLOGA E PROFESSORA DRA ANA LÚCIA DE CASTRO, RESPONSÁVEL PELA PESQUISA, DIVULGAÇÃO E PELA ANÁLISE CULTURAL DOS FILMES.
COM A PARCERIA: UNIRIO – PROEXC - ESCOLA DE TEATRO E SPRJ, O PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA MANTÉM UMA REGULARIDADE HÁ DEZ ANOS, TORNANDO-SE UM EVENTO SEMPRE MUITO CONCORRIDO, COM UM PÚBLICO FIEL E PARTICIPATIVO.
INFORMAÇÕES: forumpsicinema@gmail.com