quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

 

 

Múltipla Escolha

 

O que se segue é um despretensioso passeio pela História do Teatro, durante o qual vocês poderão checar como andam os seus conhecimentos. Pensei em colocar o gabarito ao final, mas não o fiz para evitar qualquer espécie de “cola”. Caso tenham algumas dúvidas, vocês têm milhões de maneiras de dirimi-las. Espero que se divirtam. (Lionel Fischer)

 

1. No século XVIII, durante o período colonial, os palcos norte-americanos eram dominados por:

 

a) Peças inglesas

b) Pantomimas

c) Óperas-balada

d) Operetas

e) nenhuma das respostas anteriores

 

2. O século XIX marcou a estréia das extravaganzas. Algumas de suas características se encontram abaixo relacionadas?

 

      a) Enredos não necessariamente consistentes

      b) Profusos efeitos de palco

      c) Os atores eram invariavelmente cômicos

      d) Tudo acontecia numa atmosfera extravagante

      e) Dois itens estão corretos

 

3. Ainda no século XIX, surgiram as operetas, gênero criado pelo violoncelista alemão Jacques Offenbach, radicado na França. Em relação às extravaganzas, o que foi que mudou?

 

      a) As melodias eram contagiantes

      b) O estilo era operístico

      c) A comicidade marcava as tramas

      d) Sátira política e insinuações sexuais eram constantes

      e) Todas as respostas estão corretas

 

4. O burlesco começou em Londres, e parodiava peças de Shakespeare, operetas ou óperas sérias populares em Londres. Quando o gênero foi exportado para os Estados Unidos, em 1840, fez enorme sucesso. Pois bem: dentre suas muitas contribuições ao teatro, algumas se encontram abaixo relacionadas?

 

      a) Sacudiu a moral da época

      b) Instituiu o formato em três atos

      c) Mudou o papel da mulher no palco

      d) Reforçou o apelo sexual

      e) Todas as respostas estão certas

 

5. No início do século XX, a Broadway já contava com 33 teatros. Em 1903, Frank L. Baum escreveu o roteiro e as letras das músicas de um musical infantil que se tornaria um clássico. Qual seria?

 

      a) O mágico de Oz

      b) Florodora

      c) A garota de Utah

      d) A viúva alegre

      e) Nenhuma das respostas anteriores

 

6. Shuffle along (1921), musical só com atores negros, revelou uma estrela. Seu nome consta da relação que se segue?

 

      a) Josephine Baker

      b) Laura Hamilton

      c) Elizabeth Wingfield

      d) Mariana Jones

      e) O item correto é o C

 

7. A década de 50 dá início ao que se costuma chamar de “musical show” - grandes histórias contadas com canções memoráveis e coreografias modernas. Dentre os maiores sucessos do período, três se encontram abaixo citados. Você saberia identificá-los?

 

      a) The king and I

      b) My fair lady

      c) West side story

      d) The silence

      e) Os ítens a, b e c estão corretos

 

8. Nos anos 70, Stephen Sondheim introduziu com muito sucesso o chamado “musical conceito”. Em quem consistia a novidade?

 

a) Shows construídos em torno de uma idéia

  b) Valorização da história

  c) Barateamento das produções

  d) Só atores politizados eram admitidos

  e) Todas as respostas estão erradas

 

9. Os mega-musicais ingleses ditaram a moda nos anos 80, tendo por características pouco peso intelectual, muitos efeitos especiais e marketing pesado. Dos musicais abaixo relacionados, dois fizeram um sucesso estrondoso. Você conseguiria...?

 

      a) Cats

      b) The phantom of the opera

      c) Woman of the year

      d) My one and only

      e) Os ítens a e b estão corretos

 

10. Nos anos 90, os mega-musicais já não atraíam o mesmo público, o que inevitavelmente gerava prejuízos. É então que surge o chamado “musical de empresa”, patrocinado por empresas de entretenimento. Alguma das citadas esteve efetivamente envolvida com a produção de musicais?

 

      a) Coca-Cola

      b) Disney

      c) IBM

      d) Ford

      e)Nenhuma das respostas anteriores

 

11. Da mesma forma que a tragédia, a comédia também se originou nas festas celebradas em louvor a Dionísio. Pois bem: que predicados possuia este deus?

 

a)      Era o deus do vinho e da fecundidade

b)      Era o deus do vinho e da fartura

c)      Era o deus da fecundidade e da sorte

d)     Era o deus da guerra e do amor

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

12. Em sua estrutura definitiva, a comédia se firmou cerca de cem anos depois da tragédia, no século V ªC. E em sua evolução tiveram grande importância os fliacos e as falofórias. Então, vamos por partes: você sabe quem ou o que eram os fliacos?

 

a)      Instrumentos de sopro

b)      Tambores gigantescos

c)      Eunucos muito afinados

d)     Atores ambulantes

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

13. E quanto as falofórias?

 

a)      Escravas núbias

b)      Sacerdotisas do templo

c)      Procissões dionisíacas

d)     Cantigas ancestrais

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

14. Os primeiros atores costumavam se apresentar em qual das opções?

 

a)      Toscos palcos de madeira

b)      Do lado oeste da Acrópole

c)      À beira-mar

d)     Na entrada de Atenas

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

15. Nas procissões dionisíacas se transportava o falo. Qual era a sua simbologia?

 

a)      Felicidade conjugal

b)      Procriação

c)      Virilidade

d)     Coragem

e)      O item b está correto

 

16. Como terminavam as procissões dionisíacas?

 

a)      Com o sacrifício de um bode

b)      Com uma bebedeira generalizada

c)      Com orgias desenfreadas

d)     Com lutas entre desafetos

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

17. Os desfiles em homenagem a Dionísio contavam com a participação de três grupos: as caneforas, os falóforos e os comastas. Vamos ao primeiro deles: qual a sua função?

 

a)      Levar objetos para o sacrifício

b)      Entoar cânticos delirantes

c)      Fazer a apologia do corpo

d)     Recordar vitórias em batalhas

e)      Só um item está correto

 

18. E quanto aos falóforos?

 

a)      Zelavam pela ordem

b)      Empunhavam lanças

c)      Protegiam as canéforas

d)     Constituíam a elite militar de Atenas

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

19. E no que diz respeito aos comastas?

 

a)      Eram representantes da aristocracia

b)      Integravam a elite sacerdotal

c)      Eram os responsáveis pelos cânticos

d)     Pertenciam à casa real

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

20. Os figurinos, no teatro grego, indicavam algo mais do que a classe social a qual pertenciam os personagens?

 

a)      Indicavam o sexo

b)      Indicavam o prestígio

c)      Indicavam o estado emocional

d)     Indicavam a idade

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

21    COMMEDIA DELL’ARTE

 

a)      Forma de teatro cômico originária da Itália

b)      Espetáculo com diálogo improvisado

c)      Comédia com temas ligados à arte

d)     Montagens com cenografia definida

e)      Duas respostas estão corretas

 

22    DRAMA DA RESTAURAÇÃO

 

a)      Peças centradas na restauração do espaço cênico

b)      Textos montados para a criadagem palaciana

c)      Dramaturgia inglesa após a restauração da Monarquia (1660 a 1700)

d)     Montagens assistidas por nobres e aristocratas da corte de Charles II

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

23    FARSA

 

a)      Gênero com muitas pretensões intelectuais

b)      Humor centrado em atividades físicas e efeitos visuais

c)      Ausência total de violência e ritmo acelerado

d)     Casamento, leis e negócios jamais são abordados

e)      Duas respostas estão corretas

 

24    MASCARADA

 

a)      Forma espetacular e luxuosa de divertimento teatral

b)      Foi criada na Itália renascentista, chegando mais tarde à França e Inglaterra

c)      Era apresentada apenas uma vez para nobres e aristocratas

d)     Combinava poesia, música, figurinos elaborados e grandes efeitos de maquinaria

e)      Todas as respostas estão corretas

 

25    PANTOMIMA

 

a)      Originalmente, um entretenimento etrusco

b)      Gênero criado em Roma

c)      A narração era cantada pelo coro

d)     A ação ocorria sob a forma de danças

e)      Três itens estão corretos

 

26    SÁTIRA

 

a)      Gênero que utiliza técnicas de comédia

b)      Visa expor criticamente certas situações

c)      Jamais foi utilizada por Molière

d)     Bernard Shaw tinha horror à sátira

e)      Dois itens estão corretos

 

27    TEATRO DA CRUELDADE

 

a)      Gênero criado por presidiários de San Quentin

b)      Teatro baseado em magias e ritos

c)      Antonin Artaud abominava o gênero

d)     Antonin Artaud foi o criador do gênero

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

28    TEATRO POBRE

 

a)      Criado por palestinos na Faixa de Gaza

b)      Iniciativa de uma Ong norueguesa

c)      Idealizado pelo polonês Jerzy Grotowski

d)     Teatro que dispensava cenários luxuosos

e)      Os itens C e D estão corretos

 

29    TEATRO ÉPICO

 

a)      Estruturado em torno de epopéias

b)      Visava mais ao intelecto do que ás emoções

c)      Peças episódicas com canções narrativas

d)     Gênero criado por Bertolt Brecht

e)      Três itens estão corretos

 

30    TEATRO DO ABSURDO

 

a)      Dramatização do absurdo e futilidade da existência

b)      Gênero que dispensa a ação lógica

c)      Textos que exibem comportamentos inapropriados

d)     Gênero criado nos anos 50

e)      Todas as respostas estão corretas

 

 

31. A partir da Revolução Francesa, os grandes artistas começaram a assumir uma posição crescentemente hostil à sociedade do seu tempo - até então, a tendência dominante era a celebração da ordem existente, de origem divina e corporificada na aristocracia. Mais adiante, com o advento da Revolução Industrial, foram criados mecanismos coletivos de domínio sobre o indivíduo, que encontram seu apogeu de opressão na era da tecnologia. Pois bem: você acredita que as duas Revoluções possam ter contribuído para o posterior surgimento do Teatro de Protesto?

a)      Não: o Teatro de Protesto é anterior a ambas

b)      Não: o Teatro de Protesto remonta à Grécia Antiga

c)      Não: o Teatro de Protesto foi criado por Plauto

d)     Os itens a e b estão corretos

e)      Sim

 

32. Considerado o expoente máximo do teatro naturalista e tido como o pai do teatro moderno, o norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) escreveu textos memoráveis. E é de sua autoria um drama duplo, com um total de 10 atos. Ele se encontra na lista abaixo?

 

a)      Romersholm / Hedda Gabler

b)      Um inimigo do povo / O construtor

c)      O pato selvagem / Peer Gynt

d)      Imperador / Galileu

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

33. Mais do que qualquer outro dramaturgo, o sueco August Strindberg (1849-1912) escreve-se a si próprio, e o eu que continuamente expressa é o do moderno homem alienado, arrastando-se entre o céu e a terra, desesperadamente tentando arrancar alguns absolutos de um universo abandonado. Uma de suas peças mais célebres se encontra abaixo relacionada?

 

a)      O sonho

b)      O bravo soldado Scheik

c)      A morte do caixeiro viajante

d)      Rei Lear

e)      O item a está correto

 

34. O russo Anton Tchecov (1860-1904) escreveu, dentre muitas obras-primas, uma em que retratava a decadência da aristocracia rural e a ascensão da burguesia. Você conseguiria identificá-la na relação que se segue?

 

a)      Tio Vânia

b)      O jardim das cerejeiras

c)      A gaivota

d)      Platonov

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

35. Partidário de um teatro francamente doutrinário em substituição à tradição romântica, o irlandês George Bernard Shaw (1856-1950) escreveu o seguinte, no prefácio de uma de suas peças: “O drama de puro sentimento deixou de estar nas mãos do dramaturgo; foi conquistado pelo compositor musical...e não existe, francamente, futuro algum para qualquer drama que não seja o drama de pensamento”. Pois bem: você saberia indicar qual de suas peças, abaixo relacionadas, teve como prefácio o texto acima relacionado?

 

a)      A profissão da srª Warren

b)      Major Bárbara

c)      Volta a Matusalém

d)      Homem e superhomem

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

36. Autor cuja obra completa expusemos no nº 170 dos Cadernos de Teatro, o alemão Bertolt Brecht (1898-1956) escreveu, aos 25 anos, uma de suas peças mais célebres, ambientada em Chicago e estruturada ao longo de 11 cenas. Qual seria?

 

a)      Baal

b)      Galileu, Galilei

c)      Na selva das cidades

d)      Aquele que diz sim, aquele que diz não

e)      A alma boa de Setsuã

 

37. Embora cumulado de honrarias em vida, o italiano Luigi Pirandello (1867-1936) julgava-se incompreendido e pouco apreciado. Quando a crítica se manifestou desfavoravelmente a uma de suas peças, declarou o seguinte: “A Itália terá de expiar a vergonha de não ter me compreendido e me tratado injustamente”. Depois de qual texto ele escreveu o transposto acima?

 

a)      Assim é, se lhe parece

b)      Vestir os nus

c)      Lázaro

d)      Seis personagens em busca de um autor

e)      Os gigantes da montanha

 

 38. O norte-americano Eugene O’Neill(1888-1953) é considerado o pioneiro do moderno teatro americano. Autor de textos memoráveis, dentre eles Além do horizonte, O imperador Jones e Longa jornada noite adentro, O’Neill teve duas fortes influências. Elas se encontram na relação abaixo?

 

a)      Ibsen

b)      Strindberg

c)      Tragédia grega

d)     Shakespeare

e)      Três ítens estão corretos

 

39. O francês Antonin Artaud (1896-1948) foi escritor, poeta, ator e diretor. Mas não passou à imortalidade em função de nenhuma de suas realizações no campo do fazer teatral, e sim graças a um livro que teria influência decisiva sobre o teatro do século XX. O livro está abaixo relacionado?

 

a)      A arte da encenação

b)      O teatro e seu duplo

c)      O ator: elemento essencial da cena

d)      Em busca de um teatro pobre

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

40. Ladrão confesso e homossexual assumido, o francês Jean Genet (1910-1986) passou grande parte de sua vida na cadeia. Ainda assim, sempre contou com a simpatia da maior parte dos intelectuais franceses, dentre eles Jean-Paul Sartre. Dos textos abaixo, três são de sua autoria. Você consegue identificá-los? 

 

a)      As criadas

b)      O balcão

c)      Os negros

d)      Roberto Zucco

e)      Os itens a, b e c estão corretos

 

41. “Um mundo que pode ser explicado pelo raciocínio, por mais falho que seja este, é um mundo familiar. Mas num universo repentinamente privado de ilusões e de luz o homem se sente um estranho. Seu exílio é irremediável, porque foi privado da lembrança de uma pátria perdida tanto quanto da esperança de uma terra de promissão futura. Esse divórcio entre o homem e sua vida, entre o ator e seu cenário, em verdade constitui o sentimento do Absurdo”. Este pensamento foi formulado por um dos maiores escritores do século passado, também autor de peças notáveis. Seu nome consta da lista abaixo?

 

a)      Albert Camus

b)      Bertolt Brecht

c)      Ariano Suassuna

d)     Gabriel García Márquez

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

42. Existem muitas formas de se definir o Teatro do Absurdo, muitos modos de encarar o gênero. Algo relativo a ele se encontra relacionado abaixo?

 

a)      Tentativa de chocar o espectador, assustando-o

b)      Humor desenfreado e isento de lógica

c)      Sensação de que certezas inabaláveis desapareceram

d)     Textos fragmentados com estrutura cinematográfica

e)      Nenhuma das respostas anteriores 

 

43. O irlandês Samuel Beckett é um dos expoentes do Teatro do Absurdo. Duas de suas peças mais famosas estão na lista que se segue. Você saberia apontá-las?

 

a)      Fim de jogo

b)      O amante de madame Vidal

c)      Os fuzis da senhora Carrar

d)     O interrogatório

e)      Esperando Godot

 

44. Em sua primeira peça, A paródia, Arthur Adamov fez uma tentativa de dialogar com a neurose, de tornar concretos certos estados psicológicos. Na segunda, A invasão, enveredou por um caminho completamente diverso, tentando retratar:

 

a)      personagens reais em situações reais

b)      a angústia física decorrente da solidão

c)      a insuportável ausência de Deus

d)     embates amorosos de um casal paranóico

e)      nenhuma das respostas anteriores

 

45. Decidido a aprender inglês, o romeno Eugène Ionesco comprou uma apostila: “Eu copiava frases inteiras com o objetivo de decorá-las. Mas, ao relê-las atentamente, o que aprendi não foi inglês, mas algumas verdades surpreendentes: que, por exemplo, há sete dias na semana, que o chão é embaixo e o teto no alto etc. Mais adiante, com o aparecimento de Mr. e Mrs. Smith, as lições se tornaram mais complexas - Mrs. Smith informa ao marido que eles têm vários filhos, que moram nas redondezas de Londres, que Mr. Smith trabalha num escritório, que o casal tem uma empregada chamada Mary..”. Uma vez concluído o manual, Ionesco escreveu sua primeira e talvez mais famosa peça:

 

a)      Calígula

b)      Noites brancas

c)      A cantora careca

d)     Desejo sob os olmos

e)      A mandrágora

 

46. Ladrão confesso, assíduo freqüentador de prisões e homossexual assumido, o francês Jean Genet teve em Jean-Paul Sartre um de seus maiores admiradores. Uma de suas obras mais famosas foi apresentada em São Paulo, em inesquecível versão assinada por Victor Garcia. Qual seria?

 

a)      Alto controle

b)      As criadas

c)      O balcão

d)     Os negros

e)      Os biombos

 

47. Jean Tardieu é o autor cuja obra apresenta a maior gama de experimentações - ele chegou a escrever uma peça na qual não aparece nenhum personagem. Na realidade, quase todos os seus textos são mais esquetes do que propriamente peças em um ato. Mesmo assim, algumas delas continuam a ser encenadas com freqüência. Dos textos abaixo, qual marcou sua estréia na cena parisiense?

 

a)      Quem está aí?

b)      A polidez inútil

c)      Oswaldo e Zenaide

d)     Havia multidões no solar

e)      Só eles o sabem

 

48. Um dos mais poderosos autores do Teatro do Absurdo, o espanhol Fernando Arrabal deixou uma obra que tem, como uma de suas principais características, a presença de personagens que vêem a situação humana com olhos infantis. E sua crueldade advém do fato de que não compreenderam, ou sequer notaram, a existência de uma lei moral. Também como crianças, eles sofrem as crueldades do mundo como flagelos incompreensíveis. Pois bem: os três textos abaixo são de autoria de Arrabal?

 

a)      Piquenique no front

b)      Cemitério de automóveis

c)      Fando e Lis

d)     Só os dois primeiros

e)      Sim

 

49. Maior dramaturgo inglês do Teatro do Absurdo, Harold Pinter escreveu peças memoráveis, inclusive algumas concebidas para o rádio. Em uma delas, só dois personagens falam, enquanto o terceiro permanece mudo!? Qual seria?

 

a)      O quarto

b)      O monta-carga

c)      Festa de aniversário

d)     O inoportuno

e)      Uma ligeira dor

 

50. Em sua peça de estréia, o norte-americano Edward Albee elegeu como tema central a incapacidade de comunicação - o protagonista tenta desesperadamente estabelecer contato tanto com um cachorro quanto com outra pessoa, mas fracassa em ambas as tentativas. Este texto está abaixo relacionado?

 

a)      A história do zoológico

b)      O sonho americano

c)      Um equilíbrio delicado

d)     A morte de Bessie Smith

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

51. O teatro brasileiro surgiu em S. Vicente com o objetivo de ser uma espécie de escola de catequese espiritual, artística e religiosa. Foi criado por iniciativa do provincial da Missão Jesuíta. Pois bem: seu nome consta da relação abaixo?

 

a)      Orlando Damasceno

b)      Fernando Meirelles

c)      Manuel da Nóbrega

d)     Constâncio Ferreira

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

52. O provincial da Missão Jesuíta efetivamente criou o teatro brasileiro. Mas ele não ensaiava os “atores” e não escrevia textos, função exercida por:

 

a)      Padre José de Anchieta

b)     Cônego Martins Otacílio

c)      Monsenhor Flávio Alcântara

d)     Conselheiro Demóstenes Fiúza

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

53. O primeiro teatro a existir no Rio de Janeiro chamava-se Teatro dos Índios de

S. Lourenço. Algumas das características desse espaço estariam abaixo relacionadas?

 

a)      Tablado cercado por festões vegetais

b)      Duas cortinas vermelhas como pano de boca

c)      Camarote lateral para os padres da Companhia de Jesus

d)     Os itens a, b e c estão corretos

e)      Não

 

54. Em 1584, durante os festejos de S. Sebastião, realizou-se no Rio de Janeiro, no adro da Igreja da Misericórdia, uma representação solene do Auto da Pregação Universal, de José de Anchieta. Esse evento de gala foi prestigiado por um dos mais importantes personagens da História do Rio de Janeiro. Quem teria sido?

 

a)      Cacique Araribóia

b)      Estácio de Sá

c)      Mem de Sá

d)     Antônio Gusmão

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

55. Na segunda metade do século XVIII surgem, no Brasil, as primeiras casas de espetáculos. E em 1794 o País recebe, pela primeira vez, a visita de uma companhia européia, liderada por um ator de renome. Se nome consta da relação abaixo?

 

a)      Antônio José de Almeida

b)      Antônio José de Paula

c)      José Antônio Ferreira

d)     José Antônio Nepomuceno

e)      Nenhuma das respostas anteriores.

 

56. Em 1729, para celebrar o casamento do Príncipe do Brasil com a Infanta de Castela, foram encenadas na Bahia seis comédias, duas delas abaixo citadas. Quais seriam?

 

a)      Fineza contra fineza, de Calderón de la Barca

b)      El desdén com el desdén, de Moreto

c)      No digas nada, autor anônimo

d)     La muerte del infante, autor anônimo

e)      Os itens a e b estão corretos

 

57. O pernambucano Luís Álvares Pinto (1719-1789) foi o primeiro autor brasileiro a ser encenado. Sua obra de estréia chamava-se:

 

a)      Amor mal correspondido

b)      Trapaças do amor

c)      Galanteios fugidios

d)      Paixões impossíveis

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

58. A transferência da família real portuguesa para o Brasil teve repercussão sobre a vida teatral, o mesmo ocorrendo com a música e o drama lírico. Em 1813, abria suas portas no Rio um teatro que viria a se tornar de granhde importância para a cidade. Você saberia identificá-lo?

 

a)      Teatro João Caetano

b)      Teatro Carlos Gomes

c)      Real Teatro S. João

d)     Real Teatro S. Bartolomeu

e)      Nenhuma das respostas anteriores

 

59. Três nomes da primeira geração romântica contribuíram decisivamente para imprimir feições nacionais ao teatro brasileiro. Seus nomes constam da relação abaixo?

 

a)      Gonçalves de Magalhães

b)      Martins Pena

c)      João Caetano

d)     Carlos Gomes

e)      Os itens a, b e c estão corretos

 

60. Um dos maiores escritores brasileiros, autor de romances e contos memoráveis, também chegou a namorar o palco, para o qual escreveu algumas comédias, sendo a mais conhecida Quase ministro. Mas sua produção dramatúrgica não pode sequer ser comparada à sua produção literária. Quem seria esse “monstro” das letras que fracassou como autor teatral?

 

a)      José de Alencar

b)      Machado de Assis

c)      Joaquim Manuel de Macedo

d)     França Júnior

e)      Nenhuma das respostas anteriores.

 

61. Em uma de suas peças mais famosas, Henrik Ibsen (1828-1906) coloca na boca do protagonista uma frase que se tornou célebre: “O homem mais forte do mundo é o que está mais só”. Que peça foi essa?

 

a) Casa de boneca

b) Peer Gynt

c) Hedda Gabler

d) O inimigo do povo

e) O pato selvagem

 

62. Stanislavski (1863-1938) influenciou de forma definitiva o trabalho do ator. Por quê?

 

a) Foi um dos maiores intérpretes de sua época

b) Cantava, dançava e representava com igual desenvoltura

c) Demonstrou o potencial expressivo do sapateado

d) Concebeu teorias sobre a arte de representar até hoje seguidas

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

63. Embora a maior parte de sua obra se dirija ao público infantil, Maria Clara Machado também escreveu textos para adultos. Um deles é  protagonizado por um casal idoso, envolvido numa atividade desconcertante. Você consegue identificar este texto?

 

a) Os embrulhos

b) As interferências

c) Tribobó-City

d) Um tango argentino

e) O boi e o burro a caminho de Belém

 

64. A primeira montagem de Vestido de noiva (1943), de Nelson Rodrigues, direção de Ziembinski, é considerada um marco na encenação brasileira. Você saberia apontar a razão?

 

a) Até então, os atores apenas liam os textos em cena

b) Pela primeira vez  foi utilizado um palco giratório

c) O palco foi dividido em três planos de atuação

d) Personagens masculinos foram interpretados por atrizes

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

65. Um dos maiores sucessos do antigo Teatro Ipanema, hoje Rubens Corrêa, foi a peça O arquiteto e o imperador da Assíria, de Fernando Arrabal. A montagem revelou ao público um jovem ator que se tornaria um dos mais importantes do país. Quem era esse ator?

 

a) Antonio Fagundes

b) Pedro Paulo Rangel

c) Marco Nanini

d) José Wilker

e) Otávio Augusto

 

66. Após brilhante trajetória no teatro inglês, o encenador Peter Brook foi para Paris, onde fundou um grupo reunindo atores de todo o mundo, com o objetivo de pesquisar novas formas de linguagem. Dentre outros, dois espetáculos desta nova fase causaram grande impacto. Quais seriam?

 

a) Os Iks

b) Claudinha está lá fora

c) O interrogatório

d) Mahabharata

e) Confissões de adolescente 

 

67. Em seu texto À margem da vida, Tennesse  Williams impôs à narrativa uma estrutura não  convencional. Em que consistia ela?

 

a) A trama se passava sempre num tempo futuro

b) Todas as cenas eram baseadas no Teatro Nô

c) Várias passagens não continham texto algum

d) O personagem Tom narrava e vivia a história

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

68. O ator e diretor Carlos Wilson, o popular Damião, estudou e deu aulas no Tablado durante muitos anos. A ele devemos algumas iniciativas que, com o tempo, haveriam de virar uma verdadeira coqueluche. Você identificaria alguma abaixo?

 

a) Criou o primeiro grupo experimental do Rio

b) Adaptou para o palco vários poemas épicos de Brecht

c) Adaptou para o palco clássicos da literatura brasileira

d) Fez teatro com e para adolescentes

e) Duas respostas estão corretas

 

69. Embora jamais tenha conseguido êxito em sua carreira como diretor, já que todos os espetáculos que encenou fracassaram, ainda assim Antonin Artaud é um dos principais nomes do teatro no século XX. Por que razão?

 

a) Após se aposentar, virou excelente crítico teatral

b) Escreveu O teatro e seu duplo

c) Propôs um “teatro da crueldade”

d) Combateu fervorosamente o naturalismo

e) Três respostas estão corretas

 

70. Um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, Plínio Marcos possibilitou a Tônia Carrero, na pele de uma prostituta, um dos melhores desempenhos de sua carreira. A peça estaria abaixo relacionada?

 

a) Abajur lilás

b) Quando as máquinas param

c) Dois perdidos numa noite suja

d) Barrela

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

71. Em uma de suas peças mais famosas, Henrik Ibsen (1828-1906) coloca na boca do protagonista uma frase que se tornou célebre: “O homem mais forte do mundo é o que está mais só”. Que peça foi essa?

 

a) Casa de boneca

b) Peer Gynt

c) Hedda Gabler

d) O inimigo do povo

e) O pato selvagem

 

72. Stanislavski (1863-1938) influenciou de forma definitiva o trabalho do ator. Por quê?

 

a) Foi um dos maiores intérpretes de sua época

b) Cantava, dançava e representava com igual desenvoltura

c) Demonstrou o potencial expressivo do sapateado

d) Concebeu teorias sobre a arte de representar até hoje seguidas

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

73. Embora a maior parte de sua obra se dirija ao público infantil, Maria Clara Machado também escreveu textos para adultos. Um deles é  protagonizado por um casal idoso, envolvido numa atividade desconcertante. Você consegue identificar este texto?

 

a) Os embrulhos

b) As interferências

c) Tribobó-City

d) Um tango argentino

e) O boi e o burro a caminho de Belém

 

74. A primeira montagem de Vestido de noiva (1943), de Nelson Rodrigues, direção de Ziembinski, é considerada um marco na encenação brasileira. Você saberia apontar a razão?

 

a) Até então, os atores apenas liam os textos em cena

b) Pela primeira vez  foi utilizado um palco giratório

c) O palco foi dividido em três planos de atuação

d) Personagens masculinos foram interpretados por atrizes

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

75. Um dos maiores sucessos do antigo Teatro Ipanema, hoje Rubens Corrêa, foi a peça O arquiteto e o imperador da Assíria, de Fernando Arrabal. A montagem revelou ao público um jovem ator que se tornaria um dos mais importantes do país. Quem era esse ator?

 

a) Antonio Fagundes

b) Pedro Paulo Rangel

c) Marco Nanini

d) José Wilker

e) Otávio Augusto

 

76. Após brilhante trajetória no teatro inglês, o encenador Peter Brook foi para Paris, onde fundou um grupo reunindo atores de todo o mundo, com o objetivo de pesquisar novas formas de linguagem. Dentre outros, dois espetáculos desta nova fase causaram grande impacto. Quais seriam?

 

a) Os Iks

b) Claudinha está lá fora

c) O interrogatório

d) Mahabharata

e) Confissões de adolescente 

 

77. Em seu texto À margem da vida, Tennesse  Williams impôs à narrativa uma estrutura não  convencional. Em que consistia ela?

 

a) A trama se passava sempre num tempo futuro

b) Todas as cenas eram baseadas no Teatro Nô

c) Várias passagens não continham texto algum

d) O personagem Tom narrava e vivia a história

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

78. O ator e diretor Carlos Wilson, o popular Damião, estudou e deu aulas no Tablado durante muitos anos. A ele devemos algumas iniciativas que, com o tempo, haveriam de virar uma verdadeira coqueluche. Você identificaria alguma abaixo?

 

a) Criou o primeiro grupo experimental do Rio

b) Adaptou para o palco vários poemas épicos de Brecht

c) Adaptou para o palco clássicos da literatura brasileira

d) Fez teatro com e para adolescentes

e) Duas respostas estão corretas

 

79. Embora jamais tenha conseguido êxito em sua carreira como diretor, já que todos os espetáculos que encenou fracassaram, ainda assim Antonin Artaud é um dos principais nomes do teatro no século XX. Por que razão?

 

a) Após se aposentar, virou excelente crítico teatral

b) Escreveu O teatro e seu duplo

c) Propôs um “teatro da crueldade”

d) Combateu fervorosamente o naturalismo

e) Três respostas estão corretas

 

80. Um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, Plínio Marcos possibilitou a Tônia Carrero, na pele de uma prostituta, um dos melhores desempenhos de sua carreira. A peça estaria abaixo relacionada?

 

a) Abajur lilás

b) Quando as máquinas param

c) Dois perdidos numa noite suja

d) Barrela

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

81. Tida por alguns como incompreensível, Esperando Godot, de Samuel Beckett, foi recebida com entusiasmo por uma platéia que, teoricamente, não teria condições de apreender os conteúdos propostos pelo autor. Você sabe que platéia era essa e onde aconteceu a montagem?

 

a) Índios Sioux, planície do Arizona

b) Publicitários belgas, em Bruxelas

c) Presidiários de San Quentin, São Francisco

d) Prostitutas italianas, Roma

e) Seguidores do bispo Macedo, Del castilho

 

82. Uma das maiores atrizes nacionais de todos os tempos, Cacilda Becker cunhou uma frase que se tornou célebre. Ela estaria relacionada abaixo?

 

a) O teatro é o reino da sensibilidade

b) Não nos peçam para dar a única mrcadoria que temos para vender

c) Encenar dramalhões é conspurcar a Arte

d) Nelson Rodrigues é maior do que Shakespeare

e) Entrei para o teatro pensando em fugir de mim mesma

 

83. Um dos maiores críticos teatrais brasileiros, já falecido, estudou no Tablado, ali atuou como ator e diretor, e foi um dos fundadores da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). Você sabe quem foi?

 

a) Henrique Oscar

b) Paulo Francis

c) Martin Gonçalves

d) Armindo Blanco

e) Yan Michalski

 

84. O maior sucesso carioca da temporada de 99 foi um musical baseado na vida e trajetória artística de uma de nossas mais festejadas compositoras e intérpretes. O espetáculo consta da relacão que se segue?

 

a) Dolores

b) Crioula

c) Somos irmãs

d) Chiquinha Gonzaga 

e) nenhuma das respostas anteriores

 

85. Um dos maiores diretores teatrais da segunda metade do século XX, o argentino Victor Garcia morreu na miséria, em Paris, ainda muito jovem. Esteve no Brasil em duas ocasiões, encenando espetáculos memoráveis. Quais seriam?

 

a) Fim de partida e Esta noite se improvisa.

b) Hamlet e A noite do iguana

c) O balcão e Cemitério de automóveis

d) Senhorita Júlia e As lágrimas amargas de Petra von Kant

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

86. Autor de Fedra, Jean Racine (1639-1699) é considerado o maior trágico do classicismo francês. O que objetivou, fundamentalmente?

 

a) Expressar o desespero dos adolescentes apaixonados

b) Retratar os grandes mitos da cultura francesa

c) Modificar o comportamento das classes abastadas

d) Expressar o choque das paixões em versos alexandrinos

e) nenhuma das respostas anteriores 

 

87. Ele ficou conhecido como o “Molière italiano”. Escreveu, dentre outras, as peças Arlequim, servidor de dois amos e Mirandolina. Quem seria?

 

a) Carlo Goldoni

b) Maximo Cavaliere

c) Domenico Scarlatti

d) Antonio Sachi

e) nenhuma das respostas anteriores

 

88. De autoria de Jorge de Andrade, A moratória é considerada uma das grandes peças da dramaturgia brasileira. Qual o seu tema?

 

a) A falta de moral das classes dominantes

b) A crise cafeeira do final dos anos 20

c) A perseguição aos judeus do interior do Paraná

d) A queda da bolsa em 1929

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

89. Um dos principais grupos brasileiros, o Oficina tem sua trajetória associada sobretudo ao nome do encenador José Celso Martinez Corrêa. No entanto, antes dele, outros diretores estiveram à frente do grupo. Na lista abaixo, um deles está relacionado. Você conseguiria identificá-lo?

 

a) Aderbal Freire-Filho

b) Augusto Boal

c) Sérgio Britto

d) Gerald Thomas

e) Dois ítens estão corretos

 

90. Um dos maiores sucessos de Procópio Ferreira, Deus lhe pague foi montada recentemente no Rio de Janeiro, tendo como protagonista um ator que, até então, se destacara quase que exclusivamente como comediante. Quem seria?

 

a) Francisco Milani

b) Chico Anísio

c) Jô Soares

d) Benvindo Sequeira

e) Agildo Ribeiro

 

91. Um dos fundadores do Tablado está na relação abaixo e foi dele a direção de O moço bom e obediente, primeiro espetáculo exibido no teatrinho do Patronato da Gávea. Você saberia identificá-lo?

 

a) Anibal Machado

b) Martim Gonçalves

c) Jorge Leão Teixeira

d) João Sérgio Marinho Nunes

e) Oswaldo Neiva

 

92. No mesmo ano de sua fundação, 1951, o Tablado encenou mais dois espetáculos. Quais seriam?

 

a) O pastelão e a torta

b) A moça da cidade

c) A sombra do desfiladeiro

d) Nossa cidade

e) A interferências

 

93. Levado à cena no Tablado em 1953, um dos textos abaixo marca a estréia de Maria Clara Machado como dramaturga. Você sabe qual é?

 

a) O boi e o burro no caminho de Belém

b) O rapto das cebolinhas

c) Pluft, o fantasminha

d) O Chapeuzinho vermelho

e) A bruxinha que era boa

 

94. E já que tocamos em estréia: você saberia dizer quando e em que peça Maria Clara Machado atuou como atriz pela primeira vez no Tablado?

 

a) 1954, Nossa cidade

b) 1955, O baile dos ladrões

c) 1958, O jubileu

d) 1951, O moço bom e obediente

e) 1953, A via sacra

 

95. Figuras de inestimável importância para o Tablado, colaboradoras fiéis de Maria Clara Machado “desde sempre”, Eddy Rezende Nunes e Vânia Velloso Borges atuaram na primeira versão de Pluft, o fantasminha, em 1955. Em que papéis, respectivamente? 

 

a) Pluft e Julião

b) Maribel e Pluft

c) Sebastião e Tio Gerúndio

d) Julião e Maribel

e) Maribel e Mãe Fantasma

 

96. Sobrinha de Maria Clara Machado - de quem foi aluna e assistente durante 10 anos -, professora no Tablado, Cacá Mourthé é a atual diretora dos espetáculos infantis da casa.  Das montagens abaixo relacionadas, todas assinadas por ela, você saberia identificar qual marcou sua estréia como encenadora?  

 

a) O gato de botas

b) A gata borralheira

c) Pluft, o fantasminha

d) A Bela Adormecida

e) A coruja Sofia

 

97. Um dos maiores iluminadores do teatro brasileiro começou sua carreira no Tablado, de forma muito curiosa. Ainda adolescente, jogava peladas na pracinha em frente ao patronato e a bola seguidamente quebrava um vidro da casa. Foi então que Maria Clara o convidou a entrar para o Tablado - ao que parece, ao menos naquele momento, visando tão somente preservar o patrimônio da instituição. Você sabe quem foi o peladeiro que virou iluminador?  

 

a) Maneco Quinderé

b) Aurélio de Simoni

c) Paulo Cesar Medeiros

d) Jorginho de Carvalho

e) Renato Machado

 

98. A figurinista Kalma Murtinho e a cenógrafa Anna Letycia, dois expoentes em suas atividades, começaram no Tablado, onde ainda colaboram com frequência. Você saberia apontar as montagens que marcaram a estréia de cada uma delas na casa?

 

a) A escola das viúvas

b) A bruxinha que era boa

c) O matrimônio

d) O embarque de Noé

e) O rapto das cebolinhas

 

99. Em 1971, o Tablado levou à cena um de seus maiores sucessos, o musical Tribobó City. Esta montagem marcou o início de uma maravilhosa parceria entre Maria Clara Machado e um músico que viria a assinar a autoria, arranjos e direção musical de vários espetáculos no Tablado. Você sabe quem é ele?

 

a) Carlos Lyra

b) Egberto Gismonti

c) Ubirajara Cabral

d) Cecília Conde

e) Reginaldo de Carvalho

 

100. Fundador e diretor do Asdrúbal Trouxe o Trombone - o mais marcante grupo jovem das décadas de 70 e 80 - Hamilton Vaz Pereira foi aluno de Maria Clara Machado e estreiou como ator no Tablado. Em que montagem?

 

a) Camaleão na lua

b) Maroquinhas Fru-Fru

c) Maria Minhoca

d) Os embrulhos

e) O pastelão e a torta

 

101.Logo após sua chegada ao Brasil, em 1553, o padre jesuíta José de Anchieta começa a encenar autos com os nativos. Com que finalidade?

 

a) Torná-los mais cultos

b) Evitar confrontos armados

c) Estimular a antropofagia

d) Convertê-los à doutrina cristã

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

102. No século XVII, nada houve de significativo no campo teatral. Entretanto, no século XVIII, sob a influência da política do despotismo esclarecido do Marquês de Pombal, são construídos teatros na Bahia, Rio de Janeiro, Vila Rica, Recife, São Paulo e Porto Alegre. Com lotação em torno de 300 lugares, esses teatros ficaram conhecidos como:

 

a) Casa de Ópera

b) Teatro Real

c) Espaço Lírico

d) Sala Imperial

e) Casa de Artes

 

103. No século XIX, foi construído no Rio de Janeiro o primeiro teatro de grande porte, o Real Teatro de São João. Em seus alicerces foram usadas pedras antes destinadas para a catedral, o que levou o povo a encarar o fato como um sacrilégio e a vaticinar triste sina para este teatro profano, que acabou sendo por três vezes devorado pelo fogo. Este teatro ainda existe, só que com outro nome. Qual seria?

 

a) Teatro Dulcina

b) Teatro Serrador

c) Teatro Carlos Gomes

d) Teatro João Caetano

e) Nenhuma das respostas anteriores

 

104. Ao longo do século XIX, os espetáculos teatrais dividiam-se em três partes. Você saberia identificá-las?

 

a) Tragédia ou ópera / balé / farsa

b) Tragédia / ópera / balé

c) Tragédia / pantomima / balé

d) Ópera / concerto de câmera / tragédia

e) Só um ítem está correto

 

105. Visando terminar com o hábito de sempre se contar com atores estrangeiros para compor os elencos, João Caetano cria a primeira Companhia de Teatro Brasileira, em 1833, estreando com o seguinte texto:      

 

a) Antonio José ou O poeta e a inquisição

b) O conde de Monte Cristo

c) O príncipe amante da liberdade ou A independência da Escócia

d) Os três mosqueteiros

e) Othelo

 

106. Por muitos considerado o “pai do teatro de costumes” no Brasil, Martins Pena (1815-1848) criou personagens que, apesar de não terem grande densidade psicológica, simbolizavam diferentes tipos sociais de nosso país. Observador astuto e crítico mordaz de sua época, abordou diversos temas. Algum está presente na relação abaixo?

 

a) Corrupção nos serviços públicos

b) Contrabando de escravos

c) Exploração do sentimento religioso

d) Casamentos por encomenda

e) Todas as respostas estão corretas

 

107. Em 1846, a opereta francesa estréia no Brasil, fazendo sucesso arrebatador. O gênero constituía-se de uma peça musicada, de assunto cômico e sentimental, com estrofes cantadas e partes faladas. Tal êxito gerou adaptações e paródias, algo como a nacionalização do gênero, que desembocou no...

 

a) Teatro Experimental

b) Teatro Cômico

c) Teatro de Revista

d) Teatro de Variedades

e) Teatro Lírico-Farsesco

 

108. O carioca Renato Viana (1894-1953) é figura de proa na história do teatro brasileiro. Autor, diretor e professor, organizou vários grupos teatrais, fundou a Escola de Arte Dramática de Porto Alegre (1942) e dirigiu a Escola de Teatro Martins Pena. Viana estréia como autor, em 1918, com...

 

a) Voragem

b) Vertigem

c)  Ausência

d) A culpa

e) O medo

 

109. O Teatro do Estudante foi o responsável pela formação da primeira geração de atores modernos. Nasceu com o propósito de criar no Rio de Janeiro o modelo teatral existente nas universidades inglesas e na Sorbonne. Seu primeiro espetáculo, em 1938, foi Romeu e Julieta, de Shakespeare, com direção de Itália Fausta. Quem foi o criador do Teatro do Estudante?

 

a) Paulo Porto

b) Luiz Linhares

c) Sérgio Britto

d) Pascoal Carlos Magno

e) Fregolente

 

110. Maior dramaturgo brasileiro de todos os tempos, Nelson Rodrigues fez sua estréia nos palcos de forma discretíssima, em 1941, ficando apenas duas semanas em cartaz. Você sabe com qual texto?

 

a) Vestido de noiva

b) A mulher sem pecado

c) O boca de ouro

d) Dorotéia

e) A falecida

 

*     *      *

 

 

 

 

 

 

História do Teatro

(até o final do século XIX)

 Lionel Fischer

O Nascimento

         Tudo se inicia na praça do velho mercado de Atenas, a mais importante cidade-Estado da grécia so século VI a.C. Contra a vontade de Sólon, tirano e legislador eficaz mas nem sempre dedicado às sutilezas da sensibilidade, o povo preferiu acreditar em cada gesto de Téspis - um homem estranho, que ousava imitar os deuses e os homens.

         Grossa túnica nos ombros e tosca máscara sobre o rosto, Téspis desceu solene e grave os degraus do altar que improvisara sobre uma carroça. E sem esperar que os circundantes se refizessem do inesperado, afirmou: “Eu sou Dionisio”. Foi um sacrílego e surpreendente momento das festas que a tradição reservava ao deus da alegria; foi também o instante em que, pela primeira vez, um obscuro e arrogante grego se fez aceitar como deus de carne e osso pelos atenienses do mercado. E foi o começo de uma aventura espitirual que atravessaria os séculos, mesclando - à imagem do próprio homem - verdade e fantasia, riso e lágrimas: o nascimento do Teatro.

         No século seguinte, V a.C, quando a democracia se instalou na Grécia, começaram a ser organizados concursos que premiavam quem melhor falasse a sua linguagem e distraísse a multidão.

                                             A Tragédia Grega

         Na Atenas democrática do século V a.C, os grandes autores trágicos usariam de maneira mais racional, embora carregados de emocionalismo, os elementos que Téspis desorganizadamente vislumbrara nas suas imitações. . À túnica, à máscara, à luz das tochas e aos eventuais recursos de encenação improvisada incorporou-se a poesia como núcleo. Ao mesmo tempo, em substituição à pequena carroça de Téspis, implantou-se a grande plataforma fixa, um palco verdadeiro sobre o qual já se podia organizar um espetáculo, com atores, coro e arquibancadas, anualmente levantadas para um imenso público.

         Esse dimensionamento ganhou ainda maior proporção quando se escolheu um local para as representações: o terreno consagrado a Dionisio na encosta sudeste da Acrópole. Ali Ésquilo, Sófocles e Eurípedes tiveram encenadas quase todas as suas tragédias, sempre marcadas pelo mesmo tom ritualístico com que os clãs da Grécia arcaica celebravam Dionisio, a boa divindade da paixão e da embriaguez, capaz de transmitir a ilusão mágica de que os mortais comungam com a natureza divina.

                                    

                                        Como eram as tragédias


         Versando sobre realidades e mitos, as histórias das tragédias eram conhecidas de todos. Falavam de heróis legendários, em luta contra o Destino inexorável, e dos Deuses, sempre presentes para recompensar a coragem e punir a rebeldia. A partir do comportamento do herói diante das imposições do Destino, organizava-se toda a ação dramática.

 

A Catarse

         A catarse foi definida pelo filósofo Aristóteles como um fenômeno que purifica a alma das paixões sufocantes. De acordo com ele, “ao inspirar, por meio da ficção, certas emoções penosas, especialmente a piedade e o terror, a catarse nos liberta dessas mesmas emoções”.

 

A primeira Estética

da Arte Dramática

         Baseado na observação crítica das tragédias, Aristóteles construiu a primeira estética da arte dramática: a Poética. Nela acham-se definidos o pensamento, a fábula, o caráter, a linguagem, a melodia e a encenação - os seis elementos essenciais da obra teatral. Todos eles deveriam estar subordinados à regra das três unidades - ação, tempo e lugar -, observadas de certa maneira pelos autores gregos e pelos clássicos franceses muitos séculos depois. Uma curiosidade: o teatro grego é responsável pela invenção de dois termos para designar caracteres opostos: “protagonista” (herói) e “antagonista” (vilão).

 

Comédia: o Teatro

como Brincadeira

         Originada da parte mais alegre do ditirambo - cântico improvisado das primitivas procissões dionisíacas -, a comédia encerrava os festivais atenienses mostrando aos espectadores que o teatro é uma grande brincadeira.

         Os gregos associavam a comédia a personagens ridículas representadas como pessoas absurdas e ofensivas. Apresentada como uma forma burlesca da tragédia que a precedera, a comédia nem por isso deixava de dirigir críticas mordazes às instituições e às pessoas notáveis. Os próprios deuses eram objeto de sua contundente jocosidade. O maior comediógrafo grego foi Aristófanes, e  dentre os romanos citamos Plauto e Terêncio.

                                                 Roma domina o mundo e

o Cristianismo se impõe


         Durante todo o período de expansão política de Roma e na fase em que o império mostrava sinais de decadência, a comédia popular manteve um público certo. E nem mesmo a adoção do Cristianismo - impondo seus valores a um mundo que se fragmentava - foi suficiente para mudar de imediato os costumes. O povo continuava vibrando com a licenciosidade do mimo e da pantomima, forma dramática sem palavras, baseada na imitação mais ou menos estilizada. No século V, numa de suas primeiras manifestações de autoridade, a Igreja acabaria por excomungar os atores, medida que não foi suficiente para terminar com os espetáculos. Assim, no século seguinte, VI, os teatros foram rigorosamente proibidos de funcionar.

                                             Teatro Medieval: uma fantástica

 visão de sonho

         Nessa época, a Igreja detinha o monopólio da educação. Mas os espetáculos profanos não perderam sua força, apenas eram confinados no interior de feudos, mas precisamente dentro dos castelos senhorias. É aí que surge a figura do Menestrel. Ele era um misto de cantor da corte da primitiva Idade Média e do antigo jogral dos tempos clássicos. Dotado de impressionante versatilidade, o menestrel ocupou o lugar do poeta culto, especializado na balada heróica. Mas não assumiu apenas a função de poeta e cantor. Era a um só tempo músico, dançarino, ator, palhaço e acrobata, executando divertimentos de todos os gêneros, desde as canções de baile às histórias de fadas e lendas dos santos. O menestrel tentava o sensacional, as grandes tiradas, a poesia viva. O menestrel também sofreu a hostilidade do clero, diante do qual sucumbiram os cantores nos séculos VIII e IX. Assim, a partir dessa época, multiplicaram-se os artistas errantes e vagabundos, que se viam obrigados a procurar seu público nas estradas e feiras.

                                         Cultura: patrimônio da Igreja

         Aos camponeses convocados para festejar as datas católicas, eram didaticamente apresentadas as chamadas Moralidades, em que abstrações como a gula e a luxúria, consideradas pecados capitais, surgiam na forma de terríveis demônios. Esse apavorante teatro a serviço de idéias religiosas, continha ao mesmo tempo rústicos traços de tragédia, comédia e farsa. O programa cultural da Igreja atingiu completamente seu objetivo nos fins do século X. Com a aproximação do ano 1.000 passou-se a pregar o fim do mundo, o julgamento final e o terror da morte. Os homens viviam em constante estado de excitação religiosa, com peregrinações, cruzadas e excomunhões de imperadores e reis.

         O incipiente teatro medieval de inspiração religiosa é o resultado de uma fantástica visão de sonho. Com o reflorescimento do comércio e da vida urbana, no século XI, aparecem novas cidades e mercados, novas ordens e escolas, mas por muito tempo ainda se respirou a atmosfera apocalíptica do Juízo Final. Sobretudo na Espanha, a técnica das Moralidades passou a ser utilizada no drama litúrgico que se desenvolveu entre os séculos XII e XIII. O mais antigo exemplo que se conhece em língua castelhana é o Auto dos Reis Magos, peça que integrava o ciclo de Natal. Objetivando indicar os caminhos de salvação da alma, os Autos falavam dos episódios bíblicos e exaltavam a vida dos santos e mártires que haviam tombado em nome da fé. Eram geralmente peças em um ato, com indisfarçável caráter alegórico, que integravam as encenações cíclicas; na Espanha, tornaram-se famosos os ciclos de Corpus Christi (que celebrava o mistério da Eucaristia) e o da Paixão (quando se rememorava a tragédia de Cristo). As representações da Paixão compunham-se de numerosas cenas em seqüência, com centenas de atores. Elas duravam diversos dias e seus episódios, muitio mais do que simples situações dramáticas, demonstravam o gosto pelo espetacular e pelo movimento.

                              espaço de representação na Idade Média

         A Idade Média não criou um edifício teatral próprio. No início, os espetáculos se confundiam com o próprio ofício religioso. Tinham lugar dentro ou diante do pórtico das igrejas. Mais tarde, foram transferidos para a praça pública. Uma tela imensa, fixada por cordas, cobria os espectadores. Os privilegiados dispunham de camarotes especiais, mas essa hierarquia não destruía o espírito de celebração, de caráter eminentemente religioso. A praça estimulava o comparecimento do povo, que se mostrava arredio a locais fechados. Assim, o drama religioso estava destinado a se fundir com os gêneros profanos. Os Autos Sacramentais começaram a ser montados sobre carroções, nos quais se armavam complicados cenários e engenhosos maquinismos, capazes de proporcionar a ilusão de milagres e aparições de santos e diabos. E, além dos truques técnicos, o teatro incorporou o luxo dos figurinos. Renovado anualmente, o traje dos atores era então de uma riqueza extraordinária. Embora os artistas itinerantes se vissem obrigados a atuar nessas peças didáticas e maniqueístas, em que o catolicismo levava à salvação e a irreligiosidade à danação eterna, muitos deles já começavam a ganhar certo prestígio em repertórios que prenunciavam a liberalização renascentista.

 Renascença: o homem como medida

de todas as coisas

          Desde o final da Idade Média, as grandes casas senhoriais contratavam seus próprios atores em substituição aos antigos menestréis. Nas datas festivas, sobretudo no Natal e nos casamentos, esses comediantes encenavam peças especialmente escritas para a ocasião. Mas mesmo quando se organizavam em companhias independentes, continuavam respeitando a relação de serviço, pois submetendo-se ao patronato ganhavam proteção contra a animosidade das autoridades da cidade. Além disso, recebiam uma pequena anuidade e somas extras quando representavam na casa do amo. Os atores domésticos são herdeiros diretos dos menestréis e bobos da corte e estabelecem o elo com os artistas profissionais da Renascença, do Barroco e da Idade Moderna. Com a gradual decadência das velhas famílias e o fortalecimento do poder real, os comediantes tiveram a princípio de se sustentar por si mesmos. No entanto, a centralização da vida cultural e palaciana em cidades como Florença, Londres, Madri e Paris serviu de poderoso incentivo para a formação de companhias regulares de teatro. Os países europeus achavam-se então em plena Renascença, quando as artes começaram a se emancipar dos dogmas eclesiásticos para se ligar intimamente à filosofia humanista. O teatro sofreu de alguma forma essa evolução, embora a drama religioso despontasse ainda com certa insistência na obra de portugueses (como Gil Vicente) e espanhóis do chamado Século de Ouro (XVI e XVII), sendo os mais renomados Lope de Vega e Calderón de la Barca - O Brasil também conheceu esse drama teatral didático e religioso na época da colonização, através dos autos do jesuíta e poeta espanhol José de Anchieta. Instrumento de catequização, o teatro jesuíta apoiava-se nas lendas dos mártires e dos santos, incluindo histórias do velho testamento e da mitologia clássica, mostrando em cenas horripilantes as conseqüências da heresia e da maldade.

 

Lope de Vega: criador da moderna dramaturgia

        

         A Lope de Vega se deve o estabelecimento das fórmulas da Comedia Nueva, que reduziu a três o número de atos, fundiu os elementos trágicos e cômicos, dinamizou a ação e a intriga, e repeliu as unidades aristotélicas de tempo e lugar. (segundo o próprio, teria escrito 1.500 comédias, se conhecem 426, dentre elas 42 Autos Sacramentais). A Comedia Nueva era encenada nos corrales, teatros públicos urbanos surgidos na Espanha. Consistiam de um pátio cercado de casas, que as ordens religiosas alugavam às companhias. Tratava-se de um teatro a céu aberto, com um pequeno palco coberto e um cenário simples. As funções duravam duas ou três horas, terminavam pouco antes do pôr-do-sol e eram repetidas três vezes por semana. Esse foi um dos primeiros teatros a se diferençar das representações da Igreja e dos espetáculos encenados na corte.

 

Commedia dell’ Arte: Teatro do povo

 

         Na Itália, onde uma rica classe de banqueiros e comerciantes havia estabelecido as premissas do desenvolvimento capitalista do Ocidente, a nova cultura artística aflorou mais rapidamente. Assim, já em meados do século XVI, os atores e as companhias se profissionalizaram através da commedia dell’arte, uma forma de teatro popular surgida em oposição à comédia literária e erudita de autores como Ariosto, Aretino e Maquiavel, que seguiam fielmente o modelo clássico romano estabelecido por Plauto e Terêncio. A commedia dell’arte vulgarizou a trama, as intrigas e as situações, aproveitando máscaras e trajes carnavalescos e os grandes recursos da pantomima popular. Permitindo ao ator ilimitados recursos de improvisação, o gênero fez do intérprete o mais importante elemento do gênero teatral. Embora os intérpretes devessem seguir os achados cômicos (lazzi) e respeitar os roteiros básicos (canovacci), havia extrema liberdade de variações. Assim, era válida a idéia de que os diálogos se conjugasse de acordo com a fantasia do momento. Essa liberdade criadora, paradoxalmente, confina-se por outra limitação: os atores fixavam-se sempre numa “máscara” , especializando-se em determinado papel, pelo qual ficavam famosos, até a morte. Com base num esquema, os cômicos davam largas à sua imaginação. Mas, na realidade, eles acabavam por ser autores de um só tipo. Geralmente, o espetáculo mostrava um casal de namorados em luta contra a proibição dos pais, em meio a intrigas e acrobacias dos criados e intervenções do Arlequim, da Colombina, de Pantaleão, do Doutor e do Capitão. As companhias itinerantes fizeram da commedia dell’arte um dos gêneros mais populares de toda a Itália, com profundos reflexos no teatro europeu da época. Contudo, a pobreza do texto, provocando desequilíbrios no espetáculo, constituiu o principal fator de sua decadência. No século XVIII, Goldoni, autor máximo do teatro veneziano (citar peças do cara), iria se inspirar na commedia dell’arte para escrever suas principais peças de costumes, mas teria o cuidado de limitar a palhaçada gratuita e a improvisação arbitrária.

         De qualquer forma, a commedia dell’arte pode ser considerada o ponto de partida das diferentes e posteriores formas de teatro do povo que culminariam no drama shakespeariano.

 

O Teatro Elisabetano

 

         O drama medieval, que consistia principalmente em festas públicas e pantomimas, fora transformado pelos humanistas num trabalho de arte literária. Shakespeare - que dispensa maiores apresentações - adotou essa inovação, conservando ainda a separação medieval entre palco e platéia, além da mobilidade de ação do drama religioso. mas no conteúdo e na tendência, seu teatro foi determinado pela estrutura social e política da época - época do realismo político, que leva o conflito dramático da própria ação à alma do herói.

         Um fato importante aconteceu com a dramaturgia inglesa: os primeiros dramaturgos profissionais do país já não escreviam exclusivamente para a corte e passaram a apresentar suas peças nos pequenos teatros londrinos recém-inaugurados: The Theatre, The Rose, The Globe e The Fortune. E a platéia era bastante heterog6ena, embora as classes superiores constituíssem a grande maioria.      

 

O Classicismo Francês

 

         No mesmo momento em que o teatro renascia em Londres, os autores franceses lançavam sérias críticas à obra de Shakespeare, a quem não perdoavam o desprezo pelas regras aristotélicas, principalmente desrespeito à unidade de tempo e espaço e à nítida separação de elementos trágicos e cômicos. Ou seja: os dramaturgos franceses do século XVII seguiam fielmente as regras estabelecidas pela Poética de Aristóteles. Mas sua obra, quando comparada à dos gregos, é repleta de artificialismo e arbitrariedade, pois faltava-lhes o sentido trágico que os atenienses haviam encontrado naturalmente em sua comunidade. Apesar de tudo, o teator de Corneille e Racine atingiu momentos de grande perfeição formal.

 

Molière

 

         É o maior nome do teatro francês da época. Embora pertencente à classe média, como a maioria dos escritores do período, Molière conquistou os salões porque não era um simples executante de trabalho manual, a cujo respeito a nobreza nutria seu mais antigo preconceito. Além disso, não punha em xeque a instituição da monarquia, a autoridade da Igreja e os privilégios da corte. Mas, ao colocar em cena heróis que reagiam com empenho diante de um problema - em O Tartufo, diante da religião; em Don Juan, diante do amor; em O Misantropo, diante da sociedade -, e ao descrever impostores, falsos devotos e maus cristãos, Molière angariou a fúria dos censores. Suas peças continham mais verdade do que seria desejável. Mas, sempre que pôde, o autor de O Burguês Fidalgo não deixou de criticar a estupidez dos nobres, com a mesma irreverência com que mostrou a vulgaridade de camponeses, pequenos comerciantes e burgueses.

 

 

Século XVIII: dramas burgueses

 e tragédias político-históricas

 

         Neste século surge o drama burguês. Esse teatro exprimia anseios romântico-emocionais, mas acabava insistindo nas convenções herdadas do classicismo. Sem compreender a verdadeira diferença entre tragédia e tristeza, o público preferia sempre um desenlace satisfatório. Os principais nomes do drama burguês - Lilo, Diderot e Lessing - escreveram peças em que o indivíduo era condicionado pela realidade do cotidiano. Ao mesmo tempo, na corte de Weimar (Alemanha), Schiller e Goethe desenvolviam o classicismo alemão, criando dramas e tragédias político-históricas movidos por intenções idealistas.

 

Século XIX

 

         Neste século, numa tentatitiva de desmistificar a figura do herói romântico e idealista, e certamente visando conferir à cena uma maior carga de verdade e atualidade, surge o Naturalismo. Um dos pilares desse movimento foi o escritor francês Émile Zola, que dizia que o artista deveria descrever subjetivamente a realidade, transformando-se em verdadeiro pesquisador com intenções pedagógicas e críticas. O primeiro grande dramaturgo a trabalhar com conceitos naturalistas foi o sueco Strindberg em obras como O Pai e Senhorita Júlia. Esse naturalismo foi convertido mais adiante em Realismo, cujo maior nome é o norueguês Ibsen - temos também Gogol, Bernard Shaw, Tchecov etc.

 

Qual a diferença entre Naturalismo e Realismo?

 

         O conceito de Naturalismo pressupõe uma cópia fiel da realidade - o realismo dispensa essa rigidez quase que fotográfica.

 

Antoine: encenações naturalistas

 

         Um dos primeiros grandes encenadores do teatro moderno foi Antoine (1859-1943). Fundador do teatro Livre de Paris e do teatro Antoine, ele introduziu o Naturalismo na encenação. Ele pretendia copiar a vida em todas as suas minúcias, empregando para isso recursos de iluminação e cenários que transformavam o palco numa grande fotografia. Se a ação se desenrolava num açougue, por exemplo, fazia do palco um verdadeiro açougue. Dos atores, exigia não apenas que interpretassem, mas que vivessem os personagens com total identificação. A ele se deve a introdução do conceito de “quarta parede”, um dos pontos básicos da interpretação naturalista: os atores deviam considerar a boca do palco como a quarta parede do cenário, a fim de ignorarem o público e atingirem a plena verdade dos personagens (aqui, inserir a piada do incêndio).

 

Os simbolistas: rejeição ao Naturalismo

 

         Mas essa obsessão por copiar a realidade acabou sendo contestada pelos adeptos do Simbolismo - escola literária que pregava a expressão subjetiva através de símbolos. No teatro, os artistas contrários aos naturalistas sustentavam que eles, no fundo, padeciam de falta de imaginação. Ao invés, por exemplo, de copiar em cena um açougue, os simbolistas achavam muito mais válido e teatral apenas sugeri-lo por meio de abstrações, ou seja, apresentar uma idéia estilizada que dele se fazia. Essas idéias, que também seriam aproveitadas pelos expressionistas, possibilitaram o nascimento de uma estética teatral que utilizava muito mais recursos de luz, som, movimento, cor e volume, como instrumentos a serviço da projeção da ação dramática. E os maiores responsáveis pela rejeição ao rígido esquema naturalista foram encenadores como Stanislavski, Meyerhold, Max Reinhardt, Adolphe Appia, Gordon Craic, Jacques Copeau, Artaud, Brecht, Piscator, Charles Dullin, Louis Jouvet, Jean Louis Barrault, Jean Villar, Roger Planchon, Gaston Baty e mais adiante Victor Garcia, Julian Beck e Judith Malina, Tadeuz Kantor, Eugenio Barba e o maior de todos, Peter Brook.

 

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

 Teatro/Crítica


"Onde fica a curva?"


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Munição para a vida


Lionel Fischer


"A peça se passa em um vestiário de uma fábrica e narra a trajetória de duas mulheres que se conhecem durante o intervalo de suas jornadas de trabalho. Esse encontro casual abre caminho para elas refletirem sobre suas vidas e os tempos atuais, desencadeando assim uma profunda transformação em seus destinos".

Extraído do ótimo release que me foi enviado, o trecho acima explicita o contexto em que se dá "Onde fica a curva?", peça encenada na Sala Multiuso do Sesc Copacabana. O texto leva a assinatura de Carolina Lavigne, estando o elenco formado por Michele Cosendey e Catarina Dall'orto, também responsáveis pela idealização do projeto. Nina da Costa Reis responde pela direção.

Como todos sabemos, curva é um substantivo feminino, que permite muitas interpretações além de seu sentido óbvio. No presente caso, talvez seja lícito supor que a palavra possa ser entendida como um desvio, uma tentativa de alterar uma realidade massacrante e a partir desta ruptura conferir um novo sentido à vida. Tal suposição é decorrente de algumas questões levantadas pelas personagens: "Já parou pra pensar pra onde vai o que a gente constrói? Quem se beneficia? Quem lucra e quem perde? Quem é o alvo? Pra quem a gente realmente trabalha?"

Tais perguntas jamais são respondidas concretamente, o que constitui uma sábia decisão da autora. Sim, pois seja o que for que a dita fábrica produza - e ainda que, supostamente, possam ser armas -,  o essencial diz respeito aos breves e sucessivos momentos em que a atividade mecânica das personagens dá lugar a uma progressiva necessidade de mútuo conhecimento, de exposição de anseios e fragilidades, de compartilhamento de emoções há muito represadas.  

Com relação à montagem, Nina da Costa Reis impõe à cena uma dinâmica em total sintonia com o material dramatúrgico, valorizando ao máximo os conteúdos propostos através de marcações extremamente expressivas e de uma precisa manipulação dos tempos rítmicos. Além disso, extrai ótimas performances de Michele Cosendey e Catarina Dall'orto, tanto no que se refere ao texto articulado como ao universo gestual. 

No tocante à equipe técnica, destaco com o mesmo entusiasmo as contribuições de Miwa Yanagizawa (colaboração artística), Julianna Firme (preparação corporal), Julia Marina e Mag Pastori (cenografia), Tiago Ribeiro (figurinos), João Gioia (iluminação) e Transbordo Produções - Augusto Feres e Paulo Beto.







sábado, 12 de agosto de 2023

 Teatro/Crítica


"Restos na Escuridão _ Engenharia Reversa"


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Montagem imperdível no Porão da Laura


Lionel Fischer


"Um trabalho de investigação, um estudo cênico sobre o reverso da cena. Todos os elementos, materialidades, intuições que constituem a criação teatral de trás para frente. Tudo aquilo que não aparece de forma mais explícita e que vai constituir o teatro. É um trabalho a partir de três textos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett ("Cadência", "Passos" e "Não Eu"), mas é uma dramaturgia de ator, uma dramaturgia de ensaio".

Extraído do ótimo release que me foi enviado, o trecho acima explicita as premissas essenciais de "Restos na Escuridão - Engenharia Reversa", em cartaz no Porão da Casa de Cultura Laura Alvim (Sala Rogério Cardoso). Fábio Ferreira e Carolina Virgüez respondem pela dramaturgia, cabendo ao primeiro a direção do espetáculo. Carolina é a única intérprete em cena.

Tão logo fica evidente que algo se iniciou, a atriz nos dá a seguinte informação: isto não é uma peça, isto não é um espetáculo. E em poucas palavras tenta resumir os objetivos que nortearam o processo de criação. Mas logo suas informações se fundem com lembranças dos ensaios, sendo tal fusão realizada com tamanha maestria que só mais adiante nos damos conta de que fomos conduzidos para um outro lugar. E são muitos os deslocamentos propostos, sempre imprevistos e invariavelmente fascinantes.   

E nesse momento, faço a opção de não entrar em maiores detalhes sobre o que assisti, pois fatalmente acabaria revelando algo que meus leitores (se é que os possuo) merecem usufruir presencialmente. Seja como for, torna-se imperioso destacar a excelente dramaturgia, assim como o belíssimo desenho cênico criado por Fabio Ferreira. Com relação a Carolina Virgüez, a atriz exibe uma vez mais seus excepcionais recursos expressivos e sua deslumbrante capacidade de entrega. Para mim, é sempre um privilégio vê-la em cena. E certamente não são poucos os que pensam como eu.

Finalmente, gostaria de ressaltar as maravilhosas contribuições de toda a equipe técnica, sem dúvida indispensáveis para a materialização deste espetáculo imperdível, um dos melhores da atual temporada - Fabio Ferreira (instalação cênica), Renato Machado (iluminação), Cleber de Oliveira (visagismo), Luiza Marcier (figurino), Felipe Storino (trilha sonora), Paulo Mantuano (direção de movimento) e Jaqueline Priston (preparação vocal).

RESTOS NA ESCURIDÃO - ENGENHARIA REVERSA  - Texto de Fábio Ferreira e Carolina Virgüez. Direção de Fabio Ferreira. Performance de Carolina Virgüez. Porão da Casa de Cultura Laura Alvim (Sala Rogério Cardoso). Sexta e sábado, 19h. Domingo, 18h.




   


terça-feira, 11 de julho de 2023

Teatro / Crítica


"Kafka e a boneca viajante"


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Humor e lirismo no CCBB


"Referência obrigatória na literatura mundial do século XX, o escritor Franz Kafka (1883-1924) teria vivido, já no fim da vida, uma história curiosa. Ao caminhar por uma praça perto de sua casa, encontrou uma menina que chorava por ter perdido sua boneca. Sensibilizado pelo sofrimento da criança, ele passou a escrever cartas à menina como se fossem enviadas pela boneca, em que descrevia suas incríveis aventuras pelo mundo. A bela e intrigante história já foi contada em livros, contos e peças, mas até hoje não há provas de que realmente tenha acontecido – as cartas jamais foram encontradas, tampouco a dona da boneca".

O trecho acima, extraído do ótimo release que me foi enviado pela assessora de imprensa Leila Grimming, sintetiza o contexto em que se dá "Kafka e a boneca viajante", em cartaz no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil. Projeto idealizado por Felipe Heráclito Lima, o texto de Rafael Primot é uma adaptação do romance homônimo do catalão Jordi Serra I Fabra. João Fonseca assina a direção do espetáculo, que tem elenco formado por Alessandra Maestrini (Brígida, a boneca), Carol Garcia (Rita, a menina), André Dias (Sr. K (Kafka) e soldadinho de chumbo) e Lilian Valeska (Dora / Gaivota).

Como expresso no parágrafo inicial, não há nada que comprove que Kafka tenha escrito cartas para uma menina desolada pela perda de sua boneca. Mas poderia tê-lo feito, já que nutria particular afeição por missivas ("Carta ao Pai", "Cartas a Milena" e "Cartas a Felice"). Seja como for, o que importa ressaltar é o excelente trabalho dramatúrgico de Rafael Primot, pleno de humor, delicadeza e lirismo - há muito não testemunhava tamanho encanto por parte de uma plateia, seja durante o espetáculo ou ao seu término.  

Mas é claro que tal encanto também se deve à belíssima encenação de João Fonseca, cuja atmosfera nos remete à dos contos de fada e ao mesmo tempo enfatiza o prazer do jogo teatral, a alegria de estar em cena, a indispensável cumplicidade entre quem faz e quem assiste. Sem dúvida, um dos grandes destaques da atual temporada.

Com relação ao elenco, já disse incontáveis vezes que este país pode carecer de tudo, menos de grandes intérpretes. No presente caso, Alessandra Maestrini nos presenteia, mais uma vez, com uma interpretação extraordinária, tanto nas passagens faladas quanto naquelas em que o canto predomina. Lilian Valeska também exibe atuação impecável, o mesmo ocorrendo com Carol Garcia - a atriz apresenta aqui a melhor performance de sua carreira. André Dias está irrepreensível nos dois personagens que interpreta. 

No tocante à equipe técnica, parabenizo com o mesmo entusiasmo as preciosas colaborações de todos os envolvidos neste projeto deslumbrante - Tony Lucchesi (direção musical), Marcia Rubin (direção de movimento), Nello Marrese (cenário), Paulo Cesar Medeiros (iluminação), João Pimenta (figurino) e Everton Soares (visagismo).

KAFKA E A BONECA VIAJANTE - Texto de Rafael Primot. Direção de Josão Fonseca. Com Alessandra Maestrini, Carol Garcia, Lilian Valeska e André Dias. Centro Cultural Banco do Brasil. Quinta a sábado, 19h30. Domingo, 18h.

  

segunda-feira, 26 de junho de 2023

 

 

‘1º FESTIVAL DE TEATRO AMIR HADDAD’É REALIZADO NO RIO DE JANEIRO

Celebrando os 86 anos de Amir Haddad, evento reúne um recorte de peças do encenador e diretor teatral a preços populares e uma extensa programação cultural gratuita na Casa do Tá na Rua, na Lapa.

Uma das maiores referências do teatro nacional, o diretor e encenador Amir Haddadteráseus 86 anos celebrados com a mesma maestria que imprime em seus trabalhos. A famosa comemoração que acontece a cada 02 de julhoentre amigos será, este ano, extensiva a todos. Entre 03 e 16 de julho acontece o 1º Festival de Teatro Amir Haddad, evento realizado no Centro Cultural Casa do Tá na Rua, na Lapa, que vai reunir uma programação cultural vasta ao longo de 13 dias. Idealizado e com curadoria assinada porMáximo Cutrim, ator e integrante do Tá na Rua, com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/SMCe realizado pelo Instituto Tá Na Rua, o Festival exibirá espetáculos dirigidos por Amir com ingressos a preços populares(inteira a R$ 20), além de uma gama de atividades artísticas gratuitas.

O Festival trará uma seleção cuidadosa de peças teatrais de diversos gêneros, estilos e formatos, todas dirigidas e/ou supervisionadas por Amir, com diversos atores em trabalhos de muita importânciapra cena teatral brasileira. Dentre eles estáAndrea Beltrãocom sua“Antígona;Pedro Cardosocom“Recém-Nascido”; Cláudia Abreuem“Virgínia;Clarice Niskierapresentará em repertório“A Alma Imoral”, “A esperança na caixa de chicletes pingpong”e“Coração de Campanha;Gilson de Barroscom“Riobaldo” (trilogia “Grande Sertão, Veredas”);Vanessa Gerbelliem “Sombras no final da escadaria”; Lorena da Silva em “A mulher ideal”; o Teatro Universitário Carioca (TUCA) com “Re-acordar”, o Grupo Tá Na Ruacom “Geografia Popular” e “Zaratrusta”, comViviane Mosé, que se apresentará com o próprio Amir interpretando Zaratustra, de Nietzsche.

“Com uma brilhante trajetória no teatro, Amir é um dos grandes nomes da cena teatral brasileira onde, com seu trabalho inovador e impactante, influenciou gerações de artistas e apaixonados por teatro. Estar à frente desse festival com apenas 26 anos é uma grande honra e responsabilidade. Sou natural de São Luís (MA), e nos últimos oito anos tenho me dedicado integralmente a estar ao lado de Amir, aprendendo todos os dias. Me sinto preparado e amparado para estar vivendo esse momento, e a ideia é cravar de vez o legado e a importância de sua obra na vida cultural do Brasil. E como nada se faz sozinho, muito menos no teatro, conto com o direcionamento leal da nossa coordenadora e matriarca Maria Helena e todos os meus colegas de grupo”, reitera Máximo Cutrim.

Dono de uma mente inquieta e com abordagem visionária, Amir dirigiu espetáculos de grande diversidade temática e estilística, explorando desde clássicos da dramaturgia universal até obras contemporâneas de autores nacionais e internacionais. O Festival realizauma homenagem ao legado de Amir em vida, numa oportunidade de celebrar sua contribuição à cultura brasileira. Para o aniversariante homenageado, comemorara nova idade recebendo um festival de teatro que leva o seu nome lhe causou surpresa.

“Eu nem sei ao certo associar uma coisa à outra, mas o que me espanta muito é, ao fazer um levantamento dos espetáculos do panorama teatral do Rio de Janeiro e do Brasil, no geral, é que tenha tantos espetáculos com a minha assinatura. E a maioria deles monólogos, porque é muito difícil montar uma peça, mas com os melhores atores e atrizes do país. Ver tudo assim, reunido, em quantidade, qualidade e diversidade da minha produção cultural é o maior barato, porque dá uma perspectiva da minha produção, e com o sentimento de potência e vigor físico, mental e intelectual muito grande dos quais eu ainda sou possuidor”, celebra.

Aos 66 anos de atividade profissional, passa longe qualquer possibilidade de retiro ou aposentadoriapara Amir.“Eu trabalho intensamente. Eu nunca fiz outra coisa da minha vida, eu vivo e sempre vivi do teatro, sou muito grato por ter escolhido essa profissão. O teatro não me negou nada e eu me dei por inteiro. Eu gostaria que este Festival produzisse uma reativação da vida cultural brasileira e carioca e, mais ainda, restabelecesse o nível de inquietação e interesse pelo teatro. Porque de repente fica parecendo que o teatro é uma atividade morta e ultrapassada, quando, na verdade, é a única forma de manifestação viva que nós temos. Passada a pandemia, só nos resta a presença. E a presença é o teatro”, sentencia.

Além das apresentações teatrais, o festival também contará com uma série de atividades paralelas relacionadas à trajetória de Amir, como oficinas, conversas, exibição de filmes, performances musicais e uma exposição imersiva. Durante duas semanas, o Centro Cultural Casa do Tá Na Rua será espaço de aprendizado, troca de ideias e interação entre artistas, estudantes, amantes do teatro e toda a comunidade interessada. Os ingressos para as peças, a preços populares, e as oficinas gratuitas serão disponibilizados ao públicono Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/festivalamirhaddad. As demais atividades terão suas senhas distribuídas no proporio local, uma hora antes do início. Aprogramação completa do Festival pode ser conferida abaixo e no perfil @festivalamirhaddad.

Amir não vê tanta diferença no seu fazer artístico em relação a outras fases. “Não existe um padrão para 86 anos, a variedade é muito grande, o que temos é a vida de cada um. Mas eu estou desta maneira: poderoso, ereto, forte, viril, criativo e energizado. E tem outros com a mesma idade que já engoliram a dentadura. Eu sou uma pessoa muito intensa, com muita vida, nunca tive pausa ou intervalos, sempre precisei viver intensamente. Continuo fazendo as coisas que sempre quis e gosto de fazer, e o que me chega às mãos pra fazer, como se tivesse 16, 19 anos. Graças a Deus sempre tive oportunidade de trabalhar, sou uma pessoa permanentemente interessada no mercado e por quem o mercado se interessa. Eu tenho o que dizer - e tem gente que se interessa em ouvir.O teatro é matéria de salvação”, finaliza.

 

 

SERVIÇO:

1º FESTIVAL DE TEATRO AMIR HADDAD

Local: Centro Cultural Casa do Tá na Rua

Endereço: Av. Mem de Sá, 35, Lapa – Rio de Janeiro

Quando:  03 a 16 de julho - nos dias 08 e 09 de julho não haverá programação -

Programação Gratuita – A partir das 16h

Espetáculos Teatrais - Sempre às 20h - Ingressos R$ 20 (inteira)

Informações e Programação Completa: https://www.instagram.com/festivalamirhaddad/

Classificação Indicativa: Livre

 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Amir Haddad

Idealização e Curadoria: Máximo Cutrim

Coordenação: Maria Helena da Cruz

Direção de Produção: Maria Ines Vale Produções

Direção Criativa: Criação Máxima e Noix

Produção Executiva: Ísis Martins

Direção de Marketing: Evandro Castro Neto

Programação Visual: Farpa/ Leandro Felgueiras

Grupo Tá Na Rua: Renata Batista, Máximo Cutrim, Evandro Castro, Rozan Borges, Luciana Pedroso, Carol Eller, Daniel Ávila, Marcelo Evangelista, Maria Clara Coelho e Giovanna Cherly.

Cenografia e Direção de palco:  Ana Paula Casares

Iluminação e Operação de luz: Paulo Denizot

Figurino: Renata Batista

Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado e Bruno Morais

Vídeo: Fabio Pereira e Evandro Castro Neto

Fotografia: Marcos Batista e Mariana Pêgas

Foto de Divulgação / Fotógrafo: Vidafodona

Ass. de foto: Lara Pazini / Gaffer: Stirling

Assistentes de Produção: Raphael Pena e Maíra Athayde

Coordenação Técnica: Guilherme Penedo

Operação de Som: Jackson Marques

Exposição:

Clélio de Paula - Tecnologia 3D

Chico Couto - Montagem de Vídeo

Isadora Figueira - Curadoria

Ana Paula Casares - Cenografia

Cinemateca do MAM - que Digitalização de Acervo

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Prêmio Cesgranrio de Teatro 2022

     Indicados do Segundo Semestre


FIGURINO

João Pimenta - "Ficções"

Ligia Rocha, Marco Pacheco e Jemina Tuany - "Marrom, o musical"

Rocio Moure - "Órfãos"


CENOGRAFIA

Artur Luanda Ribeiro e André Curti - "Enquanto você voava, eu criava raízes"

Bia Junqueira - "Ficções"

Natália Lana - "Órfãos"


ILUMINAÇÃO

Artur Luanda Ribeiro - "Enquanto você voava, eu criava raízes"

Bernardo Lorga - "Tráfico"

Paulo César Medeiros - "Ficções"


ATOR

Amaury Lorenzo - "A Luta"

Robson Torinni - "Tráfico"

Thelmo Fernandes - "Dignidade"


ATOR EM TEATRO MUSICAL

Tauã Delmiro ("As metades da laranja - Uma comédia musical"

Tiago Barbosa (Clube da esquina - Os sonhos não envelhecem"


CATEGORIA ESPECIAL

Elenco de "Sem palavras"

João Roberto Faria (livro "Teatro e escravidão no Brasil"

Kenia Dias - direção de movimento de "Sem palavras"


ATRIZ

Deborah Evelyn - "Três mulheres altas"

Denise Fraga - "Eu de você"

Vera Holtz - "Ficções"


ATRIZ EM TEATRO MUSICAL

Letícia Soares - "Marrom, o musical"

Lilian Valeska - "Marrom, o musical"

Marya Bravo - "Clube da esquina - Os sonhos não envelhecem"


DIREÇÃO MUSICAL e TRILHA SONORA

Federico Puppi - "Enquanto você voava, eu criava raízes"

Federico Puppi - "Ficções"

Guilherme Terra - "Marrom, o musical"


TEXTO NACIONAL INÉDITO

Marcio Abreu e Nadja Naira - "Sem palavras"

Rodrigo Portella - "Ficções"


DIREÇÃO

Artur Luanda Ribeiro e André Curti - "Enquanto você voava, eu criava raízes"

Marcio Abreu - "Sem palavras"

Rodrigo Portella - "Ficções"


ESPETÁCULO

"Enquanto você voava, eu criava raízes"

"Ficções"

"Sem palavras"

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