Caros amigos da FITA.
Estou imensamente agradecida pelo privilégio de ter sido nomeada pelo seu criterioso júri com o premio especial ao espetáculo "Preferiria Não?" e minhas atividades dentro dele.
Gostaria que, por favor, repassassem meus agradecimentos a cada um desta capacitada Comissão de Júri, que demonstra seu imenso amor ao teatro já ao se comprometerem à tarefa envolvente e madura de assistir a cada espetáculo com a receptividade que envolve aceitação das diferenças, olhar de interesse de 360 graus, discernimento vindo de sabedoria da disciplina do teatro, esta arte milenar que os gregos praticavam para "cura" do espectador (nada menos do que isso) por tratar não apenas de fortuitas circunstâncias, mas de temas da natureza humana que une a todos, sempre de forma libertária e amorosa!
Eu sei, e é notório, o gabarito profissional e artístico de cada um deles, como sabemos também que exercem pessoal e unicamente, marcantes traços únicos e originais, de qualidades que os levaram a ser convidados para tal importante atividade pela FITA, (que por nove batalhadas vezes, em tudo prima por suas escolhas extremamente afinadas a seu nobre compromisso de manutenção do teatro no seu melhor nível, e buscando basicamente a exposição das tão diferentes expressões da arte cênica.
Cada componente deste júri, com suas vocações e suas carreiras praticadas na alta plataforma de sua integridades, nos repleta, especialmente, de alegria com esta distinção que recebemos!
Parabenizo os diretores da FITA e Sergio Fonta, Ana Kutner, Daniele Ávila Small, João Coelho e Lionel Fischer, esses a quem também agradeço profunda e emocionadamente por valorizarem meus trabalhos específicos de direção, texto, adaptação, coreografia, sonoplastia e interpretação solo no espetáculo de minha mais recente criação intitulado “Preferiria não?”
Para quem exercer essas funções em um repertório com mais de dezena de peças em cartaz permanente, ter a distinção de cada uma nomeada é um prêmio a mais, acreditem!
Desejo a todos do júri suas próprias e contínuas realizações e a mesma plenitude e estímulo gigantesco que me proporcionam com esta enorme distinção, bem no ano em que já começo a comemorar meus 45 anos de teatro.
Obrigada, profissionais queridos, generosos e amáveis!
Denise Stoklos 21/12/2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
FITA 2011
Em cerimônia realizada ontem no Teatro NET Rio, foram conhecidos os vencedores da 9ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra. Com curadoria de João Carlos Rabello e júri composto por Sérgio Fonta (presidente), Ana Kutner, Danielle Ávila, João Coelho e Lionel Fischer, o evento premiou os profisisonais abaixo:
AUTOR - Carla Faour ("Obsessão")
DIRETOR - Inez Viana ("Mamutes")
ATOR - Gustavo Rodrigues ("Bill Dog")
ATRIZ - Débora Lamm ("Mamutes")
ATOR COADJUVANTE - Iuri Kruschewsky ("Porcos com Asas")
ATRIZ COADJUVANTE - Patrícia Ramalho ("Porcos com Asas")
CENÁRIO - Marcos Chaves ("A Primeira Vista")
FIGURINOS - Flávio Souza ("Mamutes")
REVELAÇÃO - Jefferson Almeida (Ator e Diretor de "Deus e o Diabo na Terra do Sol")
MELHOR ESPETÁCULO - "Porcos com Asas"
CATEGORIA ESPECIAL - Elenco do espetáculo "Favela"
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI - Denise Stoklos por sua concepção e atuação em "Preferiria não?"
PRÊMIO DO JÚRI POPULAR (Melhor Espetáculo) - "Seis aulas de dança em seis semanas"
PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL - "A Princesa e o Sapo" (este prêmio foi conferido por um júri composto por cinco crianças)
HOMENAGEM FITA 2011 - Suely Franco, por seus 53 anos de carreira de absoluto sucesso no teatro, cinema e televisão.
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Em cerimônia realizada ontem no Teatro NET Rio, foram conhecidos os vencedores da 9ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra. Com curadoria de João Carlos Rabello e júri composto por Sérgio Fonta (presidente), Ana Kutner, Danielle Ávila, João Coelho e Lionel Fischer, o evento premiou os profisisonais abaixo:
AUTOR - Carla Faour ("Obsessão")
DIRETOR - Inez Viana ("Mamutes")
ATOR - Gustavo Rodrigues ("Bill Dog")
ATRIZ - Débora Lamm ("Mamutes")
ATOR COADJUVANTE - Iuri Kruschewsky ("Porcos com Asas")
ATRIZ COADJUVANTE - Patrícia Ramalho ("Porcos com Asas")
CENÁRIO - Marcos Chaves ("A Primeira Vista")
FIGURINOS - Flávio Souza ("Mamutes")
REVELAÇÃO - Jefferson Almeida (Ator e Diretor de "Deus e o Diabo na Terra do Sol")
MELHOR ESPETÁCULO - "Porcos com Asas"
CATEGORIA ESPECIAL - Elenco do espetáculo "Favela"
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI - Denise Stoklos por sua concepção e atuação em "Preferiria não?"
PRÊMIO DO JÚRI POPULAR (Melhor Espetáculo) - "Seis aulas de dança em seis semanas"
PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL - "A Princesa e o Sapo" (este prêmio foi conferido por um júri composto por cinco crianças)
HOMENAGEM FITA 2011 - Suely Franco, por seus 53 anos de carreira de absoluto sucesso no teatro, cinema e televisão.
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FITA 2011
Em cerimônia realizada ontem no Teatro NET Rio, foram conhecidos os vencedores da 9ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra. Com curadoria de João Carlos Rabello e júri composto por Sérgio Fonta (presidente), Ana Kutner, Danielle Ávila, João Coelho e Lionel Fischer, o evento premiou os profisisonais abaixo:
AUTOR - Carla Faour (Obsessão)
DIRETOR - Inez Viana (Mamutes)
ATOR - Gustavo Rodrigues (Bill Dog)
ATRIZ - Débora Lamm (Mamutes)
ATOR COADJUVANTE - Iuri Kruschewsky (Porcos com Asas)
ATRIZ COADJUVANTE - Patrícia Ramalho (Porcos com Asas)
CENÁRIO - Marcos Chaves (A Primeira Vista)
FIGURINOS - Flávio Souza (Mamutes)
REVELAÇÃO - Jefferson Almeida (Ator e Diretor de Deus e o Diabo na Terra do Sol)
MELHOR ESPETÁCULO - Porcos com Asas
CATEGORIA ESPECIAL - Elenco do espetáculo Favela
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI - Denise Stoklos por sua concepção e atuação em Preferiria não?
PRÊMIO DO JÚRI POPULAR (Melhor Espetáculo) - Seis aulas de dança em seis semanas
PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL - A Princesa e o Sapo (este prêmio foi conferido por um júri composto por cinco crianças)
HOMENAGEM FITA 2011 - Suely Franco, por seus 53 anos de carreira de absoluto sucesso no teatro, cinema e televisão.
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Em cerimônia realizada ontem no Teatro NET Rio, foram conhecidos os vencedores da 9ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra. Com curadoria de João Carlos Rabello e júri composto por Sérgio Fonta (presidente), Ana Kutner, Danielle Ávila, João Coelho e Lionel Fischer, o evento premiou os profisisonais abaixo:
AUTOR - Carla Faour (Obsessão)
DIRETOR - Inez Viana (Mamutes)
ATOR - Gustavo Rodrigues (Bill Dog)
ATRIZ - Débora Lamm (Mamutes)
ATOR COADJUVANTE - Iuri Kruschewsky (Porcos com Asas)
ATRIZ COADJUVANTE - Patrícia Ramalho (Porcos com Asas)
CENÁRIO - Marcos Chaves (A Primeira Vista)
FIGURINOS - Flávio Souza (Mamutes)
REVELAÇÃO - Jefferson Almeida (Ator e Diretor de Deus e o Diabo na Terra do Sol)
MELHOR ESPETÁCULO - Porcos com Asas
CATEGORIA ESPECIAL - Elenco do espetáculo Favela
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI - Denise Stoklos por sua concepção e atuação em Preferiria não?
PRÊMIO DO JÚRI POPULAR (Melhor Espetáculo) - Seis aulas de dança em seis semanas
PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL - A Princesa e o Sapo (este prêmio foi conferido por um júri composto por cinco crianças)
HOMENAGEM FITA 2011 - Suely Franco, por seus 53 anos de carreira de absoluto sucesso no teatro, cinema e televisão.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Teatro/CRÍTICA
"Esta criança"
........................................................
Delicadas relações no CCBB
Lionel Fischer
"Esta Criança estrutura-se em 10 cenas curtas e apresenta como tema único, ao mesmo tempo fragmentado em diferentes aspectos de abordagem, a relação entre pais e filhos. Constrangedoras, engraçadas, tristes, estranhas, as situações de morte, nascimento, adoção, abandono, agressão, desabafo, ilustram pontos cruciais e eternos na vida dos personagens sem nome, reconhecidos apenas pelas relações de parentesco que se tornam aparentes no desenvolvimento dos diálogos".
Extraído do release que me foi enviado, o trecho acima explicita o contexto e a estrutura de "Esta criança", do dramaturgo francês Joël Pommerat, em cartaz no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil. Fruto da parceria entre a Companhia Brasileira de Teatro, de Curitiba, e a atriz Renata Sorrah, a montagem chega à cena com direção de Marcio Abreu e elenco formado por Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzales e Edson Rocha.
Mesmo não sendo psicanalista, ouso supor que aquilo que somos - ou nos tornamos - tem estreitíssima relação com o nosso universo familiar. Um casal se escolhe, naturalmente, mas os filhos que advém dessa união possuirão singularidades que muitas vezes acabam contrariando as mais prosaicas expectativas daqueles que os geraram. E nos momentos em que se materializam impasses, a possibilidade de entendimento é muitas vezes anulada pela intolerância, nada mais restando do que dolorosas trocas de acusações.
Por outro lado, é inegável que o universo familar não se resume a um carrossel de horrores e todos nós, ainda que em graus diferenciados, certamente guardamos algumas boas lembranças da relação que tivemos com nossos pais, irmãos etc. Mas, como dito no parágrafo inicial, o presente texto investe nos aspectos mais sombrios das relações familiares, ainda que eventualmente valendo-se do humor.
E certamente em função da acurada capacidade de observação do autor, dos ótimos diálogos que criou e dos instigantes personagens que povoam a cena, acredito que os espectadores poderão não apenas se identificar com muitas situações, mas também empreender oportunas reflexões sobre suas vidas e relações familiares.
Com relação à montagem, Marcio Abreu impõe à cena uma dinâmica em total sintonia com o material dramatúrgico. A começar pela ótima exploração que faz da expressiva cenografia de Fernando Marés, composta basicamente de um amplo cômodo inclinado que enfatiza o desequilíbrio das relações em causa. Valendo-se, também, da soturna e claustrofóbica iluminação de Nadja Naira, o encenador movimenta os atores de forma tal que, não raro, tive a sensação de estar vivendo um pesadelo - ou, quem sabe, permitindo que meu inconsciente liberasse imagens e lembranças supostamente adormecidas.
Com relação ao elenco, os quatro profissionais que estão em cena exibem desempenhos irretocáveis, tanto nas passagens mais dolorosas (a maioria) quanto naquelas em que o humor predomina.
Cabe também salientar a capacidade do conjunto de valorizar ao máximo os momentos em que nada é dito, quando as emoções em causa inviabilizam a possibilidade de serem expressas através das palavras.
No complemento da ficha técnica, parabenizo com o mesmo entusiasmo as preciosas colaborações de Giovana Soar (tradução), Felipe Storino (trilha e efeitos sonoros), Valéria Stefani (figurino), Marcia Rubin (direção de movimento) e Babaya (preparação vocal).
ESTA CRIANÇA - Texto de Joël Pommerat. Direção de Marcio Abreu. Com Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzales e Edson Rocha. Teatro I do CCBB. Quarta a domingo, 21h.
"Esta criança"
........................................................
Delicadas relações no CCBB
Lionel Fischer
"Esta Criança estrutura-se em 10 cenas curtas e apresenta como tema único, ao mesmo tempo fragmentado em diferentes aspectos de abordagem, a relação entre pais e filhos. Constrangedoras, engraçadas, tristes, estranhas, as situações de morte, nascimento, adoção, abandono, agressão, desabafo, ilustram pontos cruciais e eternos na vida dos personagens sem nome, reconhecidos apenas pelas relações de parentesco que se tornam aparentes no desenvolvimento dos diálogos".
Extraído do release que me foi enviado, o trecho acima explicita o contexto e a estrutura de "Esta criança", do dramaturgo francês Joël Pommerat, em cartaz no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil. Fruto da parceria entre a Companhia Brasileira de Teatro, de Curitiba, e a atriz Renata Sorrah, a montagem chega à cena com direção de Marcio Abreu e elenco formado por Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzales e Edson Rocha.
Mesmo não sendo psicanalista, ouso supor que aquilo que somos - ou nos tornamos - tem estreitíssima relação com o nosso universo familiar. Um casal se escolhe, naturalmente, mas os filhos que advém dessa união possuirão singularidades que muitas vezes acabam contrariando as mais prosaicas expectativas daqueles que os geraram. E nos momentos em que se materializam impasses, a possibilidade de entendimento é muitas vezes anulada pela intolerância, nada mais restando do que dolorosas trocas de acusações.
Por outro lado, é inegável que o universo familar não se resume a um carrossel de horrores e todos nós, ainda que em graus diferenciados, certamente guardamos algumas boas lembranças da relação que tivemos com nossos pais, irmãos etc. Mas, como dito no parágrafo inicial, o presente texto investe nos aspectos mais sombrios das relações familiares, ainda que eventualmente valendo-se do humor.
E certamente em função da acurada capacidade de observação do autor, dos ótimos diálogos que criou e dos instigantes personagens que povoam a cena, acredito que os espectadores poderão não apenas se identificar com muitas situações, mas também empreender oportunas reflexões sobre suas vidas e relações familiares.
Com relação à montagem, Marcio Abreu impõe à cena uma dinâmica em total sintonia com o material dramatúrgico. A começar pela ótima exploração que faz da expressiva cenografia de Fernando Marés, composta basicamente de um amplo cômodo inclinado que enfatiza o desequilíbrio das relações em causa. Valendo-se, também, da soturna e claustrofóbica iluminação de Nadja Naira, o encenador movimenta os atores de forma tal que, não raro, tive a sensação de estar vivendo um pesadelo - ou, quem sabe, permitindo que meu inconsciente liberasse imagens e lembranças supostamente adormecidas.
Com relação ao elenco, os quatro profissionais que estão em cena exibem desempenhos irretocáveis, tanto nas passagens mais dolorosas (a maioria) quanto naquelas em que o humor predomina.
Cabe também salientar a capacidade do conjunto de valorizar ao máximo os momentos em que nada é dito, quando as emoções em causa inviabilizam a possibilidade de serem expressas através das palavras.
No complemento da ficha técnica, parabenizo com o mesmo entusiasmo as preciosas colaborações de Giovana Soar (tradução), Felipe Storino (trilha e efeitos sonoros), Valéria Stefani (figurino), Marcia Rubin (direção de movimento) e Babaya (preparação vocal).
ESTA CRIANÇA - Texto de Joël Pommerat. Direção de Marcio Abreu. Com Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzales e Edson Rocha. Teatro I do CCBB. Quarta a domingo, 21h.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
DANÇA DE TODAS AS TRIBOS
TEATRO CACILDA BECKER
RJ
Durante os meses de outubro e novembro, o palco do Teatro Cacilda Becker serviu às mais diversas potências dos corpos: vibrantes, leves, intensos, suaves, camuflados, nus. Reunindo intervenções urbanas, oficinas, debates, residências artísticas e espetáculos, entre diferentes gestos, cores e sons, apresentando ao público artistas e obras em suas relações com a dança e outras linguagens e expressões artísticas.
Em dezembro, a ocupação procura colaborar com a difusão de trabalhos de artistas, educadores e instituições que atuam diretamente na democratização do ensino da dança, através da troca de saberes entre estes grupos, trabalhando em rede, coletivamente. Pensar politicamente, agir localmente. Como se faz o ensino da dança em nossa cidade, sua importância e as transformações que acarreta.
Sob o calor do verão, em janeiro, o palco é aberto para que se criem novas zonas de contato entre diferentes manifestações da dança, a partir da matéria de expressão mais popular da brasilidade: o carnaval! Os espetáculos em questão tratam de propor reconfigurações do nosso imaginário mais enraizado, promovendo misturas, encontros, miscigenações, de batidas, sonoridades e movimentos.
A dança como palco para todos os ritmos e gêneros. A dança como espaço para todos os públicos. Dança para todas as Tribos. Tribos para todas as Danças.
Programação Dezembro
OFICINA “RIO ABIERTO, com Marinela Carneiro Dias e Regina Neves
Dia 13, quinta-feira, às 10h
INTERCÂMBIO DANÇA-EDUCAÇÃO (entrada gratuita)
Dia 12, quarta-feira
16h Aula Aberta com a Pulsar Cia. de Dança
19h ABERTURA “Corpo Desperto”, do Ponto de Cultura Espaço Panorama, com participação especial dos Cancioneiros do IPUB. Direção artística de Bermardo Zabalaga, Bruna Savaget e André Vidal.
20h COMO SE FAZEM AS DANÇAS?
Acesso à dança: o papel da dança-educação
Mediação:
Eduardo Bonito
Curadoria:
Flavia Meirelles e Barbara Fontana
Participantes:
Carla Strachmann
Dyonne Boy
Frederico Paredes
Helena Matriciano
Ivana Mena Barreto
Renato Cruz
Rosane Campelo
Sylvia Soter
Vivian Cáfaro
Dia 13, quinta-feira
10h Oficina Rio Abierto “Movimento Expressivo” (com Marinela Carneiro Dias)
14h Aula de Aquecimento com a professora Ingrid Medeiros (Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna)
18h MOSTRA
“Corpos Móveis”, com direção de Patrícia Pereira e Lara Seidler (Cia. de Dança da UFRJ)
“Jogos Eletrônicos”, com direção de Carla Oliveira (AKO Dance – Academia Carla Oliveira)
“Desafiando Olhares”, com direção de Igor Maurício, Diego Carvalho e Douglas Magalhães (Meninos do Pólo)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Dia 14, sexta-feira
14h Aula de Aquecimento com o professor Paulo Trajano (Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna)
18h “A Fabulosa Procissão de São Pedro Pelas Águas da Guanabara”, com direção de Tiago Ribeiro e Renata Tavares (Instituição Comunitária do Brasil)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Dia 15, sábado
14h Aula de Aquecimento com a professora Eraci de Oliveira (Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna)
17h “Alfa&Omega”, direção de coreografia de Claudio Cardoso (Artístico & Cultural Segmentos) “Funk-se”, fragmento inédito do espetáculo dirigido por Michel Cordeiro com estreia em 2013, (Jovens da Periferia)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Dia 16, domingo (participação especial da Angel Vianna)
14h Aula de Aquecimento para os grupos que se apresentarão no Intercâmbio com a professora Maira Manescky, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
17h Mostra Universitária
“Repetição ou Acontecimentos Discretos”, orientado pela professora Esther Weitzman (UniverCidade)
“Diretamente do sertão, Dona Bonita e Seu Lampião”, orientado pela professora Lais Bernardes (Coletivo UFRJ)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Instituições Participantes do Intercâmbio Dança-Educação:
Ação Comunitária do Brasil, Coletivo UFRJ, Escola de Dança e Faculdade Angel Vianna, Espaço AKO Dance de São Gonçalo, Grupo Artística & Cultural Segmentos, Jovens da Periferia, Meninos do Pólo e UniverCidade.
Programação Janeiro
MIX CARNAVALESCO, com Tatiana France
Dias 09, 16, 23 e 30, às 10h - Quartas-feiras
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
RASA: A ESSÊNCIA DA ARTE INDIANA NA MÚSICA E NA DANÇA CLÁSSICAS, com o Maestro Ritwik Sanyal e a bailarina Susane Travassos
Dia 09, quarta-feira, às 20h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
OFICINA “RIO ABIERTO”, com Marinela Carneiro Dias e Regina Neves
Dias 10, 17, 24 e 31, às 10h - Quintas-feiras- Entrada Franca
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
SENHA DE ACESSO, com direção e coreografia de André Bern e colaboração dos artistas Aluísio Flores, Fábio Honório, Monica da Costa e Esther Weitzman
Dias 11 e 12, sexta e sábado, às 20h e dia 13, às 19h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
JAM RODA VIVA, com Soraya Jorge
Dia 16, quarta-feira, às 18h30
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
O FREVO É TEU?, com Direção de Bella Maia e concepção da intérprete-criadora Fláira Ferro
Dias 18 e 19, sexta e sábado,às 20h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
A DESCOBERTA DO CORPO NAS BRINCADEIRAS POPULARES (aula-espetáculo), com Fláira Ferro
Dia 20, domingo, às 17h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
DA ONDE VEM SUA DANÇA?, concepção e direção geral de Renato Santos e coreografia de Monica da Costa
Dias 23 e 24, quarta e quinta-feira, às 20h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
UM CADINHO DE SAMBA, com Muanes Dançateatro
Dias 25 e 26, sexta e sábado, às 20h e Dia 27, domingo, às 19h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
SERVIÇO
Dança de Todas as Tribos
Teatro Cacilda Becker -Rua do Catete, 338. RJ. Tel: 21. 2233-6879
Lotação : 177 lugares
Funcionamento da bilheteria : de quarta a domingo a partir das 15h
Não aceita cartões ou cheques
Classificação etária livre em todos os espetáculos
Acesso a cadeirantes
Saiba mais :www.dancadetodasastribos.com.br
Realização: Burburinho Cultural - Funarte
Projeto contemplado no Edital de Ocupação do Teatro Cacilda Becker - 2012
Assessoria em Comunicação
Cida Fernandes e Clóvis Corrêa
21.24013210;82897728;8 6243980;
_________________________________
TEATRO CACILDA BECKER
RJ
Durante os meses de outubro e novembro, o palco do Teatro Cacilda Becker serviu às mais diversas potências dos corpos: vibrantes, leves, intensos, suaves, camuflados, nus. Reunindo intervenções urbanas, oficinas, debates, residências artísticas e espetáculos, entre diferentes gestos, cores e sons, apresentando ao público artistas e obras em suas relações com a dança e outras linguagens e expressões artísticas.
Em dezembro, a ocupação procura colaborar com a difusão de trabalhos de artistas, educadores e instituições que atuam diretamente na democratização do ensino da dança, através da troca de saberes entre estes grupos, trabalhando em rede, coletivamente. Pensar politicamente, agir localmente. Como se faz o ensino da dança em nossa cidade, sua importância e as transformações que acarreta.
Sob o calor do verão, em janeiro, o palco é aberto para que se criem novas zonas de contato entre diferentes manifestações da dança, a partir da matéria de expressão mais popular da brasilidade: o carnaval! Os espetáculos em questão tratam de propor reconfigurações do nosso imaginário mais enraizado, promovendo misturas, encontros, miscigenações, de batidas, sonoridades e movimentos.
A dança como palco para todos os ritmos e gêneros. A dança como espaço para todos os públicos. Dança para todas as Tribos. Tribos para todas as Danças.
Programação Dezembro
OFICINA “RIO ABIERTO, com Marinela Carneiro Dias e Regina Neves
Dia 13, quinta-feira, às 10h
INTERCÂMBIO DANÇA-EDUCAÇÃO (entrada gratuita)
Dia 12, quarta-feira
16h Aula Aberta com a Pulsar Cia. de Dança
19h ABERTURA “Corpo Desperto”, do Ponto de Cultura Espaço Panorama, com participação especial dos Cancioneiros do IPUB. Direção artística de Bermardo Zabalaga, Bruna Savaget e André Vidal.
20h COMO SE FAZEM AS DANÇAS?
Acesso à dança: o papel da dança-educação
Mediação:
Eduardo Bonito
Curadoria:
Flavia Meirelles e Barbara Fontana
Participantes:
Carla Strachmann
Dyonne Boy
Frederico Paredes
Helena Matriciano
Ivana Mena Barreto
Renato Cruz
Rosane Campelo
Sylvia Soter
Vivian Cáfaro
Dia 13, quinta-feira
10h Oficina Rio Abierto “Movimento Expressivo” (com Marinela Carneiro Dias)
14h Aula de Aquecimento com a professora Ingrid Medeiros (Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna)
18h MOSTRA
“Corpos Móveis”, com direção de Patrícia Pereira e Lara Seidler (Cia. de Dança da UFRJ)
“Jogos Eletrônicos”, com direção de Carla Oliveira (AKO Dance – Academia Carla Oliveira)
“Desafiando Olhares”, com direção de Igor Maurício, Diego Carvalho e Douglas Magalhães (Meninos do Pólo)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Dia 14, sexta-feira
14h Aula de Aquecimento com o professor Paulo Trajano (Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna)
18h “A Fabulosa Procissão de São Pedro Pelas Águas da Guanabara”, com direção de Tiago Ribeiro e Renata Tavares (Instituição Comunitária do Brasil)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Dia 15, sábado
14h Aula de Aquecimento com a professora Eraci de Oliveira (Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna)
17h “Alfa&Omega”, direção de coreografia de Claudio Cardoso (Artístico & Cultural Segmentos) “Funk-se”, fragmento inédito do espetáculo dirigido por Michel Cordeiro com estreia em 2013, (Jovens da Periferia)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Dia 16, domingo (participação especial da Angel Vianna)
14h Aula de Aquecimento para os grupos que se apresentarão no Intercâmbio com a professora Maira Manescky, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
17h Mostra Universitária
“Repetição ou Acontecimentos Discretos”, orientado pela professora Esther Weitzman (UniverCidade)
“Diretamente do sertão, Dona Bonita e Seu Lampião”, orientado pela professora Lais Bernardes (Coletivo UFRJ)
“Angel no Cacilda”, da Escola de Dança e Faculdade de Dança Angel Vianna
Instituições Participantes do Intercâmbio Dança-Educação:
Ação Comunitária do Brasil, Coletivo UFRJ, Escola de Dança e Faculdade Angel Vianna, Espaço AKO Dance de São Gonçalo, Grupo Artística & Cultural Segmentos, Jovens da Periferia, Meninos do Pólo e UniverCidade.
Programação Janeiro
MIX CARNAVALESCO, com Tatiana France
Dias 09, 16, 23 e 30, às 10h - Quartas-feiras
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
RASA: A ESSÊNCIA DA ARTE INDIANA NA MÚSICA E NA DANÇA CLÁSSICAS, com o Maestro Ritwik Sanyal e a bailarina Susane Travassos
Dia 09, quarta-feira, às 20h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
OFICINA “RIO ABIERTO”, com Marinela Carneiro Dias e Regina Neves
Dias 10, 17, 24 e 31, às 10h - Quintas-feiras- Entrada Franca
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
SENHA DE ACESSO, com direção e coreografia de André Bern e colaboração dos artistas Aluísio Flores, Fábio Honório, Monica da Costa e Esther Weitzman
Dias 11 e 12, sexta e sábado, às 20h e dia 13, às 19h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
JAM RODA VIVA, com Soraya Jorge
Dia 16, quarta-feira, às 18h30
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
O FREVO É TEU?, com Direção de Bella Maia e concepção da intérprete-criadora Fláira Ferro
Dias 18 e 19, sexta e sábado,às 20h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
A DESCOBERTA DO CORPO NAS BRINCADEIRAS POPULARES (aula-espetáculo), com Fláira Ferro
Dia 20, domingo, às 17h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
DA ONDE VEM SUA DANÇA?, concepção e direção geral de Renato Santos e coreografia de Monica da Costa
Dias 23 e 24, quarta e quinta-feira, às 20h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
UM CADINHO DE SAMBA, com Muanes Dançateatro
Dias 25 e 26, sexta e sábado, às 20h e Dia 27, domingo, às 19h
Ingressos : R$20,00 e R$10,00
SERVIÇO
Dança de Todas as Tribos
Teatro Cacilda Becker -Rua do Catete, 338. RJ. Tel: 21. 2233-6879
Lotação : 177 lugares
Funcionamento da bilheteria : de quarta a domingo a partir das 15h
Não aceita cartões ou cheques
Classificação etária livre em todos os espetáculos
Acesso a cadeirantes
Saiba mais :www.dancadetodasastribos.com.br
Realização: Burburinho Cultural - Funarte
Projeto contemplado no Edital de Ocupação do Teatro Cacilda Becker - 2012
Assessoria em Comunicação
Cida Fernandes e Clóvis Corrêa
21.24013210;82897728;8 6243980;
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Teatro/CRÍTICA
"Jacinta"
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Delicioso tributo ao teatro
Lionel Fischer
Consta que ela seria a pior atriz de todos os tempos. Em termos estritamente lusitanos, não cabe a menor dúvida - segundo renomados e desconhecidos historiadores, após uma apresentação na corte, em meados do século XVI, ela provocou a morte da rainha, que sucumbiu ao vê-la interpretar um poema de Gil Vicente. Sempre acossada pela fome e por uma desesperada ânsia de aplauso, Jacinta cruza o Atlântico e chega ao Brasil, onde dá prosseguimento à sua saga, repleta de passagens rocambolescas.
Isso posto, caberia a seguinte reflexão. O texto tem, como figura central e magnífica, a patética e desvairada dama que persegue, com férrea obstinação, um sucesso que dificilmente alcançará. Mas seria ela a real protagonista? Ou o protagonista seria o próprio teatro? Em minha opinião, o que está realmente em causa é a sagrada e milenar arte teatral, aqui trabalhada de forma sensível, comovente e hilária.
A partir do original escrito por Newton Moreno, Aderbal Freire-Filho e Branco Mello (em parceria com o autor) criaram a comédia-rock "Jacinta", em cartaz no Teatro Poeira. Aderbal Freire-Filho assina a direção, Branco Mello a direção musical, Mello e Emerson Villani respondem pelas músicas e Newton Moreno e Aderbal pelas letras das treze canções.
No elenco, Andréa Beltrão vive a protagonista, tendo como parceiros Augusto Madeira, Gillray Coutinho, José Mauro Brant, Isiio Ghelman e Rodrigo França, que se dividem em uma infinidade de personagens. Na parte musical, o grupo Os Jacintas, composto por Maurício Coringa (guitarra, violão e bandolim), Tássio Ramos (baixo), Ricardo Rito (teclados) e Hélio Ratis (bateria).
Como disse acima, em minha opinião o grande personagem desta deliciosa comédia-rock é o teatro. Ela aborda um sem-número de questões inerentes ao fazer teatral, tais como talento, vocação, carências, fragilidades, aprendizado, recomeço, renúncias, variadas formas de sujeição, a inarredável crença de que as coisas acabarão dando certo etc.
Como todos sabemos, Galileu teve que se ajoelhar perante a Santa Inquisição, mas nem por isso a terra deixou de girar em torno do sol. E o mesmo se dá com aqueles que merecem ser chamados de "atores" - atores do palco, bem entendido. Não há derrota que os faça desistir, posto que conscientes de que só pode usufruir a luz aquele que conheceu as trevas. E os verdadeiros atores também sabem que todo adeus contém em si a promessa de um encontro futuro - o que se julga perdido num determinado momento, pode ser reinventado amanhã. Jacinta talvez não tenha talento, no sentido óbvio do termo. Mas possui algo que o transcende: sua inabalável crença de que só o teatro permite um visceral encontro entre os homens.
Bem escrito, contendo ótimos personagens e uma trama que encanta por sua fantasia e inusitadas situações, "Jacinta" recebeu maravilhosa versão cênica de Aderbal Freire-Filho, tanto no que concerne à criatividade das marcações quanto no que diz respeito à forma como brinca com a estrutura teatro dentro do teatro. Sob todos os aspectos, uma brilhante, divertida e comovente festa em homenagem ao teatro, regada a excelentes canções a partir de letras saborosíssimas.
Com relação ao elenco, Andréa Beltrão demonstra uma vez mais seu inconcebível talento. Mencionar seus vastíssimos recursos expressivos, a esta altura, me parece irrelevante, posto que os mesmos já são de há muito conhecidos. Assim sendo, opto por me centrar na inteligência de suas escolhas. Andréa jamais envereda pelo caminho mais fácil, previsível e que já sabe que domina. Pelo contrário: trabalha sempre no risco, recusando-se a se tornar uma espécie de parasita de suas próprias conquistas. E sua composição de Jacinta é uma verdadeira aula de como se fazer comédia sem lançar mão de abomináveis e defasados truques. Vou tentar esmiuçar um pouco o que acabo de dizer.
Os que conhecem minimamente a arte de representar sabem que deve haver total sintonia entre corpo e voz, ou seja, tanto os gestos como a forma de dizer o texto devem constituir uma unidade indissociável. Não basta, portanto, ter ótima voz (Andréa a possui) ou um corpo capaz de obedecer a diferenciados estímulos (Andréa faz o que quer com seu corpo). É preciso que tais recursos sejam trabalhados de forma a expressar um determinado caráter, em toda a sua complexidade e amplitude, sem se desprezar qualquer detalhe. E aqui, dentre muitos outros, menciono dois: a forma como Andréa impõe exacerbado e hilariante descontrole aos seus gestos e a expressão deliciosamente obtusa de seu olhar, sempre que a personagem não entende alguma coisa ou a perplexidade a domina. Sob todos os aspectos, um desempenho que se insere entre os melhores de sua brilhantíssima carreira - cumpre também assinalar que a triz canta muito bem e é charmosíssima quando dança.
Com relação Augusto Madeira, Gillray Coutinho, José Mauro Brant, Isio Ghelman e Rodrigo França, todos também exibem performances irretocáveis e certamente revelam-se parceiros à altura da protagonista, o que constitui tarefa nada fácil, já que Andréa Beltrão é uma intérprete de exceção. A todos, portanto, parabenizo com o mesmo entusiasmo e a todos agradeço a deliciosa noite que me proporcionaram.
Na equipe técnica, são excelentes as músicas de Branco Mello e Emerson Villani (também responsável pelos ótimos arranjos), o mesmo aplicando-se às letras de Newton Moreno e Aderbal Freire-Filho. Antonio Medeiros responde por figurinos que mesclam, com grande criatividade, o passado e o presente. Como de hábito, Maneco Quinderé ilumina a cena de forma irrepreensível, sendo impecáveis a cenografia e os objetos criados por Fernando Mello da Costa. João Saldanha e Marcelo Braga criaram divertidas coreografias, cabendo ainda mencionar o visagismo de Lu de Moraes, a contribuição na parte de prosódia de Iris Gomes da Costa e a direção vocal de Cris Dellano.
JACINTA - Comédia-rock de Newton Moreno, Aderbal Freire-Filho e Branco Mello. Direção de Aderbal Freire-filho. Com Andréa Beltrão, Augusto Madeira, Gillray Coutinho, Isio Ghelman, José Mauro Brant e Rodrigo França. Teatro Poeira. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 19h.
"Jacinta"
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Delicioso tributo ao teatro
Lionel Fischer
Consta que ela seria a pior atriz de todos os tempos. Em termos estritamente lusitanos, não cabe a menor dúvida - segundo renomados e desconhecidos historiadores, após uma apresentação na corte, em meados do século XVI, ela provocou a morte da rainha, que sucumbiu ao vê-la interpretar um poema de Gil Vicente. Sempre acossada pela fome e por uma desesperada ânsia de aplauso, Jacinta cruza o Atlântico e chega ao Brasil, onde dá prosseguimento à sua saga, repleta de passagens rocambolescas.
Isso posto, caberia a seguinte reflexão. O texto tem, como figura central e magnífica, a patética e desvairada dama que persegue, com férrea obstinação, um sucesso que dificilmente alcançará. Mas seria ela a real protagonista? Ou o protagonista seria o próprio teatro? Em minha opinião, o que está realmente em causa é a sagrada e milenar arte teatral, aqui trabalhada de forma sensível, comovente e hilária.
A partir do original escrito por Newton Moreno, Aderbal Freire-Filho e Branco Mello (em parceria com o autor) criaram a comédia-rock "Jacinta", em cartaz no Teatro Poeira. Aderbal Freire-Filho assina a direção, Branco Mello a direção musical, Mello e Emerson Villani respondem pelas músicas e Newton Moreno e Aderbal pelas letras das treze canções.
No elenco, Andréa Beltrão vive a protagonista, tendo como parceiros Augusto Madeira, Gillray Coutinho, José Mauro Brant, Isiio Ghelman e Rodrigo França, que se dividem em uma infinidade de personagens. Na parte musical, o grupo Os Jacintas, composto por Maurício Coringa (guitarra, violão e bandolim), Tássio Ramos (baixo), Ricardo Rito (teclados) e Hélio Ratis (bateria).
Como disse acima, em minha opinião o grande personagem desta deliciosa comédia-rock é o teatro. Ela aborda um sem-número de questões inerentes ao fazer teatral, tais como talento, vocação, carências, fragilidades, aprendizado, recomeço, renúncias, variadas formas de sujeição, a inarredável crença de que as coisas acabarão dando certo etc.
Como todos sabemos, Galileu teve que se ajoelhar perante a Santa Inquisição, mas nem por isso a terra deixou de girar em torno do sol. E o mesmo se dá com aqueles que merecem ser chamados de "atores" - atores do palco, bem entendido. Não há derrota que os faça desistir, posto que conscientes de que só pode usufruir a luz aquele que conheceu as trevas. E os verdadeiros atores também sabem que todo adeus contém em si a promessa de um encontro futuro - o que se julga perdido num determinado momento, pode ser reinventado amanhã. Jacinta talvez não tenha talento, no sentido óbvio do termo. Mas possui algo que o transcende: sua inabalável crença de que só o teatro permite um visceral encontro entre os homens.
Bem escrito, contendo ótimos personagens e uma trama que encanta por sua fantasia e inusitadas situações, "Jacinta" recebeu maravilhosa versão cênica de Aderbal Freire-Filho, tanto no que concerne à criatividade das marcações quanto no que diz respeito à forma como brinca com a estrutura teatro dentro do teatro. Sob todos os aspectos, uma brilhante, divertida e comovente festa em homenagem ao teatro, regada a excelentes canções a partir de letras saborosíssimas.
Com relação ao elenco, Andréa Beltrão demonstra uma vez mais seu inconcebível talento. Mencionar seus vastíssimos recursos expressivos, a esta altura, me parece irrelevante, posto que os mesmos já são de há muito conhecidos. Assim sendo, opto por me centrar na inteligência de suas escolhas. Andréa jamais envereda pelo caminho mais fácil, previsível e que já sabe que domina. Pelo contrário: trabalha sempre no risco, recusando-se a se tornar uma espécie de parasita de suas próprias conquistas. E sua composição de Jacinta é uma verdadeira aula de como se fazer comédia sem lançar mão de abomináveis e defasados truques. Vou tentar esmiuçar um pouco o que acabo de dizer.
Os que conhecem minimamente a arte de representar sabem que deve haver total sintonia entre corpo e voz, ou seja, tanto os gestos como a forma de dizer o texto devem constituir uma unidade indissociável. Não basta, portanto, ter ótima voz (Andréa a possui) ou um corpo capaz de obedecer a diferenciados estímulos (Andréa faz o que quer com seu corpo). É preciso que tais recursos sejam trabalhados de forma a expressar um determinado caráter, em toda a sua complexidade e amplitude, sem se desprezar qualquer detalhe. E aqui, dentre muitos outros, menciono dois: a forma como Andréa impõe exacerbado e hilariante descontrole aos seus gestos e a expressão deliciosamente obtusa de seu olhar, sempre que a personagem não entende alguma coisa ou a perplexidade a domina. Sob todos os aspectos, um desempenho que se insere entre os melhores de sua brilhantíssima carreira - cumpre também assinalar que a triz canta muito bem e é charmosíssima quando dança.
Com relação Augusto Madeira, Gillray Coutinho, José Mauro Brant, Isio Ghelman e Rodrigo França, todos também exibem performances irretocáveis e certamente revelam-se parceiros à altura da protagonista, o que constitui tarefa nada fácil, já que Andréa Beltrão é uma intérprete de exceção. A todos, portanto, parabenizo com o mesmo entusiasmo e a todos agradeço a deliciosa noite que me proporcionaram.
Na equipe técnica, são excelentes as músicas de Branco Mello e Emerson Villani (também responsável pelos ótimos arranjos), o mesmo aplicando-se às letras de Newton Moreno e Aderbal Freire-Filho. Antonio Medeiros responde por figurinos que mesclam, com grande criatividade, o passado e o presente. Como de hábito, Maneco Quinderé ilumina a cena de forma irrepreensível, sendo impecáveis a cenografia e os objetos criados por Fernando Mello da Costa. João Saldanha e Marcelo Braga criaram divertidas coreografias, cabendo ainda mencionar o visagismo de Lu de Moraes, a contribuição na parte de prosódia de Iris Gomes da Costa e a direção vocal de Cris Dellano.
JACINTA - Comédia-rock de Newton Moreno, Aderbal Freire-Filho e Branco Mello. Direção de Aderbal Freire-filho. Com Andréa Beltrão, Augusto Madeira, Gillray Coutinho, Isio Ghelman, José Mauro Brant e Rodrigo França. Teatro Poeira. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 19h.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Teatro/CRÍTICA
"Édipo Rei"
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Obra-prima em belíssima versão
Lionel Fischer
Incontáveis ensaios já foram escritos sobre "Édipo Rei" e certamente por pessoas muito mais qualificadas do que eu. Não tenho, portanto, a pretensão de acrescentar nada ao que já foi dito por filósofos, críticos, pensadores e psicanalistas. No entanto, e pensando sobretudo nos leitores/espectadores mais jovens, julgo oportuno fornecer alguns elementos que talvez contribuam para uma percepção mais abrangente desta obra-prima.
Autor dramático grego, Sófocles (496-406 a. de C) é considerado o representante máximo da tragédia durante o governo de Péricles - em sua Poética, Aristóteles afirmava que os dramas de Sófocles eram modelos irretocáveis da tragédia. Suas peças colocam o homem no centro da trama e priorizam a relação dramática entre diferentes personalidades, ou entre diferentes aspectos de um mesmo caráter. Sófocles também deu muita importância ao enredo, sempre pleno de tensão, e à caracterização dos personagens. Consta que escreveu cerca de 120 peças, mas apenas sete chegaram até nós: Ájax, Antígona, As Traquínias, Édipo Rei, Electra, Filoctetes e Édipo em Colono.
Com adaptação assinada por Eduardo Wotzik e Fernanda Schnoor e direção de Wotzik, "Édipo Rei" chega à cena (Espaço Sesc) com elenco formado por Gustavo Gasparani (Édipo Rei), Fabiana de Mello e Souza (Corifeu), César Augusto (Creonte), Amir Haddad (Tirésias), Eliane Giardini (Jocasta), Pedro Mario Bogianchini (Emissário), Rogério Fróes (Pastor), Thiago Magalhães (Arauto), Nina Malm (Ismênia) e Louise Marrie (Antígona), que dividem a cena com os músicos Felipe Antello e Murilo O'Reilly.
Por tratar-se de uma obra por demais conhecida, não julgo necessário reproduzir seu enredo. Mas, contrariando o que disse acima, não resisto à tentação de escrever o que se segue. Em sua ânsia de conhecer a verdade, Édipo instiga o cego Tirésias a revelar sua professia. Inicialmente indignado, ainda assim Édipo faz absoluta questão de levar até o fim sua investigação. E quando esta confirma inteiramente o relato de Tirésias, ele voluntariamente cega a si próprio, atitude que muitos acreditam ser apenas um ato de autopunição. Pode até ser, mas prefiro acreditar que tal gesto evidencia um claro desejo do personagem de libertar-se, digamos, de sua cegueira espiritual. Entre a aparência e a essência, Édipo opta por esta última.
Com relação ao espetáculo, Eduardo Wotzik consegue impor à cena uma dinâmica em total sintonia com o material dramatúrgico. Toda a tragicidade se materializa não através de marcações mirabolantes ou efeitos espetaculosos, mas da valorização do texto e das relações entre os personagens. E justamente em função do caráter austero da montagem, de sua ambientação e da permanente relação dos atores com a plateia, as questões levantadas pelo autor nos atingem de forma tão contundente e assistimos o espetáculo como se dele fizéssemos parte. Ou seja: sem nenhum distanciamento, sem qualquer possibilidade de encararmos a trama como algo restrito ao campo da ficção e que portanto pouco ou nada tem a ver com a nossa realidade. Muito pelo contrário.
Como todos sabemos, vivemos em um mundo que na imundície cada vez mais se afunda. E no entanto, não são poucos os que julgam satisfatório manter limpas as unhas nas pontas dos dedos, ainda que com lama até o pescoço. Mas certamente ainda existem alguns que se dispõem a rasgar os invólucros, que não encaram o silêncio como opção de sobrevivência, que não hesitam em tirar as máscaras impostas e exibem sua face verdadeira face, sejam quais forem as consequências. Neste último grupo, naturalmente, só se inserem aqueles que, como Édipo, acreditam que a humanidade não pode sobreviver sem ética. E talvez seja este valor, cada vez mais raro, que o texto mais enfatiza, e que esta belíssima montagem valoriza de forma tão poderosa e expressiva.
No tocante ao elenco, Gustavo Gasparani está irrepreensível na pele do protagonista, conseguindo materializar, através de ótimo trabalho vocal e corporal, todas as nuances de um personagem complexo e magnífico. A mesma excelência se faz presente nas performances de Fabiana de Mello e Souza, César Augusto e Eliane Giardini. Vivendo Tirésias, Amir Haddad constrói uma figura poderosa, de fortíssimo impacto. Mas acredito que o ator poderia, ao menos em alguns momentos, utilizar um tom de voz mais potente, já que algumas palavras não chegam a ser entendidas com total clareza. Pietro Mario Boginchinni e Thiago Magalhães estão corretos em suas participações, o mesmo aplicando-se a Nina Malm e Louise Marrie. Quanto a Rogério Fróes, o ator exibe uma atuação sensível e comovente, valorizando oa máximo seu pequeno papel.
Na equipe técnica, Bia Junqueira responde por uma cenografia maravilhosa, que explora com total êxito as possibilidades do espaço. Igualmente irrepreensíveis os belos figurinos de Marcelo Olinto, a sóbria e expressiva iluminação de Maneco Quinderé, a original direção musical de Marcelo Alonso Neves, o visagismo de Uirandê Holanda e a adaptação de Eduardo Wotzik e Fernanda Schnoor, cabendo ainda registar a excelente participação dos músicos Felipe Antello e Murilo O'Reilly.
ÉDIPO REI - Texto de Sófocles. Adaptação de Eduardo Wotzik e Fernanda Schnoor. Direção de Wotzik. Com Gustavo Gasparani, Fabiana de Mello e Souza, César Augusto, Amir Haddad, Eliane Giardini e outros. Espaço Sesc. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 19h30.
"Édipo Rei"
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Obra-prima em belíssima versão
Lionel Fischer
Incontáveis ensaios já foram escritos sobre "Édipo Rei" e certamente por pessoas muito mais qualificadas do que eu. Não tenho, portanto, a pretensão de acrescentar nada ao que já foi dito por filósofos, críticos, pensadores e psicanalistas. No entanto, e pensando sobretudo nos leitores/espectadores mais jovens, julgo oportuno fornecer alguns elementos que talvez contribuam para uma percepção mais abrangente desta obra-prima.
Autor dramático grego, Sófocles (496-406 a. de C) é considerado o representante máximo da tragédia durante o governo de Péricles - em sua Poética, Aristóteles afirmava que os dramas de Sófocles eram modelos irretocáveis da tragédia. Suas peças colocam o homem no centro da trama e priorizam a relação dramática entre diferentes personalidades, ou entre diferentes aspectos de um mesmo caráter. Sófocles também deu muita importância ao enredo, sempre pleno de tensão, e à caracterização dos personagens. Consta que escreveu cerca de 120 peças, mas apenas sete chegaram até nós: Ájax, Antígona, As Traquínias, Édipo Rei, Electra, Filoctetes e Édipo em Colono.
Com adaptação assinada por Eduardo Wotzik e Fernanda Schnoor e direção de Wotzik, "Édipo Rei" chega à cena (Espaço Sesc) com elenco formado por Gustavo Gasparani (Édipo Rei), Fabiana de Mello e Souza (Corifeu), César Augusto (Creonte), Amir Haddad (Tirésias), Eliane Giardini (Jocasta), Pedro Mario Bogianchini (Emissário), Rogério Fróes (Pastor), Thiago Magalhães (Arauto), Nina Malm (Ismênia) e Louise Marrie (Antígona), que dividem a cena com os músicos Felipe Antello e Murilo O'Reilly.
Por tratar-se de uma obra por demais conhecida, não julgo necessário reproduzir seu enredo. Mas, contrariando o que disse acima, não resisto à tentação de escrever o que se segue. Em sua ânsia de conhecer a verdade, Édipo instiga o cego Tirésias a revelar sua professia. Inicialmente indignado, ainda assim Édipo faz absoluta questão de levar até o fim sua investigação. E quando esta confirma inteiramente o relato de Tirésias, ele voluntariamente cega a si próprio, atitude que muitos acreditam ser apenas um ato de autopunição. Pode até ser, mas prefiro acreditar que tal gesto evidencia um claro desejo do personagem de libertar-se, digamos, de sua cegueira espiritual. Entre a aparência e a essência, Édipo opta por esta última.
Com relação ao espetáculo, Eduardo Wotzik consegue impor à cena uma dinâmica em total sintonia com o material dramatúrgico. Toda a tragicidade se materializa não através de marcações mirabolantes ou efeitos espetaculosos, mas da valorização do texto e das relações entre os personagens. E justamente em função do caráter austero da montagem, de sua ambientação e da permanente relação dos atores com a plateia, as questões levantadas pelo autor nos atingem de forma tão contundente e assistimos o espetáculo como se dele fizéssemos parte. Ou seja: sem nenhum distanciamento, sem qualquer possibilidade de encararmos a trama como algo restrito ao campo da ficção e que portanto pouco ou nada tem a ver com a nossa realidade. Muito pelo contrário.
Como todos sabemos, vivemos em um mundo que na imundície cada vez mais se afunda. E no entanto, não são poucos os que julgam satisfatório manter limpas as unhas nas pontas dos dedos, ainda que com lama até o pescoço. Mas certamente ainda existem alguns que se dispõem a rasgar os invólucros, que não encaram o silêncio como opção de sobrevivência, que não hesitam em tirar as máscaras impostas e exibem sua face verdadeira face, sejam quais forem as consequências. Neste último grupo, naturalmente, só se inserem aqueles que, como Édipo, acreditam que a humanidade não pode sobreviver sem ética. E talvez seja este valor, cada vez mais raro, que o texto mais enfatiza, e que esta belíssima montagem valoriza de forma tão poderosa e expressiva.
No tocante ao elenco, Gustavo Gasparani está irrepreensível na pele do protagonista, conseguindo materializar, através de ótimo trabalho vocal e corporal, todas as nuances de um personagem complexo e magnífico. A mesma excelência se faz presente nas performances de Fabiana de Mello e Souza, César Augusto e Eliane Giardini. Vivendo Tirésias, Amir Haddad constrói uma figura poderosa, de fortíssimo impacto. Mas acredito que o ator poderia, ao menos em alguns momentos, utilizar um tom de voz mais potente, já que algumas palavras não chegam a ser entendidas com total clareza. Pietro Mario Boginchinni e Thiago Magalhães estão corretos em suas participações, o mesmo aplicando-se a Nina Malm e Louise Marrie. Quanto a Rogério Fróes, o ator exibe uma atuação sensível e comovente, valorizando oa máximo seu pequeno papel.
Na equipe técnica, Bia Junqueira responde por uma cenografia maravilhosa, que explora com total êxito as possibilidades do espaço. Igualmente irrepreensíveis os belos figurinos de Marcelo Olinto, a sóbria e expressiva iluminação de Maneco Quinderé, a original direção musical de Marcelo Alonso Neves, o visagismo de Uirandê Holanda e a adaptação de Eduardo Wotzik e Fernanda Schnoor, cabendo ainda registar a excelente participação dos músicos Felipe Antello e Murilo O'Reilly.
ÉDIPO REI - Texto de Sófocles. Adaptação de Eduardo Wotzik e Fernanda Schnoor. Direção de Wotzik. Com Gustavo Gasparani, Fabiana de Mello e Souza, César Augusto, Amir Haddad, Eliane Giardini e outros. Espaço Sesc. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 19h30.
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