quarta-feira, 19 de julho de 2017

Perdão

É é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.
O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.

O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes, tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Teatro/CRÍTICA

"A Produtora e A Gaivota"

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Deliciosas considerações sobre o fazer teatral

Lionel Fischer



"Meire Sabatine, produtora de teatro picareta e divertidíssima, conta sozinha a história de A Gaivota, de Anton Tchecov (1860-1904), fazendo todos os personagens. Durante a peça o público vai descobrindo que a produtora, que não gosta de teatro, é contaminada e muda de opinião sobre a arte, por conta do desenrolar da história, conseguindo com isso resolver problemas pessoais com a filha. O objetivo do monólogo é passar para o público, de forma humorada e criativa, a essência da obra, destacando a importância da arte e da cultura para uma sociedade que necessita de desenvolvimento".

Extraído (e levemente editado) do release que me foi enviado, o trecho acima sintetiza as propostas essenciais de "A produtora e A Gaivota", em cartaz no Teatro Cândido Mendes. Jefferson Schroeder responde pelo texto e interpretação, estando a direção a cargo de João Fonseca.

Logo no início do espetáculo, a produtora Meire Sabatine diz ao público que o elenco está preso em um engarrafamento na Avenida Brasil, mas que está a caminho. Em vista disso, e com o objetivo de impedir que a plateia se aborreça, peça o reembolso dos ingressos pagos e vá embora, propõe uma conversa sobre a peça, o processo de ensaio, a qualidade dos intérpretes, as dificuldades de se produzir teatro etc. 

Trata-se, sem dúvida, de uma ótima ideia. Em primeiro lugar, porque todos percebem que o elenco jamais chegará. E depois porque a dita produtora, como mencionado no parágrafo inicial, não gosta de teatro, ou melhor, o abomina em todos os seus aspectos. E o esmiuçamento que faz de toda a sua ojeriza é realmente hilariante - detona a peça, que considera sem sentido; o trabalho dos intérpretes, que julga de péssima qualidade; as propostas experimentais do diretor, em seu entendimento inacessíveis; e também investe contra as contribuições de toda a equipe técnica, que classifica como deploráveis, ou algo parecido.

Para os espectadores que têm uma relação próxima com o fazer teatral, todas as queixas da produtora, ainda que propositadamente exageradas, não deixam de conter um fundo de verdade. Ou seja: existem, sim, peças que não fazem o menor sentido (é claro que isso não se aplica à obra-prima em questão), não são poucos os diretores que, sob o argumento de serem experimentais, estão se lixando para a compreensão do público, são incontáveis os exemplos de supostos atores que conspurcam o palco com sua incompetência e assim por diante.

No entanto, à medida que o texto insere a difícil relação da produtora com sua filha, o delicioso humor crítico sobre o teatro cede espaço a considerações que, em meu entendimento, só estão ali colocadas para justificar uma improvável mudança de opinião da produtora quanto à peça - no final do texto de Tchecov, Nina diz a Tréplev que finalmente está seguindo seu caminho como atriz, livre como uma gaivota; no final do texto de Schroeder, a produtora informa que finalmente aceitou a homossexualidade da filha, como que dando seu aval para que ela siga sua escolha e sinta-se tão livre como a heroína de Tchecov. 

Com relação ao espetáculo, João Fonseca criou marcações não raro muito divertidas, mas é evidente que seu maior mérito diz respeito à sua parceria com Jefferson Schroeder. Além de possuir ótima voz e grande expressividade corporal, o ator também evidencia forte presença cênica, inegável carisma e notáveis dotes de comediante, o que me leva a afirmar, sem nenhuma hesitação, que estamos diante de um intérprete cuja trajetória artística merece ser acompanhada com toda atenção.

Na equipe técnica, Daniel de Jesus assina uma cenografia propositadamente horrorosa, em total sintonia com o contexto. Carol Lobato criou belíssimo figurino para a Produtora, talvez belo demais para alguém que não parece ter dinheiro para tanto. Ana Luzia de Simoni e João Gioia respondem por uma iluminação um tanto precária, mas certamente proposital e adequada.

A PRODUTORA E A GAIVOTA - Texto e atuação de Jefferson Schroeder. Direção de João Fonseca. Teatro Cândido Mendes. Terça a quinta, 20h.












terça-feira, 11 de julho de 2017

Teatro/CRÍTICA

"A guerra não tem rosto de mulher"

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Horror e humanidade no Poeira

Lionel Fischer


"A narrativa das guerras é masculina. Na imensa maioria dos casos, conhecemos a história através de depoimentos de homens, sejam eles soldados, comandantes, capitães, presidentes ou historiadores. Recém premiada com o Nobel de Literatura, a escritora bielorrussa Svetlana Aleksiévich entrevistou centenas de mulheres sobreviventes à Segunda Guerra e transformou os relados no premiado livro A guerra não tem rosto de mulher."

Extraído do release que me foi enviado, o trecho acima resume o contexto de "A guerra não tem rosto de mulher", em cartaz no Teatro Poeira. Marcello Bosschar responde pela concepção e direção, também participando da dramaturgia coletiva com as atrizes Carolyna Aguiar, Luisa Thiré e Priscila Rozembaum.

Dentre as muitas frases que sempre me geraram perplexidade, duas em especial me incomodam desde a primeira infância: "Isso é coisa de homem" e "Isso é coisa de mulher". E qual seria a razão de tal incômodo? Exceção feita a detalhes anatômicos, e a umas poucas singularidades - homens não menstruam e tampouco engravidam, ao menos por enquanto -, tudo o mais é inerente ao humano, pouco importando as distinções de gênero. 

No entanto, há que se reconhecer que, ao longo da História, as maiores atrocidades foram estimuladas ou praticadas por homens, mas não por possuírem pênis e sim porque, na maioria dos casos, detinham o poder. No caso da Segunda Guerra, homens decidiram (com a arrogância e imbecilidade que em geral lhes é inerente) que seus conflitos só poderiam ser resolvidos através das armas. 

E quanto às mulheres? Permaneceriam em casa limitadas à esperança de um dia reverem seus pais, irmãos, esposos e amigos? Ou também se envolveriam, ainda que, suponho eu, se dependesse delas uma outra alternativa teria sido buscada? E no caso de se envolverem, estariam apenas destinadas a cozinhar e cuidar dos feridos, ou também iriam para o front? O presente texto deixa claro que as mulheres atenderam a todas as expectativas, sem no entanto renunciar à sua natureza feminina, ou seja, à capacidade que as mulheres possuem de encarar o trágico sem que isso as leve a excluir o amor e a compaixão, dentre muitos outros sentimentos. 

Há passagens terríveis neste texto, como aquela em que uma mãe-soldado, imersa em um pântano com seus companheiros e companheiras - todos sitiados por tropas inimigas e tendo que permanecer no mais absoluto silêncio - não vê outra alternativa a não ser afogar seu bebê que chora, posto que do contrário seriam descobertos e mortos. Em outro momento, uma mulher-soldado recolhe feridos e de repente constata que há, entre eles, um soldado inimigo. Ela até pensa em matá-lo - um homem certamente mataria - mas finalmente decide salvá-lo, evidenciando não apenas compaixão, mas talvez a percepção de que, se matasse aquele homem, estaria matando dentro de si toda a sua humanidade.  

Em contrapartida, há momentos de enorme alegria, como o surgimento de um amor em meio ao caos, a inenarrável sensação de, após um longo período, voltar a usar roupas íntimas, a felicidade advinda da crença de que as adversidades podem ser superadas e o inestimável poder da amizade. E é justamente esta alternância entre relatos atrozes e outros diametralmente opostos que confere relevância às memórias narradas ou vivenciadas, evidenciando um trabalho dramatúrgico de excelente qualidade. 

No tocante ao espetáculo, torna-se evidente que o diretor Marcello Bosschar fez duas claras opções. A primeira foi a de impor à cena uma dinâmica totalmente centrada no trabalho das atrizes, dispensando qualquer aparato cênico - tal opção me pareceu totalmente acertada, como se verá mais adiante. A segunda foi a de excluir qualquer tipo de referência histórica ou geográfica, ainda que saibamos que tudo se passa durante a Segunda Guerra. 

Em meu entendimento, tal opção nos faz refletir não apenas sobre os horrores de uma guerra específica, mas sobre o horror inerente a todas as guerras. E quanto à dinâmica cênica, há passagens mais vigorosas e expressivas do que outras, mas de uma maneira geral as virtudes predominam. Só me permito fazer uma singela sugestão: acredito que o espetáculo deveria terminar quando as atrizes começam a citar os nomes das mulheres que tombaram em combate, momento especialmente forte e emocionante, e não na alucinada dança que se segue, para a qual não encontrei o menor sentido.      

Com relação ao elenco, Luisa Thiré optou por uma linha de atuação que prioriza o extravasamento de fortes emoções, não raro impregnadas de lágrimas. É comovente vê-la entregar-se de forma tão visceral, mas acredito que ao menos em algumas passagens a atriz poderia exercer um maior controle sobre as ditas emoções, o que talvez tornasse ainda mais contundente algumas de suas memórias. Carolyna Aguiar e Priscila Rozembaum também exibem visceral capacidade de entrega, mas tive a sensação de que, sem renunciar à via emotiva, também priorizaram algo que talvez possa ser definido como uma trágica serenidade, o que contribui para estimular indispensáveis reflexões.  

No tocante à equipe técnica, Aurélio de Simoni ilumina a cena com austeridade, dispensando inócuas mirabolâncias luminísticas. Kika Lopes responde por figurinos idênticos e que sugerem uniformes de prisioneiras, ou algo parecido, fato que não entendi, posto que as personagens relatam fatos já ocorridos há algum tempo. Marcello Bosschar (trilha sonora), Carolyna Aguiar (preparação corporal) e Sonia Dumont (preparação vocal) contribuem de forma decisiva para o sucesso desta oportuna empreitada teatral.

A GUERRA NÃO TEM ROSTO DE MULHER - Texto de Svetlana Aleksiévich. Concepção e direção de Marcello Bosschar. Dramaturgia coletiva de Bosschar, Carolyna Aguiar, Luisa Thiré e Priscila Rozembaum. Com Carolyna Aguiar, Luisa Thiré e Priscila Rozembaum. Teatro Poeira. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h.








segunda-feira, 10 de julho de 2017

Teatro/CRÍTICA

"Suassuna - O Auto do Reino do Sol"


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Deslumbrante e imperdível musical



Lionel Fischer



Se tivesse vivido mais três anos, Ariano Suassuna (1927-2014) certamente haveria de ficar encantado com o tributo que lhe está sendo prestado no Teatro Riachuelo. Idealizado pela produtora Andrea Alves, o projeto teve como premissa básica a criação de um texto totalmente inédito, inspirado no legado artístico do escritor paraibano, e desenvolvido em um processo coletivo. Complexo desafio, sem dúvida, mas que felizmente foi aceito por artistas de primeira grandeza.

Bráulio Tavares responde pelo texto e Luiz Carlos Vasconcelos pela direção do espetáculo, cabendo a Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho a criação das músicas e a direção musical. E o grupo que está em cena é o mesmo que deslumbrou os espectadores cariocas no ano passado com "Auê", a Cia. Barca dos Corações Partidos, integrada por Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros - a montagem também conta com as participações de Rebeca Jamir (atriz convidada) e de Chris Mourão e Pedro Aune (artistas convidados).

Como o enredo abarca múltiplas peripécias, tentarei resumi-lo ao essencial. Um Circo-Teatro se dirige a Taperoá, na Paraíba, com o objetivo de encenar um espetáculo que fará parte das festividades em homenagem ao poeta Ariano Suassuna. No caminho, os artistas se deparam com bandos de retirantes que procuram fugir da seca que assola o sertão. Ao mesmo tempo, tomam conhecimento da feroz disputa entre duas famílias tradicionais da região, uma delas a Fortunato e a outra comandada pelo Major Antonio de Moraes. E para exacerbar ainda mais os conflitos, fica-se sabendo que Iracema, sobrinha do Major, fugiu de casa com Lucas, da família rival. 

Na primeira parte do texto, o autor nos mostra o funcionamento do Circo-Teatro - a habilidade dos artistas, os conflitos entre eles, o sólido comando de Sultana e eventuais propostas amorosas. Já na segunda parte, quando Lucas e Iracema pedem abrigo e são aceitos após hilária votação, a trama passa a girar em torno de como incorporá-los ao espetáculo, ao mesmo tempo em que jagunços a serviço do Major prosseguem em sua implacável caçada ao casal de fugitivos. 

Repleto de humor e lirismo, assim como de trágicas passagens, o ótimo texto de Bráulio Tavares recebeu esplêndida versão de Luiz Carlos Vasconcelos. Impondo à cena uma dinâmica que valoriza com grande sensibilidade tanto a realidade do contexto - a aridez da terra e a violência dos embates - como tudo aquilo que a transcende - a paixão, a fantasia, a solidariedade e a certeza de que a poesia constitui poderoso antídoto contra a intolerância -, além disso Vasconcelos exibe o mérito suplementar de haver extraído magníficas atuações de todo o elenco. 

Vivendo Sultana e D. Eufrásia (além de um retirante), Adrén Alves exibe voz deslumbrante, além de impecável trabalho de composição em ambas as personagens - trata-se, sem a menor dúvida, do mais poderoso e impactante desempenho da atual temporada. Com relação aos demais, a todos parabenizo com o mesmo entusiasmo pela beleza de suas vozes e irretocáveis performances - Fábio Enriquez (Mosquito), Beto Lemos (Chico de Rosa), Eduardo Rios (Escaramuça), Ricca Barros (Poeta Leon e Major Antônio de Moraes), Renato Luciano (Cabantôe), Alfredo Del Penho (Lucas), Rebeca Jamir (Iracema), Chris Mourão (Tinha Graça) e Pedro Aune (Tinha Medo).

No que diz respeito às músicas, certamente estão entre as mais belas já ouvidas em palcos nacionais, sendo igualmente irretocável a direção musical. A mesma e notável eficiência se faz presente nas contribuições de todos os profissionais envolvidos nesta inesquecível empreitada teatral - Sérgio Marimba (cenografia), Renato Machado (iluminação), Kika Lopes e Heloisa Stockler (figurinos), Uirandê de Holanda e Angélica Ribeiro (visagismo), Rodrigo Garcez (preparação circense), Fernando Trocado e Gilson Santos (preparação dos instrumentos de sopro), Cláudio Fernandes (preparação da cena de luta), Antônio Nóbrega (oficina) e Dantas Suassuna (colaboração artística).   

SUASSUNA - O AUTO DO REINO DO SOL - Texto de Bráulio Tavares. Direção de Luiz Carlos Vasconcelos. Com a Cia. Barca dos Corações Partidos. Teatro Riachuelo. Quinta a domingo, 20h30.


quinta-feira, 6 de julho de 2017



Prêmio Shell de Teatro 2017
Indicados do 1º semestre

Direção – Eric Lenate (Love, Love, Love), Rodrigo Portella (Tom na Fazenda)
Ator – Armando Babaioff (Tom na Fazenda), Gustavo Vaz (Tom na Fazenda)
Atriz – Aline Deluna (Josephine Baker, a Vênus Negra), Yara de Novaes (Love, Love, Love)
Autor – Marcia Zanelatto (ELA), Walter Daguerre (Josephine Baker, a Vênus Negra)
Cenário – Aurora dos Campos (Tom na Fazenda), Mina Quental (Mata teu pai)
Figurino – Beth Filipecki (Ivanov), Marcelo Marques (Josephine Baker, a Vênus Negra)
Iluminação – Aurelio de Simoni (Ubu Rei), Nadja Naira e Ana Luzia de Simoni (Mata teu pai)
Música – Marcello H (Tom na Fazenda), Ricco Viana (Janis)
Inovação – Que Legado (pela ocupação cultural que propõe o diálogo entre profissionais de atuações e geografias diversas no Rio de Janeiro)

terça-feira, 4 de julho de 2017

III FESTIVAL MIDRASH DE TEATRO
SEMANA 01 e 02
02 de julho
ABERTURA
03 e 04 de julho
ESCRAVOS
de Machado de Assis
Direção de Augusto Madeira
Direção de movimento de Rafaela Amado
Direção de produção de Ana Paula Abreu e Renata Blasi
Com Alexandre Mofati
segunda e terça | 20h30 | R$ 40
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05 e 06 de julho
A MULHER IDEAL
de Lorena da Silva e Claudio Serra
Direção de Lorena da Silva
Supervisão de Amir Haddad
Assistente de Direção Rosa Douat
Direção de Movimento de Joice Niskier
Direção Musical de Alessandro Persan
Com Lorena da Silva
Quarta e quinta | 20h30 | R$ 40
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06 de julho
UM ATO
Textos de Affonso Romano de Santanna, Eduardo Galeano, Paulo Leminski, Mario Quintana,
Viviane Mosé e Wislawa Szymborska.
Roteiro de Renato Farias
Direção de Gaby Haviaras e Renato Farias
Com Marcia do Valle
quinta | 19h | R$ 40
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09 de julho
LOVE
de Jackson Costa, Cyria Coentro e Elisa Lucinda
Direção de Jackson Costa
Com Cyria Coentro
Domingo | 18h | R$ 40
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09 e 10 de julho
MEU SABA
de Noa Ben Artzi-Pelossof
Adaptação de Clarissa Kahane, Daniel Herz e Evelyn Dizitzer
Direção de Daniel Herz
Com Clarissa Kahane
domingo | 20h e segunda | 20h30 | R$ 40
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11 de julho
ESTUDO PARA MISSA PARA CLARICE
Um Espetáculo Sobre O Homem e Seu Deus
de Clarice Lispector
Direção de Eduardo Wotzik
Com Cristina Rudolph, Natally do Ó e Eduardo Wotzik
terça | 20h30 | R$ 40
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12 de julho
NUNCA FUI CANALHA
de Tatá Lopes e Martha Mendonça
Direção de Victor Garcia Peralta
Com Tatá Lopes
quarta | 19h | R$ 40
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12 e 13 de julho
PINEAL
Ritual Cênico
Texto, elenco, co-direção e figurino de Giovanna Bosco, Jéssica Ellen, Larissa Porto, Luellem
de Castro, Priscila Vergniaud, Tainá Medina, Tuany Zanini e Yasmin Gomlevsky
Músicos | Breno Ferreira e Chico Brum
quarta e quinta | 20h30 | R$ 40
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16 e 23 de julho
INFANTIL
PAMONHA E PANACA
Texto e direção de Rogério Blat
Com Ricardo Blat e Nelson Yabeta
domingos | 16h | R$ 40
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16 de julho
MARX BAIXOU EM MIM - UMA COMÉDIA INDIGNADA
Vida e contradições de Karl Marx
de Howard Zinn
Tradução de Tereza Briggs-Novaes
Direção e Interpretação de JitmanVibranovski
domingo | 18h | R$ 40
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16 de julho
MARCOS CARUSO em
O ESCÂNDALO PHILIPPE DUSSAERT
de Jacques Mougenot
Tradução de Marilu de Seixas Corrêa
Direção de Fernando Philbert
Com Marcos Caruso
domingo | 20h | R$ 40
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SEMANA 03 e 04
17 e 18 de julho
POR QUE OS PRÉDIOS CAEM?
Texto e direção de Gustavo Rocha
Com Mônica Bittencourt e Gustavo Rocha
segunda e terça | 19h | R$ 40
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17 e 18 de julho
MÁSCARAS
de Menotti del Picchia
Direção de movimento de Johyne Ildefonso
Concepção e atuação de Cadu Fávero
segunda e terça | 20h30 | R$ 40
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19 e 20 de julho
SOLOS DE MEMÓRIA
Idealização e direção de Morena Cattoni
Texto e atuação de Daniel Chagas, Gisela de Castro, Marcéli Torquato e Natasha Corbelino
quarta e quinta | 19h | R$ 40
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19 e 20 de julho
ENTRE CORVOS
Livremente inspirado em O Suicidado da Sociedade, de Antonin Artaud
Texto de Ary Coslov e Marcelo Aquino
Direção de movimento de Ana Vitória
Direção de Ary Coslov
Com Marcelo Aquino
quarta e quinta | 20h30 | R$ 40
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23 de julho
Oráculo Cia. De Teatro em
DIÁRIOS MARGINAIS:
Um encontro com Lima Barreto e João do Rio
Direção de Luis Furlanetto
Texto e atuação de Gilson Gomes e Wagner Brandi
domingo | 18h | R$ 40
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23 de julho
VALSA Nº 6
de Nelson Rodrigues
Direção de Daniel Herz
Com Rose Lima
domingo | 20h | R$ 40
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24 e 25 de julho
RICARDO
Um Homem do seu Tempo
Baseado no clássico de William Shakespeare - Ricardo III
Adaptação e concepção de Alexandre Gomes e Wellington Fagner
Direção de Wellington Fagner
Supervisão de Júlio Adrião
Com Alexandre Gomes
segunda e terça | 19h | R$ 40
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24 e 25 de julho
PEQUENOS E GRANDES GESTOS DE DESPEDIDA
Colaboração dramatúrgica de Luiz André Alvim, Bruno Levinson e Marcus Vinícius Faustini
Direção e iluminação de Luiz André Alvim
Atuação e dramaturgia de Georgiana Góes
segunda e terça | 20h30 | R$ 40
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26 de julho
PARA ONDE IR
Textos de Fiódor Dostoievski e Arthur Rimbaud, em homenagem a poesia crítica de Bertolt
Brecht
Direção de Viviani Rayes
Adaptação e atuação de Yashar Zambuzzi
quarta | 19h | R$ 40
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26 e 27 de julho
O OLHO DE VIDRO
de Renata Mizrahi
Livremente inspirado no livro “O Olho de Vidro do meu Avô” de Bartolomeu Campos de
Queirós e nos relatos de Charles Asevedo
Criação Artística de Vera Holtz, Guilherme Leme e Flávia Pucci
Com Charles Asevedo
quarta e quinta | 20h30 | R$ 40
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27 e 30 de julho
PRINCÍPIOS TRANSGREDÍVEIS PARA AMORES PRECÁRIOS
de Thales Paradela
Direção de Rafael Sieg
Com Thales Paradela, Linn Jardim, Dâmaris Grün, Cristiane Maquiné e Ton Torres

quinta 20h30 e domingo 20h | R$ 40
Prêmio Cesgranrio de Teatro 2017
Indicados do 1º Semestre


Melhor Figurino
João Marcelino e Carol Lobato por “Hamlet – Som e Fúria”
Kika Lopes e Heloisa Stockler por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
Marcelo Marques por “Janis”

Melhor Cenografia
Aurora dos Campos por “Tom na Fazenda”
Carla Berri e Paulo de Moraes por “Hamlet – Som e Fúria”
Sérgio Marimba por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”

Melhor Iluminação
Maneco Quinderé por “Hamlet – Som e Fúria”
Renato Machado por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
Tomás Ribas por “Tom na Fazenda”

Categoria Especial
Dr Morris pela trilha sonora de “Programa Pentesiléia: Treinamento Para Batalha Final”
Lu Brites pela preparação corporal de “Tom na Fazenda”
Ricco Viana pela trilha sonora original de “Hamlet – Som e Fúria”

Melhor Texto Nacional Inédito
Braulio Tavares por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
Grace Passô por “Mata Teu Pai”
Marcia Zanelatto por “ELA”

Melhor Ator
Armando Babaioff por “Tom na Fazenda”
Gustavo Vaz por “Tom na Fazenda”
Rafael Primot por “Love, Love, Love”

Melhor Ator em Teatro Musical
Adrén Alves por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
Alfredo Del Penho por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
Renato Luciano por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”

Melhor Atriz
Andrea Beltrão por “Antígona”
Débora Falabella por “Love, Love, Love”
Yara de Novaes por “Love, Love, Love”

Melhor Atriz em Teatro Musical
Aline Deluna por “Josephine Baker – A Vênus Negra”
Carol Fazu por “Janis”
Stella Maria Rodrigues por “Emilinha”

Melhor Direção
Luiz Carlos Vasconcelos por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
Paulo de Moraes por “Hamlet – Som e Fúria”
Rodrigo Portella por “Tom na Fazenda”

Melhor Direção Musical
Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
Ricco Viana por “Janis”
Dany Roland por “Josephine Baker – A Vênus Negra”

Melhor Espetáculo
“Hamlet – Som e Fúria”
“Suassuna – O Auto do Reino do Sol”
“Tom na fazenda"