domingo, 22 de outubro de 2017

Amigos,

O Fórum de Psicanálise e Cinema  apresenta uma obra prima do cinema mundial, o premiado filme dirigido pelo  dinamarquês Lars Von Trier:  ONDAS DO DESTINO (1997, 158 min.), vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, que marca a estreia da atriz Emily Watson, e é o primeiro trabalho  da chamada Trilogia Coração de Ouro.

Considerado uma obra seminal do conceito cinematográfico sustentado pelo movimento Dogma 95, a película discute, com metáforas discursivas e visuais, a questão da submissão religiosa,  em um ambiente que interdita a expressão feminina em seus cultos religiosos, reflete sobre a extensão de conceitos como bondade, amor e comunidade.

A arte de Von Trier passa pelas influências teatrais bretchianas e leva com sua filmografia a refletir à exaustão a respeito de uma sociedade cada vez mais fragmentada e à beira de um abismo apocalíptico. Como um diretor polêmico, intenso e controverso, divide opiniões, tanto do espectador comum quanto na crítica especializada. 

No dia 27 de outubro, última sexta-feira do mês, às 18 h, na Sala Vera Janacópulos da UNIRIO, analisaremos e discutiremos essa obra arrebatadora, em seus múltiplos aspectos e prismas diversos. Como sempre, aguardamos todos vocês para mais um debate e contamos com a divulgação aos amigos e aos interessados no viés cultural e psicanalítico,

Um abraço de Ana Lúcia de Castro e Neilton Silva.

SERVIÇO:
DATA: 27 DE OUTUBRO DE 2017.
HORÁRIO: FILME: 18h; ANÁLISE E DEBATE: 20 h às 22 h.
LOCAL: SALA VERA JANACÓPULOS – UNIRIO
ENDEREÇO: AV. PASTEUR, 296.
ANÁLISE CULTURAL: PROF. DRA. ANA LÚCIA DE CASTRO
ANÁLISE PSICANALÍTICA: DR. NEILTON SILVA
ENTRADA FRANCA - INFORMAÇÕES: forumpsicinema@gmail.com
NOTA: Quem se interessar em adquirir o livro: Fórum de Psicanálise e Cinema: 20 filmes analisados, de autoria de Ana Lúcia de Castro e Neilton Silva, ele se encontra à venda nos dias do FÓRUM. 

HISTÓRICO: O FÓRUM DE PSICANÁLISE E CINEMA FOI CRIADO EM 1997, COMO UM PROJETO CIENTÍFICO DA ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA RIO 3, PELO ENTÃO PRESIDENTE, DR. WALDEMAR ZUSMAN, E PELO DIRETOR DO INSTITUTO, DR. NEILTON DIAS DA SILVA. DESDE 2004 PASSOU A CONTAR COM A PARTICIPAÇÃO DA MUSEÓLOGA E PROFESSORA DA UNIRIO, DRA ANA LÚCIA DE CASTRO, RESPONSÁVEL PELAS ANÁLISES CULTURAIS DOS FILMES. EM 2016, A SPRJ, CELEBROU OS 10 ANOS DO FÓRUM E A PARCERIA COM A UNIRIO PARA SEDIAR O PROJETO MENSALMENTE, SEMPRE MUITO CONCORRIDO.










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sábado, 21 de outubro de 2017

Teatro/CRÍTICA

"É sobre você também"

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Contundente e belo encontro



Lionel Fischer 



"A peça é uma tragicomédia em que a atriz/personagem convida o público a acompanhar de perto a trajetória de uma moça que chega ao local de seu casamento vestida de noiva pra dizer aos convidados que não vai mais se casar. Só que os convidados não estão lá, então, ela resolve explicar sua situação para os desconhecidos que ali se encontram. A gente vai percebendo que o problema não é só o noivo, há um pai também..."

Extraído do release que me foi enviado, o trecho acima sintetiza o contexto em que se dá "É sobre você também", de autoria de Julia Portes, que também interpreta a personagem. Fernanda Alice assina a direção do espetáculo, que conta com supervisão de direção de Maitê Proença. Após estar em cartaz por três meses na Casa do Rio, a montagem será apresentada pela última vez - ao menos nesse espaço - na próxima sexta-feira, às 21h.

Em função do explicitado no parágrafo inicial, a noiva em questão decide não mais se casar e mesmo estando diante de desconhecidos, resolve contar um pouco de sua história. No entanto, praticamente desde o começo da peça, tive a sensação de que estava diante de uma jovem que já morrera - bem mais adiante, é narrada uma passagem em que a protagonista pergunta à plateia o que ela faria em seus dois últimos minutos de vida, caso estivesse sob as rodas de um ônibus. Em meu entendimento, a jovem cometeu suicídio. E se isso de fato ocorreu, tudo que nos é narrado e vivido ganha uma outra dimensão, que tentarei esclarecer em seguida.

Se tudo acontecesse apenas em função de um, digamos, golpe teatral - a substituição dos convidados pelos espectadores -, tenho a impressão de que a atriz/personagem não contaria o que nos conta da forma como o faz, alternando a mais absoluta coloquialidade com tonalidades vocais impregnadas de estranhamento. E também não agiria impondo ao seu corpo alternâncias semelhantes - em muitos momentos, a serenidade física é substituída por imprevistas danças, movimentos espasmódicos e também por um gestual lento e preciso, que materializa no espaço ideias que talvez não fossem tão contundentes se expressas através de palavras.  

Continuando na mesma linha de tentar entender o que não é explicitado, há uma passagem a princípio obscura, mas que para mim foi claríssima. A personagem nos conta que, em certa ocasião, dormia no quarto dos pais, ao lado da cama deles. De repente, a mãe salta da cama e se tranca num quarto adjacente. A menina, antes de correr atrás dela, sente cair sobre si uma espécie de cuspe. Mas teria sido realmente uma espécie de cuspe? Entendi essa passagem como se a mãe tivesse assassinado o marido, e o que a menina sentiu cair sobre si foi o sangue do pai.

Isto posto, e mesmo que tenha me enganado completamente tanto no que diz respeito ao fato de a jovem estar morta, quanto ao assassinato pai - e se enganos cometi, por eles me desculpo - o que importa ressaltar é que o texto contém pertinentes reflexões sobre o amor, o machismo, a vida e as escolhas que fazemos, cabendo também ressaltar que eventuais momentos de solidão não constituem necessariamente nenhuma tragédia. 

Quanto à montagem, Fernanda Alice impõe à cena uma dinâmica em total sintonia com o material dramatúrgico - marcações criativas, imprevistas, não raro possuidoras de grande expressividade e sempre investindo em uma proposta rítmica que gera no espectador um estado de permanente suspensão.

Quanto a Julia Portes, a jovem atriz foi para mim uma gratíssima revelação. Possuidora de ótima voz, excelente preparo corporal, grande carisma e inegável inteligência cênica, a atriz reúne todas as condições para construir uma belíssima trajetória profissional, e neste sentido solicito que os sempre caprichosos Deuses do Teatro a abençoem.

Na equipe técnica, parabenizo com o mesmo entusiasmo as preciosas colaborações de Maitê Proença, Patrick Sampaio (provocador convidado), Ty Prieto (artes visuais) e Katerina Amsler (adereços cênicos).

É SOBRE VOCÊ TAMBÉM - Texto e atuação de Julia Portes. Direção de Fernanda Alice. Supervisão de direção de Maitê Proença. Casa do Rio - Sexta-feira, 21h.  





    




quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O premiado diretor de teatro, ópera e cinema, radicado em Los Angeles há 16 anos, 
Gulu Monteiro
estará no Brasil para oficina de 32h de sua técnica chamada 
EDP “Emotional Distancing Phenomenon” 
(Fenômeno do Distanciamento Emocional). 
E nesta sexta-feira, às 20h, 
estará no Teatro O Tablado 
para falar sobre seu trabalho e tirar dúvidas quanto a oficina.



Esta técnica é amplamente usada por atores de cinema, teatro e TV de Hollywood e motivo de estudo por um dos maiores neurocientistas de nossa era, professor Antonio Damasio, considerado pela revista francesa Sciences Humaines como uma das 50 mentes mais brilhantes dos últimos 200 anos. Os estudos sobre o Fenômeno do Distanciamento Emocional de Gulu Monteiro serão conduzidos no Instituto do Cérebro e da Criatividade (Brain and Creativity Institute), construído para as pesquisas de Damasio no coração do campus da USC (Universidade do Sul da Califórnia), em Los Angeles e será o pano de fundo de um documentário dirigido por Gulu sobre os estudos de Antonio Damasio que revolucionaram a neurociência nos últimos 20 anos.

Em Paris, estão criando uma escola para formação de atores profissionais usando exclusivamente a técnica de Gulu Monteiro, que permite aos atores e atrizes, experimentar as emoções de seus personagens, mesmo que devastadoras e traumáticas, sem prejudicar seu equilíbrio psico-mental.

É algo inovador e recomendado pelo maior coach de atores de Hollywood, Larry Moss, que já guiou Leonardo DiCaprio, Helen Hunt, Hilary Swank, Sutton Foster, Michael Clarke Duncan, Hank Azaria, Jim Carrey, Tobey Maguire entre outros.

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“Gulu usa os atores de forma extraordinária. Ele os desafia, não tem nada sobrando no jogo. Tem tantas mudanças, tanto comprometimento dos atores com seus personagens, que eles não têm tempo para pensar, eles estão simplesmente ocupados em agir. Sander Maisner, meu primeiro professor, dizia: emoções são o fazer ativo e é isso que eu vejo no trabalho de Gulu” – conta Larry Moss.


O diretor de Star Wars – O Império Contra Ataca, Irving Kershner, recomenda a técnica EDP: “Eu sou impressionado do uso que o Gulu faz dos atores em suas magistrais encenações e performances."


O ator brasileiro Rodrigo Santoro, que vive em Los Angeles, está atualmente em formação com a técnica do Fenômeno do Distanciamento Emocional e atesta "Gulu trabalha incentivando o ator a estimular sua criatividade, descobrindo a personagem através do corpo e não deixando o racional interferir no processo. É uma valiosa experiência de Imersão conduzida com muita sensibilidade"

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Para aplicar à seleção de participação, é necessário escrever uma carta de intenções para o e-mail: edpgulu@gmail.com


As aulas serão ministradas no Jardim Botânico/Horto.

Mais informações no site www.charbuild.com

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ENCONTRO COM GULU NO TABLADO:
Sexta-feira, 20/10, às 20H.
Entrada franca.




Julia Carrera

O TABLADO
Avenida Lineu de Paula Machado, 795, Lagoa 
CEP: 22470-040 - Rio de Janeiro - RJ